Aos 32 anos, Francislaine Assis não suportou as dores no corpo. As pernas mal respondiam e a tradutora de Libras, incapacitada até de caminhar, teve de abandonar o trabalho. Até porque, mesmo se recorresse à ajuda de uma cadeira de rodas, seria impossível desenvolver suas funções na escola: a dor era tanta que afetava também sua cognição – não conseguia sequer raciocinar e manter um diálogo por muito tempo.

Naquele ano, em 2011, após quatro meses intensos de sofrimento, Fran recebeu o diagnóstico de Agorafobia. Mas não era bem esse o problema. Somente em 2015 o médico descobriria a causa das dores: a fibromialgia – uma síndrome ainda sem cura que causa dores em todo o corpo, afeta a memória e o sono. 

A partir de então, passou a tomar diariamente todos os medicamentos receitados pelos médicos, na esperança de conseguir melhora efetiva.

“Eram 13 comprimidos por dia, eu ficava dopada”, conta.

Tanto remédio lhe rendia alucinações. Certa vez, a filha chegou na cozinha e pegou a mãe em frente ao fogão, folheando um livro imaginário. Em outra situação, um carro quase a atropelou enquanto atravessava a rua desatenta.

E o pior: as dores permaneciam fortes e constantes, a insônia batia forte, as dificuldades cognitivas pioravam e os sinais da depressão apareciam com frequência.

Só teria alívio em 2018, após vencer os próprios preconceitos e aceitar o tratamento à base de Cannabis medicinal.

“Eu participo de grupos de discussão sobre fibromialgia desde 2011, mas sempre fui muito careta. Cansei de ouvir as pessoas falando ‘fumei maconha e tive um alívio’. Não dava bola, achava o pessoal muito louco”, lembra Fran.

Abriu mão do pré-julgamento após ver a médica americana Ginevra Liptan, diretora do “The Frida Center for Fibromyalgia”, um centro especializado no tratamento da doença, falar sobre a eficácia da Cannabis para pacientes com fibromialgia.

Pegou o caminho do Rio de Janeiro até São Paulo, onde havia marcado uma consulta com a neuro oncologista e médica funcional Paula Dall’Stella. Pouco tempo depois, após receber a autorização da Anvisa, importou os primeiros frascos de óleo de CBD.

A dor, contudo, não passou.

Mas o sono veio com tudo. E isso era importante, afinal, Fran passava dias sem dormir. “Era assustador, chegava a passar três, quatro dias sem dormir. E isso me dava dores de cabeça fortíssimas, não conseguia nem ouvir a voz das pessoas”, diz.

Dormiu até demais – a sonolência pode ser um dos efeitos colaterais de alguns óleos no começo do tratamento. Trocou o importado por outro rico em THC, fabricado por uma associação de pacientes de Cannabis medicinal.

“Fiquei surpresa. A primeira vez que usei eu estava com uma dor muito forte. Vinte minutos depois de usar o óleo, minha dor diminuiu uns 60%”, explica.

Há uma razão: o THC funciona melhor como analgésico do que outros canabinoides, como o CBD.

Aos 43 anos, Fran descartou todos os outros medicamentos. Além do óleo, usa pomadas produzidas com plantas de predominância de THC, faz inalação da erva e uso de supositórios, quando a dor bate mais forte que o normal.

Ainda que os remédios tenham surtido efeitos muito melhores do que os convencionais, Fran ainda precisa recorrer à cadeira de rodas – de maneira geral qualquer esforço costuma causar ainda mais dores.

Não só pela fibromialgia, a vida ainda lhe trouxe uma série de outras complicações. Ao longo dos anos, teve artrite após pegar chikungunya e recebeu os diagnósticos de uma série de outras doenças, como Síndrome do Túnel do Carpo, endometriose, entre outras. 

A Cannabis trouxe outros efeitos positivos. Fran voltou a ter vontade de comer.

“É um benefício, porque tenho anorexia patológica. É difícil comer. Às vezes fico com enjoo o dia todo, mas quando uso o óleo consigo me alimentar”, relata a paciente.

