Valentina tem Síndrome de Down e autismo. No período mais crítico da condição, se automutilava e não interagia socialmente nem com a família. O canabidiol recuperou o cognitivo da menina, mas foi uma luta árdua da mãe para ter acesso à medicação.

Apesar da condição da Valentina, até os 3 anos de vida, seu desenvolvimento ocorreu dentro do esperado pela mãe, Cristine Palacios, 42. Foi quando começou a apresentar problemas gastrointestinais graves. A comida parecia que não parava nela, levando à repetidas visitas ao hospital.

Enquanto corriam de médico em médico, em meio aos diversos exames, Cristine percebeu que havia algo a mais mudando na Valentina. A criança foi se fechando em seu mundo.

“Qualquer local público, com muito barulho ou informação visual, ela começava a chorar, gritar, se jogar”, lembra.

Crise sensorial

Esta condição é chamada de crise sensorial, uma característica forte do autismo.

“Com o tempo passou a apresentar outras características mais graves. Começou a se automutilar, agredir, se arranhar. Puxar o próprio cabelo. Batia a cabeça no chão, na parede. Vivia com a cabeça roxa, a gente não sabia o que fazer.”

Sua condição de Down dificultava o diagnóstico. Mas, quando seu quadro finalmente foi classificado como autismo severo, chegou junto o tratamento. Os remédios, contudo, em vez de melhorares a Valentina, pioraram.

“Eu falava com o médico e toda vez que contava das crises, ele falava para aumentar a dose”, conta Cristine, que temia as consequências de dar medicamentos como Risperidona para sua filha.

“Toda vez que dava o remédio, sentia que estava matando minha filha. Eu morria por dentro.”

E nada da Valentina melhorar.

“Ela não interagia com ninguém. Nem com a gente! Era como se a gente não existisse. Eu ficava muito triste. Ela tinha um desenvolvimento legal, mas parou. Estava até falando algumas coisas e parou.”

Quando uma de suas terapeutas disse que Valentina estava correndo risco de lesão cerebral irreversível de tanto que batia com a testa nas coisas, sua mãe ficou em desespero. Foi quando recorreu às redes sociais pedindo por alguém que trouxesse uma luz.

Essa luz veio, em forma de recomendação. Dra. Paula Vinha, nutróloga. Indicada por receitar canabidiol para seus pacientes. Ela receitou uma série de vitaminas e probióticos para Valentina, além do óleo com CBD.

“Quando ela me falou, eu pensei: ‘legal, canabidiol. Não é a maconha. Um composto, que vem dos EUA, laboratório, certinho. Vamos testar’”.

Mas não foi tão fácil

“Quando fui ver o preço, caí para traz. Como eu vou bancar isso? Dava uns R$ 4 mil”.

Com a autorização da Anvisa em mãos, conseguiu comprar o maior frasco com CBD isolado para testar.

“Ela começou a usar, e em 20 dias deu uma melhora muito bacana. Teve bastante evolução. Voltou a interagir, fazer passeio com a escola. Começou a ficar dentro da sala de aula. A experimentar as questões pedagógicas. A independência foi melhorando. Cada momento melhorava uma coisa.”

Com três meses de tratamento já estava muito melhor. Com cinco, atingiu o auge. “Só que, depois disso, com o tempo, eu tinha que ficar aumentando a dose, porque percebi
que ela foi regredindo.”

As crises e a auto-agressão voltaram. Mas essa não era a única preocupação.

“Eu e meu marido, a gente já entrou em um mar de dívidas. Cheguei a pegar cartão emprestado. Uma situação financeira bem difícil”, lembra.

“Era sempre uma angústia quando o remédio estava acabando.”

Mas o tratamento não podia parar. Foi aconselhada a tentar o óleo de Cannabis full spectrum, ou seja, o que contém todos os canabinoides presentes originalmente na planta. Começava aí mais um episódio de sua jornada em busca do óleo certo.

Entrou em associações e grupos de Cannabis medicinal que encontrava nas redes sociais.

“Conheci várias mães, vários casos. Li artigos científicos, livros. Aí fui abrindo a minha mente”, conta.

