Quando existe um transtorno alimentar, seja para mais (compulsão) ou para menos (anorexia), ocorre uma biorregulação do sistema endocanabinoide para uma otimização do balanço energético”, explica o psiquiatra Wilson Lessa, especialista em transtornos alimentares.

 Juliana Bernardino 

Comer é muito prazeroso. Nosso cérebro evoluiu para produzir sentimentos de euforia quando comemos porque as refeições aumentam a probabilidade de sobrevivermos e transmitirmos nossos genes – o que, por sua vez, induz a próxima geração a gostar de comer também. No entanto, para algumas pessoas, comer pode levar a sentimentos de ansiedade e medo.

A comida, ou mesmo a expectativa de se alimentar, faz com que alguém com anorexia nervosa, por exemplo, se sinta terrivelmente desconfortável. A única coisa que pode reduzir essa ansiedade é evitar completamente a comida. Surpreendentemente, apesar de seus intensos esforços mentais para evitar os alimentos, eles costumam estar preocupados com pensamentos a respeito ou com a intenção de prepará-lo para os outros. O alimento nunca perde verdadeiramente sua influência sobre o cérebro!

Para aqueles que sofrem com transtornos alimentares, existem algumas evidências de que pode haver um desequilíbrio na química do cérebro relacionada ao sistema interno de neurotransmissores da maconha. É o já  conhecido sistema endocanabinoide, e sua interrupção pode ser responsável pelo desenvolvimento de diversas disfunções.

De alguma forma, a funcionalidade do sistema endocanabinoide é afetada ou prejudicada negativamente em pessoas com anorexia ou bulimia.

“O sistema endocanabinoide é o grande maestro de uma orquestra de vários sistemas fisiológicos interdependentes. Como disse certa vez o importante pesquisador italiano Vincenzo di Marzo, o sistema endocanabinoide é essencial para a vida e afeta como nós relaxamos, comemos, dormimos e nos protegemos. Quando existe um transtorno alimentar, quer seja para mais (compulsão) ou para menos (anorexia), ocorre uma biorregulação do sistema endocanabinoide para uma otimização do balanço energético”, explica o psiquiatra Wilson Lessa, especialista em transtornos alimentares.

Não é novidade que, de um modo geral, a utilização da Cannabis aumenta o apetite. O THC e seu estímulo do receptor CB1 são os responsáveis pela conhecida “larica”. Por outro lado, sabemos que o bloqueio desse mesmo receptor CB1 inibe o apetite.

O famoso medicamento Rimonabanto deixou isso bem evidente há pouco mais de uma década, sendo até uma excelente promessa para um anorexígeno, não fosse seus graves efeitos colaterais no que se refere à depressão. Por outro lado, O THCV é um fitocanabinoide com atividade anorexígena eficiente e segura. O próprio canabidiol, em sua ação no sistema serotoninérgico, também tem uma ação de diminuir a fome.

Existem estudos que provam que a Cannabis pode estimular o apetite. Isto é especialmente verdadeiro para pessoas que sofrem de doenças como câncer ou HIV e não sentem fome devido à medicação forte. Infelizmente, a pesquisa sobre transtornos alimentares é muito limitada, e os resultados são por vezes contraditórios.

Enquanto algumas pesquisas têm o efeito apetitivo de Cannabis a confirmar, o resultado é menos positivo em outras. Em alguns casos, o apetite dos pacientes é realmente estimulado, mas um aumento da ingestão de alimentos ou ganho de peso nem sempre pode ser observado.

“Um estudo interessante de 2013, intitulado “Cannabis and Delta9THC for weight loss?” de Bernard Le Foll, chegou à conclusão de que a prevalência de obesidade é paradoxalmente menor em usuários de Cannabis, quando comparado a não usuários e não relacionada ao uso do tabaco e outras variáveis como sexo e idade.” descreve o Dr. Wilson Lessa

Com essa característica de dualidade da planta Cannabis, um tanto quanto yin-yang, e percebendo que determinados fitocanabinoides são orexígenos (estimulam apetite) e outros anorexígenos (diminuem apetite) podemos pensar no tratamento de uma gama de transtornos alimentares. Lembrando que o canabidiol, por sua ação anti-inflamatória nos vasos sanguíneos, também diminui os efeitos ateroscleróticos induzidos pelo excesso de glicose. Ou seja, pode ser útil na causa e nas consequências dos distúrbios alimentares em muitos casos.

Já a nutricionista Andrea Menezes deixa claro que o uso da Cannabis sem uma alimentação adequada e um acompanhamento psicológico não faz milagre. Ela já trabalhou com uma paciente anoréxica e o uso de Cannabis foi uma parte importante do tratamento para estimular o apetite e diminuir a ansiedade, mas foi um tratamento em conjunto com muitos outros elementos.

Andrea também falou sobre como o sistema endocanabinoide do cérebro normalmente controla quanto prazer obtemos de experiências sensoriais; isso nos motiva a repetir a experiência repetidamente. Um interesse obsessivo em alimentos associado a uma resposta emocional inadequada é consistente com uma disfunção no sistema endocanabinoide do cérebro. Essas novas informações podem ajudar a identificar novos alvos para medicamentos que podem ajudar a reverter os sintomas de transtornos alimentares.