A depressão também ficou para trás.

“Eu tomava Rivotril, mas nunca gostei. Hoje fico feliz quando uso o óleo. É uma alegria que há muito tempo eu não sentia, um prazer de viver. Cada vez que dou uma gargalhada parece que parte da dor também vai embora”, comemora.

O problema é fechar as contas no fim do mês. Se antes gastava pouco mais de R$ 300 com o coquetel de remédios, hoje Fran investe quase R$ 1,2 mil para conseguir os remédios. Se importasse, em vez de receber o óleo como sócia da associação, os gastos seriam ainda maiores.

Não à toa, virou ativista e luta pelo acesso mais democrático aos medicamentos.

“Vejo a dificuldade das pessoas. Pacientes com dor crônica muitas vezes estão desempregados ou afastados do emprego e não tem acesso ao óleo. É injusto, já que os remédios à base de cannabis fazem tanta diferença no alívio da dor”, finaliza.

Valentina tem Síndrome de Down e autismo. No período mais crítico da condição, se automutilava e não interagia socialmente nem com a família. O canabidiol recuperou o cognitivo da menina, mas foi uma luta árdua da mãe para ter acesso à medicação.

Apesar da condição da Valentina, até os 3 anos de vida, seu desenvolvimento ocorreu dentro do esperado pela mãe, Cristine Palacios, 42. Foi quando começou a apresentar problemas gastrointestinais graves. A comida parecia que não parava nela, levando à repetidas visitas ao hospital.

Enquanto corriam de médico em médico, em meio aos diversos exames, Cristine percebeu que havia algo a mais mudando na Valentina. A criança foi se fechando em seu mundo.

“Qualquer local público, com muito barulho ou informação visual, ela começava a chorar, gritar, se jogar”, lembra.

Crise sensorial

Esta condição é chamada de crise sensorial, uma característica forte do autismo.

“Com o tempo passou a apresentar outras características mais graves. Começou a se automutilar, agredir, se arranhar. Puxar o próprio cabelo. Batia a cabeça no chão, na parede. Vivia com a cabeça roxa, a gente não sabia o que fazer.”

Sua condição de Down dificultava o diagnóstico. Mas, quando seu quadro finalmente foi classificado como autismo severo, chegou junto o tratamento. Os remédios, contudo, em vez de melhorares a Valentina, pioraram.

“Eu falava com o médico e toda vez que contava das crises, ele falava para aumentar a dose”, conta Cristine, que temia as consequências de dar medicamentos como Risperidona para sua filha.

“Toda vez que dava o remédio, sentia que estava matando minha filha. Eu morria por dentro.”

E nada da Valentina melhorar.

“Ela não interagia com ninguém. Nem com a gente! Era como se a gente não existisse. Eu ficava muito triste. Ela tinha um desenvolvimento legal, mas parou. Estava até falando algumas coisas e parou.”

Quando uma de suas terapeutas disse que Valentina estava correndo risco de lesão cerebral irreversível de tanto que batia com a testa nas coisas, sua mãe ficou em desespero. Foi quando recorreu às redes sociais pedindo por alguém que trouxesse uma luz.

Essa luz veio, em forma de recomendação. Dra. Paula Vinha, nutróloga. Indicada por receitar canabidiol para seus pacientes. Ela receitou uma série de vitaminas e probióticos para Valentina, além do óleo com CBD.

“Quando ela me falou, eu pensei: ‘legal, canabidiol. Não é a maconha. Um composto, que vem dos EUA, laboratório, certinho. Vamos testar’”.

Mas não foi tão fácil

“Quando fui ver o preço, caí para traz. Como eu vou bancar isso? Dava uns R$ 4 mil”.

Com a autorização da Anvisa em mãos, conseguiu comprar o maior frasco com CBD isolado para testar.

“Ela começou a usar, e em 20 dias deu uma melhora muito bacana. Teve bastante evolução. Voltou a interagir, fazer passeio com a escola. Começou a ficar dentro da sala de aula. A experimentar as questões pedagógicas. A independência foi melhorando. Cada momento melhorava uma coisa.”