“Eu tinha preconceito. Eu tinha a visão do maconheiro. Eu ficava com medo de dar algo assim para a minha filha. o THC. O CBD eu não tinha medo nenhum de dar.”

Encontrou uma associação. Porém, quando foi ver a composição do óleo, era muito THC para pouco CBD.

“Para essas questões de dor, é legal. Precisa de muito THC, mas não é para todo caso”. Tentou na Abrace Esperança, mas o óleo era muito fraco para a necessidade de Valentina.

Nesse meio tempo, descobriu o Reaja CBD. Um papelzinho que serve como teste químico. Ele contém uma substância que reage com o CBD e fica roxo quando é alta a presença do canabinoide. Testou em todos os óleos que encontrou, mas nenhum apresentava alto teor de CBD.

Foi quando recebeu o contato de uma representante de uma empresa americana que fabrica o óleo full spectrum. O problema, novamente, era o preço.

“Mas eu conversei com ela, e me disse que podia pagar menos e ia me mandar o óleo mesmo assim.”

“Comecei a usar. Dei uma gota. De um dia para o outro, ela ficou super bem. Pensei ‘nossa! Minha filha está de volta!’”.

Fez o teste com o Reaja e “ficou roxo, quase preto”. Foi ver a composição, 80% CBD, 3% de THC, e todos os outros canabinoides possíveis e conhecidos. “A qualidade é incrível. Nunca mais quero deixar de dar esse óleo.”

Faz três meses que Valentina toma o óleo dessa empresa.

“O intestino da minha filha hoje funciona super bem. Eu parei de dar probiótico para ela, que tava até prendendo já”, diz.

“Mas a primeira coisa que percebi foi o cognitivo. Ela ficou mais esperta, apresentar memórias. Querer se comunicar mais.”

Houve um aumento de 180% no consumo da planta entre participantes com diabetes. Entre pessoas com um ou nenhum tipo de doenças crônicas, houve crescimento de 95% no uso de cannabis

Cada vez mais, desde a liberação e regulamentação da cannabis em vários estados americanos, os idosos de lá usam a planta para tratar doenças crônicas ou problemas típicos da terceira idade. Segundo pesquisa da Universidade de Nova York, o consumo entre homens e mulheres com mais de 65 anos subiu 75% em um ano.

O crescimento é maior principalmente entre pacientes com diabetes –  aumento de 180%. O levantamento detectou ainda uma alta de 95% no uso de cannabis em pessoas com um ou nenhum tipo de doença crônica.

Pacientes com doenças mentais também aderiram à cannabis medicinal, com aumento de 157,1% no consumo.

A análise da Universidade de Nova York teve como base a Pesquisa Nacional sobre uso de Drogas e Saúde, que entrevistou 14.896 idosos com 65 anos ou mais, de 2015 a 2018 – com maioria de pessoas brancas (77%). Com esses dados, concluíram ainda que o uso de cannabis cresceu principalmente entre homens e mulheres com maiores rendimentos familiares.

Há uma preocupação: boa parte deles também consome bebidas alcoólicas, o que é arriscado. A pesquisa sugere novos e mais aprofundados estudos para orientar os idosos sobre o uso de cannabis conjugado a outra substância.

Cannabis é considerada essencial

Dispensários de maconha foram considerados essenciais em San Francisco, Califórnia, na atual pandemia ocasionada pelo coronavírus. Além de farmácias, postos de gasolina e mercados, estabelecimentos que comercializam Cannabis permanecem abertos nesta quarentena mundial.

Segundo a Rádio Pública Nacional norte-americana (NPR), autoridades trabalham em uma estratégia para permitir que essas empresas apoiem o acesso dos moradores à planta durante a crise.

No Reino Unido, a primeira rede de clínicas fornecedora de cannabis, denominada Sapphire, foi autorizada a realizar consultas por vídeo. Porém, esse serviço continua limitado, mesmo após a legalização da maconha para uso médico em 2018.

Médico é uma referência no combate ao câncer no Brasil e nos últimos anos tem se dedicado às terapias com canabinoides. Nesta entrevista ao portal Cannabis & Saúde, Gusmão fala sobre as descobertas da ciência no uso da planta pela oncologia.