O médico Gilberto Kocerginsky, que atua com Cannabis medicinal desde 2014, tem tido um bom resultado no uso de CBD (com muito pouco THC) em pacientes obesos e no controle de suas ansiedades e compulsão alimentar.

A Cannabis medicinal e o sistema endocanabinoide atuam como modulador do sistema nervoso central, equilibrando a liberação de neurotransmissores na sinapse e isso faz com que os componentes de compulsão possam se beneficiar muito desse tratamento. Lembrando que os 3 principais neurotransmissores relacionados à compulsão seriam: serotonina, dopamina e os receptores opiáceos. Quando existe um desequilíbrio desses três sistemas, surge um transtorno de compulsão. Pode ser tanto transtorno alimentar como de jogos, alcoolismo e dependência química.

O sistema endocanabinoide ajuda na remodelação desses neurotransmissores. E com isso é possível restringir a compulsão alimentar ou atitudes prejudiciais como, por exemplo, em um paciente bulímico.

A Cannabis medicinal pode e deve ser usada como acessório e até mesmo como um tratamento inicial para transtornos alimentares. Tudo é um mecanismo de equilíbrio dos nossos neurotransmissores, e a Cannabis atua como um grande modulador desse sistema, equilibrando serotonina, dopamina, como o sistema opiáceo e endógeno.

Com a liberação de determinados hormônios, como grelina e leptina, facilita o processo de apoio a esses pacientes. Lembrando que cada caso merece um raciocínio clínico exclusivo, pois cada paciente e transtorno irá pedir um tipo de Cannabis e uma dose específica para ter um resultado terapêutico ideal.

Nos Estados Unidos, pesquisadores investigaram produtos vendidos em lugares incomuns, como supermercados, postos de gasolina e lojas especializadas em Cannabis. Em todos eles, havia produtos com quantidade de CBD inferior ao indicado na embalagem

Danilo Lacalle 

Óleos de Cannabis são tão comuns em alguns estados americanos que até postos de gasolina e supermercados vendem os produtos. Uma pesquisa, no entanto, mostrou que a quantidade de Canabidiol indicada no rótulo nem sempre corresponde à realidade. Principalmente quando vendidas em lugares incomuns.

Mas, para piorar, nem mesmo as lojas especializadas em produtos de Cannabis passaram pelo teste de qualidade dos pesquisadores.

Ainda que por aqui ainda não seja tão fácil assim adquirir óleos – produtos à base de Cannabis podem ser vendidos apenas em farmácias -, o estudo serve de alerta aos brasileiros. É preciso sempre ficar de olho nos rótulos e nos fabricantes.

Fora do padrão

Para conduzir o estudo, os pesquisadores compraram 15 tipos de produtos com canabidiol de vários pontos, no sul da Flórida. A lista incluiu produtos tópicos (pomadas e cremes), comestíveis e bebidas com infusão, com diferentes preços.

E foram comprados em diferentes lugares: supermercados, lojas de Cannabis e postos de gasolina. Os produtos foram testados quanto ao conteúdo de CBD pela SC Labs, na Califórnia. E os resultados, comparados com a potência rotulada dos produtos.

Os produtos adquiridos em postos de gasolina norte-americanos apresentaram a maior variação entre a potência rotulada e os resultados do laboratório. Isso porque forneceram apenas 40% do CBD listado na embalagem. 60% dos itens comprados nesses postos não tinham CBD.

A potência dos itens comprados nas lojas de CBD também ficou aquém do conteúdo anunciado de canabidiol, com apenas 83%, em média, do CBD indicado no rótulo.

Os produtos comprados em supermercados eram consistentemente mais potentes do que os comprados em postos de gasolina e varejistas específicos para CBD. Na verdade, eles eram mais potentes do que o anunciado, fornecendo 136% da quantidade rotulada de CBD, em média.

Os pesquisadores também observaram tendências na variação de potência do CBD relacionadas ao tipo de produto e preço. Os tópicos foram os mais confiáveis, com 40% da potência anunciada, 40% contendo mais CBD do que o indicado e 20% com menos.

Três quartos dos produtos comestíveis tinham menos CBD do que o que fora rotulado. E o restante, era mais potente do que o anunciado. As bebidas infundidas com CBD foram as menos confiáveis: com 75% sem CBD e os 25% restantes mostrando menos do que a quantidade indicada, em testes de laboratório.

Análise de canabidiol por preço

Por preço, os produtos que 5 dólares ou menos, ficaram aquém do confiável, com metade contendo CBD não detectável e o restante contendo menos do que o anunciado.

Metade dos produtos na faixa de 10 a 15 dólares, continham menos CBD do que o anunciado. Um quarto possuía mais canabidiol do que o indicado e os 25% restantes eram como anunciados, definidos como contendo de 90% a 110% da quantidade rotulada de CBD.

Dos produtos que custavam 20 dólares ou mais, analisados pela pesquisa,  40% tiveram menos CBD do que o valor rotulado, outros 40% tiveram mais e 20% estavam de acordo com a embalagem.

A importância de pesquisar

Embora o tamanho da amostra tenha sido pequena, o estudo do CBD Awareness Project traz uma luz sobre a variação que pode existir entre o conteúdo de CBD de um produto e sua potência anunciada. Para aproveitar ao máximo sua compra, a Meadows sugere que os consumidores levem em conta que tipo de produto estão comprando e de quem o estão comprando.