Com três meses de tratamento já estava muito melhor. Com cinco, atingiu o auge. “Só que, depois disso, com o tempo, eu tinha que ficar aumentando a dose, porque percebi
que ela foi regredindo.”

As crises e a auto-agressão voltaram. Mas essa não era a única preocupação.

“Eu e meu marido, a gente já entrou em um mar de dívidas. Cheguei a pegar cartão emprestado. Uma situação financeira bem difícil”, lembra.

“Era sempre uma angústia quando o remédio estava acabando.”

Mas o tratamento não podia parar. Foi aconselhada a tentar o óleo de Cannabis full spectrum, ou seja, o que contém todos os canabinoides presentes originalmente na planta. Começava aí mais um episódio de sua jornada em busca do óleo certo.

Entrou em associações e grupos de Cannabis medicinal que encontrava nas redes sociais.

“Conheci várias mães, vários casos. Li artigos científicos, livros. Aí fui abrindo a minha mente”, conta.

“Eu tinha preconceito. Eu tinha a visão do maconheiro. Eu ficava com medo de dar algo assim para a minha filha. o THC. O CBD eu não tinha medo nenhum de dar.”

Encontrou uma associação. Porém, quando foi ver a composição do óleo, era muito THC para pouco CBD.

“Para essas questões de dor, é legal. Precisa de muito THC, mas não é para todo caso”. Tentou na Abrace Esperança, mas o óleo era muito fraco para a necessidade de Valentina.

Nesse meio tempo, descobriu o Reaja CBD. Um papelzinho que serve como teste químico. Ele contém uma substância que reage com o CBD e fica roxo quando é alta a presença do canabinoide. Testou em todos os óleos que encontrou, mas nenhum apresentava alto teor de CBD.

Foi quando recebeu o contato de uma representante de uma empresa americana que fabrica o óleo full spectrum. O problema, novamente, era o preço.

“Mas eu conversei com ela, e me disse que podia pagar menos e ia me mandar o óleo mesmo assim.”

“Comecei a usar. Dei uma gota. De um dia para o outro, ela ficou super bem. Pensei ‘nossa! Minha filha está de volta!’”.

Fez o teste com o Reaja e “ficou roxo, quase preto”. Foi ver a composição, 80% CBD, 3% de THC, e todos os outros canabinoides possíveis e conhecidos. “A qualidade é incrível. Nunca mais quero deixar de dar esse óleo.”

Faz três meses que Valentina toma o óleo dessa empresa.

“O intestino da minha filha hoje funciona super bem. Eu parei de dar probiótico para ela, que tava até prendendo já”, diz.

“Mas a primeira coisa que percebi foi o cognitivo. Ela ficou mais esperta, apresentar memórias. Querer se comunicar mais.”

Médico é uma referência no combate ao câncer no Brasil e nos últimos anos tem se dedicado às terapias com canabinoides. Nesta entrevista ao portal Cannabis & Saúde, Gusmão fala sobre as descobertas da ciência no uso da planta pela oncologia.

O oncologista Dr. Cid Buarque de Gusmão tem um currículo extenso na pesquisa do câncer no Brasil. Foi presidente de entidades como a Sociedade Paulista de Oncologia Clínica e o Instituto Brasileiro de Pesquisa em Câncer (IBPC). Também coordenou o departamento de Oncologia Mamária do Instituto do Câncer de São Paulo. Nos últimos anos, o médico passou a pesquisar o uso da Cannabis no tratamento dos sintomas paliativos do câncer. Atualmente Gusmão é diretor médico da OnixCann, healthtech brasileira de Cannabis medicinal, e tem ministrado cursos sobre o assunto a profissionais de saúde.

Em entrevista ao portal Cannabis & Saúde, Gusmão destacou o papel da planta no combate aos sintomas paliativos do câncer, como náuseas, vômitos, insônia falta de apetite, e na dor  O médico salientou também que, ao complementar o tratamento com óleo, o paciente pode vir a reduzir o uso das medicações tradicionais utilizadas no tratamento destes sintomas e seus efeitos colaterais.