O oncologista Dr. Cid Buarque de Gusmão tem um currículo extenso na pesquisa do câncer no Brasil. Foi presidente de entidades como a Sociedade Paulista de Oncologia Clínica e o Instituto Brasileiro de Pesquisa em Câncer (IBPC). Também coordenou o departamento de Oncologia Mamária do Instituto do Câncer de São Paulo. Nos últimos anos, o médico passou a pesquisar o uso da Cannabis no tratamento dos sintomas paliativos do câncer. Atualmente Gusmão é diretor médico da OnixCann, healthtech brasileira de Cannabis medicinal, e tem ministrado cursos sobre o assunto a profissionais de saúde.

Em entrevista ao portal Cannabis & Saúde, Gusmão destacou o papel da planta no combate aos sintomas paliativos do câncer, como náuseas, vômitos, insônia falta de apetite, e na dor  O médico salientou também que, ao complementar o tratamento com óleo, o paciente pode vir a reduzir o uso das medicações tradicionais utilizadas no tratamento destes sintomas e seus efeitos colaterais.

“Às vezes, o paciente está tomando três remédios para o controle da dor e passa a precisar de um ou dois, além de menos doses de cada. Consequentemente, além da melhora clínica, ele tem menos efeitos colaterais”.

Além dessa redução de remédios, chamada de polifarmácia, Gusmão destaca outro benefício: a redução da toxicidade financeira.

“Quer dizer, se ele pode tomar menos medicação, ele tem uma redução de gasto financeiro importante”.

O que hoje a gente tem comprovado pela ciência sobre o uso da Cannabis no tratamento do câncer?

Os estudos recentes têm mostrado impacto na qualidade de vida do paciente através da melhora do controle dos sintomas da doença e dos efeitos colaterais do tratamento. Já existem estudos recentes, bastante robustos neste sentido. Aliás, foi a primeira liberação para Cannabis nos Estados Unidos.

O Dronabinol foi aprovado no final de década de 80 pelo FDA (a Anvisa dos EUA) para controle de náusea e vômitos causados pela quimioterapia. Mais recentemente, em 2006, a Nabilona foi aprovada pelo FDA para o auxílio no controle da náusea e vomito causados pela quimioterapia

Hoje, estudos mostram o benefício potencial do uso da cannabis medicinal para vários outros tipos de sintomas da doença e do tratamento, como por exemplo, na melhora da neuropatia periférica induzida por alguns quimioterápicos, na melhora do apetite, na dor oncológica, na anorexia (falta de apetite), no sono, levando a uma melhora do estado geral em termos de qualidade de vida.

Na área do câncer, são vários os estudos que mostram que os indicadores de qualidade de vida durante o tratamento melhoram com o uso da Cannabis. Já é utilizada largamente por oncologistas no mundo inteiro, principalmente nos países onde já era liberada a comercialização.

No Brasil o uso sempre foi um pouco menor, pois dependia de liberação de importação pela Anvisa. O uso tende a aumentar bastante agora com a portaria que liberou para registro de medicações de Cannabis no país. 

E que tipo de medicamentos são esses usados nos cuidados paliativos? São ricos em CBD, THC?

Depende da indicação. Tem indicações que você utiliza CBD exclusivamente. Tem medicações que você utiliza o CBD e o THC, que são aquelas apresentações full spectrum e as conhecidas como blend.

A diferença serão as concentrações de CBD e THC presentes na medicção. Existem ainda, indicações onde são necessárias maior concentração de THC do que CBD. Nesse último caso, é necessário um cuidado maior na dose, por causa dos efeitos colaterais relacionados a psicoatividade que o THC pode dar. 

Hoje no Brasil o que a gente tem de estudo nessa área?

Neste momento, o País não possui nenhum estudo clínico aberto. Existem sim, estudos clássicos, antigos, de relevância internacional, realizados no Brasil coordenados pelo Dr. Elisaldo Carlini, na UNICAMP e pelo o Dr. Renato Filev, da Escola Paulista de Medicina.