“Deve-se pesquisar as marcas e tentar comprar CBD de uma fonte respeitável”, disse ele. “Como regra geral, não compre CBD em um posto de gasolina ou de lugares pouco confiávis, se estiver realmente procurando os benefícios de saúde do CBD.”

Não faltam opções marcas e tipos de óleo no exterior. Difícil é saber qual vale a pena. Para facilitar, separamos seis informações importantes.

Guilherme Dias 

Os óleos de Cannabis se popularizaram com o alto crescimento no mercado mundial no último ano. Mas esse sucesso todo ainda não alcançou o Brasil. Por aqui, os pacientes só têm duas opções de aquisição. Ou compram da Abrace, única associação com o aval da Justiça para cultivo e produção, ou importam, mediante autorização da Anvisa. Caso contrário, partem para o plantio individual, com ou sem aval da Justiça, ou até mesmo o mercado clandestino.

O cenário deve mudar, já que a Anvisa, enfim, regulamentou a venda de Cannabis medicinal em dezembro de 2019. Desde o início de março, as empresas interessadas em produzir óleo no país podem entrar com pedido na Anvisa para colocá-los à venda.

Mas até os produtos nacionais – ou mesmo os importados – chegarem às farmácias leva um tempo.

Enquanto essa realidade não chega, o caminho mais rápido ainda é a importação. Existem alguns sites que disponibilizam a compra online, mediante prescrição médica. Mas aí aparece o dilema: como saber qual óleo comprar? De qual marca? O Cannabis & Saúde vai te ajudar. Listamos a seguir seis dicas que você precisa saber antes de comprar qualquer produto à base de CBD.

1. Veja se o óleo foi testado por terceiros

É importante saber se o produto foi testado por mais de um laboratório – e não apenas o da empresa envolvida na produção. Procure pelos relatórios de qualidade disponíveis no site do produto.

Essas análises mostram a concentração de cada canabinoide no produto. Assim, você pode conferir se o produto cumpre com o prometido. Ou seja, se tem mesmo a quantidade de CBD ou THC prometida. Vale lembrar: a Anvisa restringiu a venda de produtos com concentração de THC superior a 0,2%.

A ausência desses documentos pode significar algumas coisas. Ou as concentrações dessas substâncias estavam abaixo ou acima daquele anunciado previamente pela empresa. Ou eles simplesmente esqueceram de publicá-los.

Nesses casos, melhor recorrer a produtos de outras marcas.

Mas também não vale o aval de qualquer laboratório. Confira se a análise vem de um estabelecimento credenciado pela Organização Internacional de Normalização (ISO). Isso significa que o laboratório atende a certos padrões e opera sob as diretrizes aprovadas e monitoradas pelo órgão.

Atente-se também para a data da análise. Se passar de doze meses, nem leve a sério. A análise precisa ser constantemente revista.

Alguns laboratórios realizam as análises, mas nem sempre disponibilizam na internet. No Brasil, o médico prescritor pode solicitar ao laboratório as análises para confirmar a veracidade das informações, uma vez que é o médico que prescreve o produto ao paciente.

2. Confira os ingredientes

Os ingredientes estão listados no rótulo. Se você ainda não está familiarizado com eles, basta fazer uma pesquisa rápida na internet para saber os possíveis efeitos colaterais.

Opte pelos ingredientes orgânicos e naturais ou por produtos com ingredientes extras que aumentam os benefícios do medicamento. Por exemplo: alguns óleos podem vir com uma dose de vitamina B12 para aumentar o efeito analgésico, ácidos ômega, dentre outros.

Se o fabricante disponibilizar a lista de terpenos presentes no óleo, melhor ainda. Cada um desses cheiros da Cannabis (saiba mais aqui) pode trazer diferentes benefícios ao organismo.

3. Prefira produtos orgânicos

Nada é melhor do que um óleo orgânico. Por razões óbvias: a baixa concentração de metais pesados vindos de agrotóxicos e de solos contaminados. Existem selos de comprovação do cultivo orgânico das plantas – busque por eles nos sites das empresas. Um dos exemplos pode ser o Certificado GMP (Good Manufacturing Practices).

Saber como o cânhamo foi originado e cultivado faz toda a diferença para a qualidade do óleo de CBD.

4. Atente-se ao tipo de óleo

Nada é melhor do que um óleo orgânico. Por razões óbvias: a baixa concentração de metais pesados vindos de agrotóxicos e de solos contaminados. Existem selos de comprovação do cultivo orgânico das plantas – busque por eles nos sites das empresas. Um dos exemplos pode ser o Certificado GMP (Good Manufacturing Practices).

Saber como o cânhamo foi originado e cultivado faz toda a diferença para a qualidade do óleo de CBD.

4. Atente-se ao tipo de óleo

Há uma variedade larga de óleos no mercado estrangeiro. Alguns produtos vem com apenas um canabinoide isolado ou com uma quantidade ínfima de outro – pode ser majoritariamente composto por CBD, CBC, THC ou CBG (veja aqui os tipos de canabinoides).