“Às vezes, o paciente está tomando três remédios para o controle da dor e passa a precisar de um ou dois, além de menos doses de cada. Consequentemente, além da melhora clínica, ele tem menos efeitos colaterais”.

Além dessa redução de remédios, chamada de polifarmácia, Gusmão destaca outro benefício: a redução da toxicidade financeira.

“Quer dizer, se ele pode tomar menos medicação, ele tem uma redução de gasto financeiro importante”.

O que hoje a gente tem comprovado pela ciência sobre o uso da Cannabis no tratamento do câncer?

Os estudos recentes têm mostrado impacto na qualidade de vida do paciente através da melhora do controle dos sintomas da doença e dos efeitos colaterais do tratamento. Já existem estudos recentes, bastante robustos neste sentido. Aliás, foi a primeira liberação para Cannabis nos Estados Unidos.

O Dronabinol foi aprovado no final de década de 80 pelo FDA (a Anvisa dos EUA) para controle de náusea e vômitos causados pela quimioterapia. Mais recentemente, em 2006, a Nabilona foi aprovada pelo FDA para o auxílio no controle da náusea e vomito causados pela quimioterapia

Hoje, estudos mostram o benefício potencial do uso da cannabis medicinal para vários outros tipos de sintomas da doença e do tratamento, como por exemplo, na melhora da neuropatia periférica induzida por alguns quimioterápicos, na melhora do apetite, na dor oncológica, na anorexia (falta de apetite), no sono, levando a uma melhora do estado geral em termos de qualidade de vida.

Na área do câncer, são vários os estudos que mostram que os indicadores de qualidade de vida durante o tratamento melhoram com o uso da Cannabis. Já é utilizada largamente por oncologistas no mundo inteiro, principalmente nos países onde já era liberada a comercialização.

No Brasil o uso sempre foi um pouco menor, pois dependia de liberação de importação pela Anvisa. O uso tende a aumentar bastante agora com a portaria que liberou para registro de medicações de Cannabis no país. 

E que tipo de medicamentos são esses usados nos cuidados paliativos? São ricos em CBD, THC?

Depende da indicação. Tem indicações que você utiliza CBD exclusivamente. Tem medicações que você utiliza o CBD e o THC, que são aquelas apresentações full spectrum e as conhecidas como blend.

A diferença serão as concentrações de CBD e THC presentes na medicção. Existem ainda, indicações onde são necessárias maior concentração de THC do que CBD. Nesse último caso, é necessário um cuidado maior na dose, por causa dos efeitos colaterais relacionados a psicoatividade que o THC pode dar. 

Hoje no Brasil o que a gente tem de estudo nessa área?

Neste momento, o País não possui nenhum estudo clínico aberto. Existem sim, estudos clássicos, antigos, de relevância internacional, realizados no Brasil coordenados pelo Dr. Elisaldo Carlini, na UNICAMP e pelo o Dr. Renato Filev, da Escola Paulista de Medicina.

Até este momento a autorização para a realização de um estudo clínico relacionado a cannabis era bastante complexa. Por não ser uma medicação liberada no país, e estando dentro da legislação de substâncias proibidas, isto tornava a liberação destes estudos bastante complexa em termos de autorização pelos comitês de ética em pesquisa e pelas agências regulatórias. 

Mas agora, com a mudança da legislação referente a cannabis medicinal, no ano de 2021 nós já devemos começar a ver estudos clínicos serem instituídos no País.

Hoje para um paciente oncológico ter acesso a essa medicação, qual é o procedimento que ele deve ter?

Ainda é necessária a liberação de importação liberação pela Anvisa, até que tenhamos a medicação comercializada nas farmácias. Essa liberação estava em 45 dias, mas já temos pacientes conseguindo essa autorização em 20 dias. Facilitou bastante, porque agora só precisa da prescrição médica, não é mais necessário relatório, aquela análise toda envolvida anteriormente.