Até este momento a autorização para a realização de um estudo clínico relacionado a cannabis era bastante complexa. Por não ser uma medicação liberada no país, e estando dentro da legislação de substâncias proibidas, isto tornava a liberação destes estudos bastante complexa em termos de autorização pelos comitês de ética em pesquisa e pelas agências regulatórias. 

Mas agora, com a mudança da legislação referente a cannabis medicinal, no ano de 2021 nós já devemos começar a ver estudos clínicos serem instituídos no País.

Hoje para um paciente oncológico ter acesso a essa medicação, qual é o procedimento que ele deve ter?

Ainda é necessária a liberação de importação liberação pela Anvisa, até que tenhamos a medicação comercializada nas farmácias. Essa liberação estava em 45 dias, mas já temos pacientes conseguindo essa autorização em 20 dias. Facilitou bastante, porque agora só precisa da prescrição médica, não é mais necessário relatório, aquela análise toda envolvida anteriormente.

A expectativa da comunidade médica é que no segundo semestre já tenhamos remédios disponibilizados nas farmácias. A medicação será disponibilizada com receita controlada, semelhante a uma prescrição de antibiótico. E para medicações contendo THC, a receita a ser realizada é a mesma da utilizada para as medicações opioides. De qualquer forma, muito mais simples, facilitando bastante o acesso dos pacientes a medicação.

Quais são os medicamentos tradicionais que a Cannabis substitui?

Muitas vezes, não é que ela substitua. Por exemplo: um paciente está com dor, ele está usando uma quantidade grande de opioides, analgésicos e antidepressivos. Você introduz a Cannabis e, na grande maioria das vezes, consegue diminuir essa polifarmácia do paciente, além de diminuir os sintomas.

Ou seja: diminui a dose das medicações que ele toma, tradicionais, e muitas vezes, retira algumas medicações. Às vezes, o paciente está tomando três remédios para controle da dor e passa a precisar de um ou dois, e menos dose de cada um. Consequentemente, além da melhora clínica, ele tem menos efeitos colaterais. Esse raciocínio vale para as outras indicações, para náusea e vômito, melhora do sono, ansiedade.

Então, a questão não é nem a substituição em si, mas a redução da polifarmácia. E você tem outro benefício que é reduzir a toxicidade financeira, que temos que levar em conta. Ou seja, se o paciente passa a utilizar menos medicação, ele acaba por ter uma redução de gasto financeiro importante.

E com relação à possibilidade da Cannabis de fato matar células cancerígenas, o que se tem de comprovação?

Em seres humanos neste momento, nenhuma. É uma coisa comum de acontecer na Medicina, que é o hype, uma expectativa exacerbada, causada por notícias colocadas antes da hora e fora do contexto.

Existem estudos iniciais de células em laboratório, em células tumorais.  Para isso passar a ser utilizado no ser humano, tem que passar por várias fases, que envolvem estudos em modelo animal, após estudos de segurança e toxicidade, estudos de eficácia e somente após, se comprovados, liberado para uso clínico. 

Estamos ainda no passo um, no laboratório, na célula. Até chegar as pessoas, existe ainda um longo caminho a ser a ser percorrido.

Para encerrar, a gente está falando em cuidados paliativos, mas qual é a forma de vida ideal para a gente evitar o câncer?

O câncer é uma mistura de fatores genéticos com fatores ambientais, onde agentes externos levam a mutações nas células, causando alterações no DNA células e fazendo com que as células passem a receber instruções erradas para suas atividades. A minoria dos tumores é causada por alterações genéticas hereditárias, a maior parte decorre destas interações com o meio externo. Assim, o mais importante para diminuirmos nosso risco de desenvolver o câncer é a prevenção. São medidas simples de alteração de comportamento e hábitos de vida, que podem reduzir em cerca de um terço o número de novos casos de câncer.