Ou podem vir com uma série de canabinoides – é o que chama de full spectrum. Ou seja, vem com todos os componentes da planta, incluindo os terpenos, citados acima. Esses têm uma vantagem: passam por menos processos. E, com tantos componentes, podem potencializar o efeito do medicamento (o famoso “efeito entourage”).

5. Veja se o preço vale a pena

A regra é a mesma para outros produtos: pesquise para saber se o valor de mercado é mesmo aquele. Importante! Compare somente produtos semelhantes, com as mesmas concentrações de canabinoides, e veja se os preços batem. Mas, vale lembrar do item anterior, confira exatamente quais os ingredientes. Afinal, produtos premium podem ter mesmo valores mais altos. Atente-se ainda aos valores do frete.

Para comparar valores de produtos similares, você deve dividir o valor pela quantidade de miligramas (mg) total do produto R$/mg.

Como as prescrições em sua grande maioria são em gotas, você também pode fazer o comparativo dividindo o valor pela quantidade de mililitro (ml). R$/ml.

E, se quiser, pode ainda verificar qual a quantidade de gotas que o produto possui e por quanto tempo irá durar o produto conforme recomendação de uso que consta na prescrição médica. Em média, 1 ml de óleo de CBD corresponde a 20 gotas.

6. Confira a reputação da marca

Consumidor satisfeito elogia nas redes sociais. Por outro lado, consumidor insatisfeito reclama muito nas caixas de comentários. Dê uma conferida nos comentários deixados nas páginas das redes sociais de cada marca.

Outra forma de conferir é se o laboratório, fabricante dos produtos possui em seu site certificados de qualidade, bem como outras certificações e prêmios que também garantam um bom produto.

E por fim, para óleos de CBD produzidos nos Brasil, sugerimos também que procure realizar o checklist dos 6 itens acima, afinal vale a máxima: com a saúde, não se brinca.

Aos 32 anos, Francislaine Assis não suportou as dores no corpo. As pernas mal respondiam e a tradutora de Libras, incapacitada até de caminhar, teve de abandonar o trabalho. Até porque, mesmo se recorresse à ajuda de uma cadeira de rodas, seria impossível desenvolver suas funções na escola: a dor era tanta que afetava também sua cognição – não conseguia sequer raciocinar e manter um diálogo por muito tempo.

Naquele ano, em 2011, após quatro meses intensos de sofrimento, Fran recebeu o diagnóstico de Agorafobia. Mas não era bem esse o problema. Somente em 2015 o médico descobriria a causa das dores: a fibromialgia – uma síndrome ainda sem cura que causa dores em todo o corpo, afeta a memória e o sono. 

A partir de então, passou a tomar diariamente todos os medicamentos receitados pelos médicos, na esperança de conseguir melhora efetiva.

“Eram 13 comprimidos por dia, eu ficava dopada”, conta.

Tanto remédio lhe rendia alucinações. Certa vez, a filha chegou na cozinha e pegou a mãe em frente ao fogão, folheando um livro imaginário. Em outra situação, um carro quase a atropelou enquanto atravessava a rua desatenta.

E o pior: as dores permaneciam fortes e constantes, a insônia batia forte, as dificuldades cognitivas pioravam e os sinais da depressão apareciam com frequência.

Só teria alívio em 2018, após vencer os próprios preconceitos e aceitar o tratamento à base de Cannabis medicinal.

“Eu participo de grupos de discussão sobre fibromialgia desde 2011, mas sempre fui muito careta. Cansei de ouvir as pessoas falando ‘fumei maconha e tive um alívio’. Não dava bola, achava o pessoal muito louco”, lembra Fran.

Abriu mão do pré-julgamento após ver a médica americana Ginevra Liptan, diretora do “The Frida Center for Fibromyalgia”, um centro especializado no tratamento da doença, falar sobre a eficácia da Cannabis para pacientes com fibromialgia.

Pegou o caminho do Rio de Janeiro até São Paulo, onde havia marcado uma consulta com a neuro oncologista e médica funcional Paula Dall’Stella. Pouco tempo depois, após receber a autorização da Anvisa, importou os primeiros frascos de óleo de CBD.

A dor, contudo, não passou.

Mas o sono veio com tudo. E isso era importante, afinal, Fran passava dias sem dormir. “Era assustador, chegava a passar três, quatro dias sem dormir. E isso me dava dores de cabeça fortíssimas, não conseguia nem ouvir a voz das pessoas”, diz.

Dormiu até demais – a sonolência pode ser um dos efeitos colaterais de alguns óleos no começo do tratamento. Trocou o importado por outro rico em THC, fabricado por uma associação de pacientes de Cannabis medicinal.

“Fiquei surpresa. A primeira vez que usei eu estava com uma dor muito forte. Vinte minutos depois de usar o óleo, minha dor diminuiu uns 60%”, explica.

Há uma razão: o THC funciona melhor como analgésico do que outros canabinoides, como o CBD.

Aos 43 anos, Fran descartou todos os outros medicamentos. Além do óleo, usa pomadas produzidas com plantas de predominância de THC, faz inalação da erva e uso de supositórios, quando a dor bate mais forte que o normal.