A expectativa da comunidade médica é que no segundo semestre já tenhamos remédios disponibilizados nas farmácias. A medicação será disponibilizada com receita controlada, semelhante a uma prescrição de antibiótico. E para medicações contendo THC, a receita a ser realizada é a mesma da utilizada para as medicações opioides. De qualquer forma, muito mais simples, facilitando bastante o acesso dos pacientes a medicação.

Quais são os medicamentos tradicionais que a Cannabis substitui?

Muitas vezes, não é que ela substitua. Por exemplo: um paciente está com dor, ele está usando uma quantidade grande de opioides, analgésicos e antidepressivos. Você introduz a Cannabis e, na grande maioria das vezes, consegue diminuir essa polifarmácia do paciente, além de diminuir os sintomas.

Ou seja: diminui a dose das medicações que ele toma, tradicionais, e muitas vezes, retira algumas medicações. Às vezes, o paciente está tomando três remédios para controle da dor e passa a precisar de um ou dois, e menos dose de cada um. Consequentemente, além da melhora clínica, ele tem menos efeitos colaterais. Esse raciocínio vale para as outras indicações, para náusea e vômito, melhora do sono, ansiedade.

Então, a questão não é nem a substituição em si, mas a redução da polifarmácia. E você tem outro benefício que é reduzir a toxicidade financeira, que temos que levar em conta. Ou seja, se o paciente passa a utilizar menos medicação, ele acaba por ter uma redução de gasto financeiro importante.

E com relação à possibilidade da Cannabis de fato matar células cancerígenas, o que se tem de comprovação?

Em seres humanos neste momento, nenhuma. É uma coisa comum de acontecer na Medicina, que é o hype, uma expectativa exacerbada, causada por notícias colocadas antes da hora e fora do contexto.

Existem estudos iniciais de células em laboratório, em células tumorais.  Para isso passar a ser utilizado no ser humano, tem que passar por várias fases, que envolvem estudos em modelo animal, após estudos de segurança e toxicidade, estudos de eficácia e somente após, se comprovados, liberado para uso clínico. 

Estamos ainda no passo um, no laboratório, na célula. Até chegar as pessoas, existe ainda um longo caminho a ser a ser percorrido.

Para encerrar, a gente está falando em cuidados paliativos, mas qual é a forma de vida ideal para a gente evitar o câncer?

O câncer é uma mistura de fatores genéticos com fatores ambientais, onde agentes externos levam a mutações nas células, causando alterações no DNA células e fazendo com que as células passem a receber instruções erradas para suas atividades. A minoria dos tumores é causada por alterações genéticas hereditárias, a maior parte decorre destas interações com o meio externo. Assim, o mais importante para diminuirmos nosso risco de desenvolver o câncer é a prevenção. São medidas simples de alteração de comportamento e hábitos de vida, que podem reduzir em cerca de um terço o número de novos casos de câncer.

Por exemplo, o cigarro possui mais de 4.700 substâncias cancerígenas e a grande maioria, cerca de 90% dos tumores de pulmão ocorrem nos pacientes fumantes. Cigarro também está associado a câncer de pâncreas, bexiga, fígado, colo de útero, esôfago, rim, laringe, cavidade oral, faringe, estomago. Sedentarismo e obesidade também estão associados a vários outros tumores: mama, cólon, endométrio. Quer dizer: ter uma vida ativa, não ser sedentário também diminui o risco de câncer.

Da mesma forma, ter uma alimentação saudável, evitando alimentos super processados, principalmente os embutidos, como bacon, hambúrguer, presunto, evitar uma dieta excessiva de carboidratos, procurar comer mais fibras e vegetais. Fazendo isto, você irá diminuir seu risco, por exemplo, de desenvolve um câncer de cólon, de intestino.

Não quer que você não possa comer um hambúrguer, mas é óbvio que você não deve comer x-bacon todo dia. Só essas mudanças de hábitos na sua vida reduzem o risco de câncer em um terço. E isto é tão ou mais importante do que descobrir remédios.

São Paulo, 10 de março de 2020 – A OnixCann, healthtech brasileira que atua com foco no mercado de cannabis medicinal, acaba de lançar o Portal Cannabis & Saúde, uma plataforma de conteúdo colaborativo voltada à publicação de notícias, informações e educação de pacientes e público geral sobre assuntos relacionados aos usos terapêuticos da cannabis, contribuindo para ampliar a conscientização e reduzir o estigma em torno do tema. O lançamento faz parte da estratégia da OnixCann, que atua em três pilares (educação, farmacêutico e tecnológico), e alinhada às últimas movimentações da Anvisa para regulamentar o mercado de cannabis medicinal no Brasil.

Apesar do grande potencial de melhoria da qualidade de vida do paciente que a cannabis pode proporcionar, o assunto ainda está envolto em uma atmosfera de desconhecimento, incluindo a dificuldade de acesso para pacientes e médicos”, ressalta Marcelo Galvão, CEO da OnixCann e CanTera. “A educação em Cannabis faz parte do DNA da OnixCann. Já temos um trabalho muito sério desenvolvido com centenas de médicos por meio da plataforma CanTera, cursos presenciais e eventos privados. Agora, com o Portal Cannabis & Saúde, poderemos oferecer a orientação adequada sobre os benefícios terapêuticos da Cannabis para pacientes, seus familiares e comunidade em geral”, afirma Galvão.

Com enfoque no paciente, a plataforma também foi pensada para auxiliar o público que tem interesse em se aprofundar no tema, desmistificando informações superficiais criando conteúdos de qualidade e se tornando referência em cannabis medicinal. Profissionais de saúde, jornalistas e produtores de conteúdo de diversas áreas podem usufruir de cursos gratuitos que ensinam a como tratar do assunto de forma jornalística e científica, se tornando possíveis colaboradores da plataforma.

De acordo com Marcelo Galvão, “a meta é publicar, mensalmente, em torno de 200 conteúdos sobre cannabis medicinal, dentre notícias do Brasil e do mundo, artigos científicos, entrevistas e depoimentos.  Nosso propósito é assim conectar profissionais das áreas de comunicação e saúde aptos a publicar conteúdo de qualidade com um público cada vez mais interessado em conteúdo que possam lhe possibilitar uma escolha consciente sobre como tratar sua saúde e de seus entes queridos.”

Procurando facilitar o acesso à informações qualificadas sobre cannabis medicinal, a OnixCann tem investido, também, em outras iniciativas pedagógico-educacionais: cursos presenciais e mini meetings voltados a profissionais de saúde, em especial médicos que tenham interesse em prescrever produtos medicinais à base de Cannabis; além da plataforma CanTera, exclusiva para médicos, e que traz conteúdos aprofundados, como estudos clínicos e científicos separados por patologia e especialidade médica, auxiliando o médico no trato com seus pacientes, posologia e prescrição.

Para pacientes além da versão web uma versão de app mobile, em teste neste momento. Além, de todo o acolhimento do médico e do paciente durante o processo de importação dos produtos medicinais à base de cannabis, seguindo a regulamentação da Anvisa.

A plataforma Cannabis & Saúde foi desenvolvida e será operada pela Navve, startup de produção de conteúdo jornalístico colaborativo, a fim de manter a neutralidade e independência editorial necessárias para esclarecer o leitor de forma técnica e responsável. 

Sobre a OnixCann

A OnixCann é uma healthtech brasileira de distribuição de Cannabis Medicinal que conecta pacientes com médicos, seguindo protocolos clínicos e padrões internacionais de qualidade. Com uma equipe clínica e científica altamente qualificada, a OnixCann traz para o Brasil o que existe de mais moderno no ecossistema global de Cannabis Medicinal. Dentro desse ecossistema, a OnixCann atua estrategicamente em 3 importantes segmentos – educação, farmacêutico e tecnológico -, com o compromisso de transformar a qualidade de vida e contribuir com a saúde dos pacientes e a formação de médicos e profissionais da saúde no país.

Sobre a Navve

A Navve é uma plataforma EdTech, que através de uma proposta criativa entrega conteúdo customizado. Fundada em 2019 por executivos experientes, a plataforma única e exclusiva é capaz de transformar perfis ou grupos específicos em produtores de seus próprios conteúdos, conectando histórias relevantes às marcas e estreitando relações com essa nova geração de consumidores.