Ainda que os remédios tenham surtido efeitos muito melhores do que os convencionais, Fran ainda precisa recorrer à cadeira de rodas – de maneira geral qualquer esforço costuma causar ainda mais dores.

Não só pela fibromialgia, a vida ainda lhe trouxe uma série de outras complicações. Ao longo dos anos, teve artrite após pegar chikungunya e recebeu os diagnósticos de uma série de outras doenças, como Síndrome do Túnel do Carpo, endometriose, entre outras. 

A Cannabis trouxe outros efeitos positivos. Fran voltou a ter vontade de comer.

“É um benefício, porque tenho anorexia patológica. É difícil comer. Às vezes fico com enjoo o dia todo, mas quando uso o óleo consigo me alimentar”, relata a paciente.

A depressão também ficou para trás.

“Eu tomava Rivotril, mas nunca gostei. Hoje fico feliz quando uso o óleo. É uma alegria que há muito tempo eu não sentia, um prazer de viver. Cada vez que dou uma gargalhada parece que parte da dor também vai embora”, comemora.

O problema é fechar as contas no fim do mês. Se antes gastava pouco mais de R$ 300 com o coquetel de remédios, hoje Fran investe quase R$ 1,2 mil para conseguir os remédios. Se importasse, em vez de receber o óleo como sócia da associação, os gastos seriam ainda maiores.

Não à toa, virou ativista e luta pelo acesso mais democrático aos medicamentos.

“Vejo a dificuldade das pessoas. Pacientes com dor crônica muitas vezes estão desempregados ou afastados do emprego e não tem acesso ao óleo. É injusto, já que os remédios à base de cannabis fazem tanta diferença no alívio da dor”, finaliza.

Além de indicar um possível tratamento para pessoas com TEA, os resultados com o CBD são animadores, pois não existe um remédio capaz melhorar a qualidade de vida, habilidades sociais e desenvolvimento cognitivo dos pacientes autistas.

Como descobrir se a Cannabis é realmente eficaz no tratamento dos transtornos do espectro autista (TEA)? Você trata um número de pacientes com o extrato da planta por um período e avalia os resultados. São os chamados testes clínicos, e foi justamente isso que fez um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília.

Durante nove meses, eles acompanharam pacientes ligados à Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (Ama+me), com idades entre 6 e 17 anos, em tratamento com um extrato com alta concentração de canabidiol, 75 vezes maior que a de THC. Dos 18 participantes, três sofriam com crises epilépticas. A pesquisa foi publicada na revista Frontiers in Neuroscience.

Não se sabe ao certo as causas do TEA. Esse nome inclui um amplo grupo de perturbações neurológicas e comportamentais que não são, necessariamente, causadas pelos mesmos motivos. Esses podem ser desde origem genética e hereditária ou em consequência de fatores ambientais que impactam o feto, como infecções, complicações na gravidez, e até estresse.

Nos últimos anos, no entanto, cientistas estão descobrindo que autismo e epilepsia, ambas com diversas causas, têm muito em comum. A epilepsia se dá por um funcionamento anormal dos neurônios. Para funcionar bem, o cérebro conta com neurônios excitatórios e inibitórios. Na prática, um ativa e o outro acalma. Juntos eles equilibram, e fazem com que a informação flua pelo sistema nervoso.

Quando, por algum motivo, esse trabalho de auto-regulação se desfaz, os neurônios excitatórios se empolgam, gerando uma reação em cadeia que resulta em um fluxo caótico de atividade que pode se manifestar de diversas formas, como no movimento descontrolado dos músculos.

Cientistas agora acreditam que algo semelhante pode estar acontecendo na cabeça das pessoas com autismo. De acordo com a Teoria do Mundo Intenso, do pesquisador Henry Markram, o excesso de ativação neuronal na mente de autistas gera um ganho extremo de intensidade na percepção dos estímulos sensoriais.

Outra pesquisadora, Adit Shankardass, encontrou focos cerebrais de atividade epileptiforme em crianças autistas, as quais chamou de hidden seizures” – algo como “convulsão escondida”. Isso tornaria as crianças incapazes de conexões com o mundo exterior, mesmo na ausência de ataques ou convulsões.

E o sistema endocanabinoide trabalha justamente nessa regulação da atividade neuronal. Em pacientes com epilepsia, quando a atividade neuronal excessiva ocorre, endocanabinoides são produzidos em resposta, o que faz a atividade excessiva dos neurônios se tranquilizem, cessando o ataque.

CBD é o caminho lógico

Diante disso, e do sucesso do uso de CBD no tratamento de pessoas com epilepsia, testar em crianças autistas é o caminho lógico. Alterações na expressão de receptores canabinoides periféricos foram verificados em pacientes autistas, sugerindo possíveis deficiências na produção e regulação de canabinoides produzidos pelo corpo. Esta hipótese foi confirmada recentemente para a anandamida, um importante endocanabinoide, que é reduzido em pacientes com TEA.

Assim, os 18 pacientes ligados à Ama+me, com autorização da Anvisa, passaram a receber o tratamento com o extrato de CBD. Seus pais então passaram a preencher mensalmente um formulário em que estimavam o quanto os filhos melhoraram em relação à oito sintomas característicos do autismo: hiperatividade e déficit de atenção, transtornos comportamentais, déficit motor, déficit de autonomia, déficit de comunicação e interação social, problemas cognitivos, distúrbio do sono e convulsões.

Três pais desistiram de tratar seus filhos com Cannabis logo no primeiro mês. Os pesquisadores acreditam que em dois deles, pode haver um agravamento dos sintomas devido à tentativa concomitante e não supervisionada de remover ou reduzir a dosagem de remédios antipsicóticos. O outro pode ter sofrido efeitos adversos da interação dos canabinoides prescritos com outros dois medicamentos psiquiátricos que estavam sendo usados simultaneamente.

Já os demais 15 pacientes, que seguiram o tratamento ao longo dos nove meses (apenas um interrompeu no 6º mês), todos tiveram algum tipo de benefício observado pelo uso da Cannabis. Quatorze pacientes tiveram 30% de melhora em pelo menos um dos sintomas, sendo que sete deles apresentaram essa melhora em quatro ou mais dos sintomas analisados.

A principal melhora foi entre os pacientes com epilepsia, com redução nos episódios. Desordem de sono e crises de comportamento foram outros sintomas que tiveram considerável evolução positiva entre os pacientes.

Além de indicar um possível tratamento para pessoas com TEA – são necessários mais e maiores estudos clínicos para comprovar a eficácia -, os resultados animadores são importantes pois não existe um remédio capaz melhorar a qualidade de vida, habilidades sociais e desenvolvimento cognitivo dos pacientes autistas.

Os medicamentos atuais atacam somente sintomas específicos e são geralmente acompanhadas de efeitos colaterais graves. Nenhum, porém, melhora significativamente a falta de habilidades de interação e comunicação que caracterizam o TEA.

Por outro lado, os extratos de Cannabis provocam somente efeitos colaterais leves e passageiros. No estudo, três apresentaram sonolência e irritabilidade moderada. Houve um caso de diarreia, um de aumento de apetite, um de vermelhidão nos olhos e outro de aumento de temperatura corporal.

Isso indica que apostar no tratamento com extrato de Cannabis é a opção de tratamento mais segura.

Cheia de propriedades anti-inflamatórias, a Cannabis pode auxiliar no aumento da imunidade. Mas é falsa a informação que ela combate o Coronavírus e, para evitar a doença, as já conhecidas medidas de prevenção devem ser seguidas

No cenário atual, onde a ciência corre contra o tempo para conseguir achar uma solução que pare a pandemia do Coronavírus, a população tem buscado a prevenção e o aumento de imunidade. 

E, para isso, não faltam alternativas. Fontes de vitamina C estão sendo as mais procuradas. Mas uma questão tem sido levantada: o CBD e a Cannabis medicinal podem afetar a contração ou a recuperação do Covid-19? Além disso, existe possibilidade de que anti-inflamatórios tenham efeito positivo no combate, lembrando que o CBD também é um anti-inflamatório?

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Nos hospitais, a recomendação médica tem sido manter o acetaminofeno para a febre. Evitando os Anti-Inflamatórios sem esteroides, como o Ibuprofeno. Mas a questão em relação à efetividade da cannabis no combate ao coronavírus se deu graças às redes sociais.

No Facebook, muitos defensores da CBD e da cannabis estão alegando que eles aumentaram sua imunidade com sucesso contra todos os vírus. Além disso, estão recomendando que outras pessoas façam o mesmo. Fato que deixa a comunidade médica preocupada quanto à veracidade de afirmações e a disseminação de fake news que ocorrem nestes períodos de notícias cruzadas. Isso porque a intenção é que as pessoas se informem ao máximo, protegendo a própria saúde e a dos demais entes queridos.

Hoje, temos evidências de que a Cannabis pode melhorar o sistema imunológico. Doenças como fibromialgiaepilepsia, e até mesmo dores causadas por inflamações podem se enquadrar em um tratamento medicinal com a planta. Existem, inclusive, alguns estudos sobre o uso de cannabis medicinal e uso de cannabis defumado com a progressão do HIV.  Porém, quanto ao CBD e à cannabis, não existem estudos mostrando sua efetividade perante ao coronavírus.

Mesmo aumentando o sistema imunológico, isso não signfica que quem usa a cannabis esteja imune à infeção. Mas também não significa que uma pessoa que contraia o vírus e tenha falta de ar, não possa se beneficiar do uso da medicação para aliviar os sintomas. Apesar que, ao apresentar sintomas mais graves, a pesosoa deve ser levada a um hospital, onde não deve ser administrado o uso de cannabis. A não ser, claro, que já faça uso regular do medicamento e os médicos concordem em manter esse tratamento. É o que explica a médica Ane Hounie, pós-doutora em Psiquiatria pela USP e que hoje é uma das principais especialistas em Cannabis medicinal no Brasil.

Quando as pessoas disseminam a notícia de uma “cura milagrosa”, é preciso ter em mente que este fato, mesmo que bem intencionado, pode prejudicar a indústria. Isso porque as pessoas podem passar a buscar o medicamento como uma solução 100% eficaz e, assim, estarem suscetíveis a golpes.

Esse efeito pode distanciar a medicina e os pesquisadores mais “convencionais, prejudicando o progresso que a medicina vegetal fez nos últimos anos. Estes, por meio de pesquisas e projetos acadêmicos, em parceria com grandes universidades.