Para mais informações, acesse: www.cannabisesaude.com.br

Jantar, convidados especiais e Cannabis Medicinal. No dia 13 de fevereiro, o Restaurante KAA em São Paulo sediou o primeiro CanTera Meeting conexão Cannabis Medicinal, com o tema epilepsia.

Organizado pela CanTera uma empresa do grupo OnixCann, o CanTera Meeting é um evento exclusivo para médicos convidados. O objetivo do encontro é reunir médicos prescritores ou com interesse em prescrição, integrados com o método canabinoide, para discutir as últimas novidades e atualizações científicas do ecossistema da Cannabis Medicinal no Brasil e mundo.

Cada evento do CanTera Meeting terá uma doença como tema principal e trará um Palestrante, especialista do segmento, para apresentar as últimas novidades clínicas e científicas.

Neste CanTera Meeting contamos com a participação especial do Palestrante Dr. Pedro Pierro, médico com Residência em Neurocirurgia Funcional, dedicou sua carreira ao segmento da Dor, e no evento sua abordagem foi  centrada no uso de  Cannabis Medicinal para tratamento de doenças, até então, sem sucesso com o uso de medicamentos tradicionais.

Dr. Pedro Pierro é Membro da Sociedade de Neurocirurgia, Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBEDe Inter-Americana de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva, e trouxe diversos temas e estudos importantes para os participantes do evento.

Entre todos os assuntos relevantes apresentados, o ápice do encontro ficou registrado na apresentação dos estudos de caso, resultados clínicos e posologia dos produtos à base de Cannabis Medicinal para tratamento da epilepsia.

A primeira edição do CanTera Meeting de 2020, com foco em epilepsia, contou com a presença exclusiva de 7 médicos convidados pela CanTera, além da presença da equipe e dos médicos do Conselho da CanTera, o CMO Dr. Cid Gusmão, um dos mais reconhecidos Oncologistas do Brasil, fundador do CCC DR (Centro de Combate ao Câncer). Foi o fundador do IBPC (Instituto Brasileiro de Pesquisa em Câncer) em parceria com a Oncopartners, Membro acadêmico da Academia de Medicina de São Paulo, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), da American Society of Clinical Oncology (ASCO), da European Society of Medical Oncology (ESMO), da American Association for the Advancement of Science (AAAS), da International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR) e da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC). 

E do  Dr. Cristiano Fernandes, graduado pela Universidade Federal de Uberlândia, com mestrado em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia, Hematologia e Hemoterapia pela Faculdade de Medicina do ABC, membro da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), do Comitê de Ética Médica do Hospital Nove de Julho e hematologists no CCC.

O encontro também teve a participação do Vice-presidente  da OnixCann e CanTera, Jaime Ozi , que deixou registrada sua  satisfação na realização e sucesso primeiro CanTera Meeting.

“Encontros como o CanTera Meeting são fundamentais para a evolução e crescimento do segmento da Cannabis Medicinal no Brasil. A OnixCann e a CanTera acreditam no valor da  disseminação da informação científica qualificada para classe médica.”

Além dos eventos e encontros com foco em educação, a CanTera também oferece atendimento exclusivo e especializado para auxiliar os médicos durante todo o processo de prescrição e importação dos produtos à base de Cannabis Medicinal, desde esclarecimentos técnicos até a entrega do produto para o paciente.

O CanTera Meeting irá ocorrer mensalmente, em breve divulgaremos em nossos canais a agenda completa dos eventos. 

Confira abaixo as fotos do primeiro encontro.

Para ter acesso aos Protocolos Clínicos, referências bibliográficas, indicações terapêuticas, informações legais e as últimas novidades para tratamento com produtos à base de Cannabis Medicinal, Clique aqui e cadastre-se na plataforma CanTera

Abaixo os principais canais de Atendimento da CanTera:

Telefone: +55 11 2615-2600 / Whatsapp: +55 11 97203-0101 / E-mail: contato@canteramed.com