Fake news divulgada na internet sobre Cannabis e Coronavírus

Fake news divulgada na internet sobre Cannabis e Coronavírus

A cannabis e o auxílio ao sistema imunológico

Como já se sabe, o grupo de risco dos infectados pelo Covid-19 é bem claro: pessoas maiores de 60 anos. Além disso, enquadram-se, também, os que têm doenças autoimunes, pulmonares, pacientes oncológicos e quem tem problemas com imunidade, em geral.

Primeiro, é importante que se evite o consumo de álcool, fator que influencia na queda da imunidade. Além disso, permanecer ativo enquanto ficamos em casa e adotar uma simples prática de relaxamento ou meditação, para diminuir o estresse, também é uma boa medida.

Comer uma dieta rica em micronutrientes como zinco, vitamina C, flavonóides como a quercetina (presentes nas maçãs e brócolis e…cannabis),  são coisas boas para começar agora, se você ainda não fez.

Além disso, é ideal que nossa melatonina esteja alta. Este é o hormônio do sono, produzido enquanto dormimos. Fundamental para a função imunológica saudável. As práticas de respiração profunda e o riso também podem ter um efeito positivo em nosso sistema imunológico. Assim, você pode se auto-ajudar na quarentena vendo um filme engraçado e dando uma boa gargalhada profunda, para fazer com que os pulmões funcionem enquanto você se isola.

Mesmo se você fizer tudo certo, ainda poderá contrair o coronavírus. Mas a “boa” notícia é que a maioria das pessoas que não pertencem a grupos de alto risco, terão um curso leve de doença e se recuperarão em casa. Algumas pessoas, inclusive, podem até não apresentar nenhum sintoma. Ou, até mesmo, saber que o tiveram. Razão pela qual o distanciamento social é tão importante, uma vez que se pensa que as taxas de transmissão assintomáticas são bastante altas com o Covid-19. A única maneira de se proteger contra o vírus, é o isolamento social. Mantendo-se fora de circulação. E que, quando sair, exerça as devidas precauções.

Fonte Portal Cannabis e Saúde, matéria publicada em 20/03/2020

Um artigo publicado no portal da Revista Veja nesta semana comparando preços de medicamentos à base de Cannabis mostra como os produtos da CanTera possuem um dos valores mais acessíveis do mercado brasileiro atualmente. O texto “Medicamentos nacionais de Cannabis não são mais baratos que os importados” foi publicado no blog CanabiZ, do jornalista Ricardo Amorim.

O texto cita a linha de produtos Provacan, desenvolvida pela CiiTech, uma empresa de biotecnologia especializada em canabidiol sediada no Reino Unido, onde é líder de mercado. 

A fabricante trabalha em parceria com a Universidade Hebraica de Jerusalém, liderada pelo Dr. Raphael Mechoulam, considerado o ‘Pai da Cannabis medicinal’.

O reconhecimento pelo nosso trabalho nos dá enorme satisfação e confirma que temos uma das melhores relações custo-benefício de todo o Brasil”, destaca Marcelo Galvão, CEO da CanTera e do Grupo OnixCann.

“Sem contar com a qualidade incontestável dos produtos de cannabis medicinal que importamos e oferecemos para o mercado”, complementa.

Por oferecer frascos de 10 ml, que é tendência do mercado mundial, a CanTera reduz o custo inicial de aquisição do paciente. Isso torna o medicamento mais barato e acessível.

Hoje, a importação do medicamento leva em torno de 7 a 9 dias úteis, a partir da autorização de importação pela ANVISA, que, além disso, tem se esforçado para reduzir o tempo de espera para as autorizações, caindo de 90 para até 45 dias, desde que facilitou a documentação exigida.

Os produtos Provacan possuem quatro concentrações: 600 mg, 1200 mg, 2400 mg e cápsulas de 720 mg.

A linha é produzida a partir de óleos full spectrum, o que preserva não só os canabinoides, mas também flavonoides e terpenos. Significa que o extrato preserva o efeito entourage, que amplia os benefícios e reduz efeitos indesejáveis.

Todos os insumos usados na produção são livres de herbicidas e pesticidas. O Provacan é o único produto de Cannabis com certificado Kosher no Reino Unido, um dos mais importantes do mundo.

Médicos e cientistas no mundo inteiro têm estudado os benefícios e as interações das substâncias encontradas na planta Cannabis no organismo.

Seus benefícios em algumas situações específicas de saúde já estão bem estabelecidos e vem sendo acrescidas ao armamentário terapêutico atual como mais um auxiliar ao tratamento de doenças graves e cujos tratamentos atuais já não são mais eficazes.

Como resultado, a justiça brasileira já reconhece e legítima o uso da Cannabis Medicinal.

Cannabis Medicinal é importante aliada da medicina integrativa

A medicina integrativa reúne médicos e profissionais de diversas áreas, unindo a medicina convencional com outras técnicas – como técnicas de respiração, práticas de meditação e uso de fitoterápicos, com intuito de aumentar o bem estar e qualidade de vida dos pacientes, levando em consideração seu estado físico e mental.

Além disso, ela defende a participação ativa do paciente no tratamento. A Cannabis na medicina integrativa pode ser uma coadjuvante valiosa no tratamento, ajudando os pacientes a atingirem uma melhor qualidade de vida.

O que são CBD e THC?

São as abreviações para canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC), os dois compostos mais abundantes da Cannabis que têm funções terapêuticas, dentre outros encontrados na planta.

Canabidiol (CBD) – é um fitocanabinóide que não tem qualquer efeito psicoativo. Quando o canabidiol é utilizado, apresenta interação com o sistema endocanabinoide humano, regulando a homeostase, e atuando em sinais e sintomas como apetite, dor, inflamação, pressão intraocular, controle muscular, metabolismo, qualidade do sono, resposta a estresse, humor e memória.

Tetrahidrocanabinol (THC) – é o fitocanabinoide euforizante com efeito psicoativo e característico do “barato” causado pelo uso da Canabis. Assim como outras medicações utilizadas na medicina, tem poder de criar dependência e abuso, mas tem importância para tratamento de algumas patologias como esclerose múltipla, náuseas e vômitos induzidos pela quimioterapia, Alzheimer e Parkinson, PTSD e mesmo a epilepsia.

Quem já se beneficia da Cannabis Medicinal?

Os pacientes portadores de doenças graves e cujo tratamento não é curativo, tem na Cannabis um importante potencial terapêutico, em especial aqueles que já não mais obtém resultados satisfatórios com as medicações habituais. Como exemplo podemos citar:

Epilepsia – patologia de hipersensibilidade elétrica do cérebro que produz descargas elétricas que se propagam pelo córtex cerebral que se manifestam por surtos convulsivos, que em algumas vezes pode levar à perda de consciência e movimentos involuntários do corpo.

  • Benefícios da Cannabis Medicinal para epilepsia – Estudos comprovaram a eficácia da cannabis medicinal em pacientes refratários às medicações atuais constatando um efeito anticonvulsivante. Pacientes com epilepsia intratável como Lenoxx-Gastaut e Síndrome de Dravet, obtiveram redução de suas crises em até 39% depois de utiliza medicamentos à base de cannabis, mesmo após serem refratários à associação de dois ou mais anticonvulsivantes.

Autismo – é um conjunto de desordens do desenvolvimento do cerebral. O autista tem dificuldade de interagir socialmente, se comunicar e expressar emoções, apresentando alterações de comportamento e prejuízo nas interações sociais. Em alguns casos, podem apresentar surtos de agressividade e até crises convuldivas.

  • Benefícios da Cannabis Medicinal para o autismo- o canabidiol ajuda a controlar a ansiedade e a agitação comuns da doença. Em alguns casos mais graves de transtorno do espectro autista, as crises são acompanhadas de convulsões. O CBD ajuda a reduzir os episódios.

Esclerose múltipla – é uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso central, comprometendo as funções coordenadas pelo cérebro. Ela causa alterações na visão, no equilíbrio e na força muscular, espasmos involuntários da musculatura esquelética dificultando a locomoção, atividades corriqueiras, causando dor e desconforto aos pacientes.

  • Benefícios da Cannabis Medicinal para esclerose múltipla- O primeiro medicamento legal à base de cannabis do mundo foi desenvolvido para controlar os sintoma de espasmos da esclerose múltipla sendo relatado pelos pacientes, melhora já após o primeiro mês de uso.

Anorexia – é o nome dado à falta de apetite que acompanha certas doenças graves, associadas à importante perde de peso e caquexia dos pacientes, como visto no câncer, AIDS e Tuberculose.

  • Benefícios da Cannabis Medicinal para anorexia- o THC é indicado para estimular o apetite e estimular o ganho de peso.

Dores crônicas – Dores de origem neuropática, de difícil controle clinico com as medicações atuais, e que requerem em boa parte das vezes uso de medicamentos adjuvantes para controle dos sintomas.

  • Benefícios da Cannabis Medicinal para dores crônicas- Ambos o CBD e, o THC possuem ação analgésica e são adjuvantes capazes de reduzir e até eliminar dores crônicas.

Quimioterapia – é usada para o tratamento de diversos tipos de cânceres em vários estágios, podendo provocar algumas reações que debilitam os pacientes.

  • Benefícios da Cannabis Medicinal para pacientes em quimioterapia- o THC diminui os efeitos colaterais da quimioterapia, como náusea, vômito, perda de apetite e tontura, agindo como um tratamento paliativo de pacientes com câncer avançado ou em estado terminal.

Como ter acesso ao canabidiol

Em janeiro de 2015, o canabidiol passou a ser permitido no Brasil, desde que prescrito por um médico. A partir de então, a ANVISA já liberou o uso medicinal para mais de 6.500 pessoas. Para ter o acesso, é preciso seguir um processo, que é facilitado pela plataforma CanTera.

Criada pela OnixCann, a plataforma CanTera pode ser usada por médicos de diversas especialidades. Ela proporciona acesso a protocolos, referências bibliográficas, indicações clínicas e dosagens estabelecidas em literatura médica para cada situação.

Além disso, automatiza todo o processo com a documentação necessária para importação dos medicamentos prescritos. No APP, os pacientes podem enviar a documentação necessária para a CanTera, que faz todo o processo de importação com a ANVISA.

Clique e saiba mais sobre a plataforma Cantera.