Por exemplo, o cigarro possui mais de 4.700 substâncias cancerígenas e a grande maioria, cerca de 90% dos tumores de pulmão ocorrem nos pacientes fumantes. Cigarro também está associado a câncer de pâncreas, bexiga, fígado, colo de útero, esôfago, rim, laringe, cavidade oral, faringe, estomago. Sedentarismo e obesidade também estão associados a vários outros tumores: mama, cólon, endométrio. Quer dizer: ter uma vida ativa, não ser sedentário também diminui o risco de câncer.

Da mesma forma, ter uma alimentação saudável, evitando alimentos super processados, principalmente os embutidos, como bacon, hambúrguer, presunto, evitar uma dieta excessiva de carboidratos, procurar comer mais fibras e vegetais. Fazendo isto, você irá diminuir seu risco, por exemplo, de desenvolve um câncer de cólon, de intestino.

Não quer que você não possa comer um hambúrguer, mas é óbvio que você não deve comer x-bacon todo dia. Só essas mudanças de hábitos na sua vida reduzem o risco de câncer em um terço. E isto é tão ou mais importante do que descobrir remédios.

Colaborando para que esse cenário termine o mais rápido possível, o Sechat selecionou dez filmes para ver enquanto estiver em casa

Com pandemia de coronavírus que está acontecendo no mundo, a forma mais eficaz que encontraram até agora para conter a contaminação é o isolamento.

Com tempo de sobra, essa rotina de confinamento pode se tornar entediante para algumas pessoas, mas também pode ser uma ótima oportunidade para expandir seus conhecimentos e se jogar de cabeça em assuntos do seu interesse que não tinham espaço numa rotina mais agitada.

Para colaborar com o processo de quarentena, o Sechat selecionou dez filmes para ver enquanto estiver em casa, colaborando para que esse cenário termine o mais rápido possível.

Quem quiser assistir aos filmes e documentários basta acessar a playlist que criamos no canal do YouTube do Sechat. Lá é possível ter acesso ao conteúdo completo ou aos trailers das produções.

Veja a lista, faça sua escolha e aprenda mais sobre o universo da Cannabis.

1- Estado de Proibição

2- Ilegal

3- Weed for the People

4- Weed: A CNN Special Report

5- Quebrando o Tabu

6- The Scientist

7- The Legend of 420

8- A História da Maconha

9- Salvo Conduto

10- Waiting to Inhale

A pandemia que se instaurou devido ao novo Coronavírus fez com que diversos estados americanos adotassem medidas preventivas para evitar o contágio da doença em maior escala. Entre elas, estão o fechamento de shoppings, comércios de vestimentas e pontos de entretenimento como teatros e cinemas. Estão sendo permitidos apenas o funcionamento de lugares essenciais para os cidadãos, como hospitais, farmácias ou supermercados. E, na Califórnia, outro setor entrou para a lista: os dispensários de Cannabis.

No estado, onde a planta é legalizada para uso médico e recreativo, as autoridades de São Francisco fizeram distinções entre os dois mercados, antes de decreto.

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Na terça-feira, a cidade emitiu uma ordem de saúde pública exigindo o fechamento de negócios não essenciais. Embora os dispensários de maconha medicinal fossem considerados essenciais, portanto isentos, os varejistas do uso recreativos não eram e estavam proibidos. No dia seguinte, o site municipal foi atualizado, falando que instalações médicas e recreativas eram consideradas essenciais. Ellen Komp, vice-diretora do grupo californiano de advocacia NORML, explicou que muitos varejistas atendem aos dois mercados, assim como o restante da cadeia de suprimentos de Cannabis.

No período atual, as lojas de Cannabis estão presenciando um grande aumento nas vendas que começaram no fim de semana. Além da Califórnia, alguns estados, como Michigan, Illinois, Massachusetts, Washington e Nova York, publicaram boletins que afrouxam os regulamentos sobre entrega e transações na loja, a fim de limitar o contato entre pacientes e fornecedores.

Dispensários de cannabis fora da Califórnia

De acordo com orientação pública emitida pelo Departamento de Saúde de Nova York, os dispensários do estado poderão expandir seu serviço de entrega sem a aprovação prévia do governo. Além de realizar vendas pela porta da loja, desde que cumpram todos os regulamentos e leis, como registrar a transação na câmera e validar a identificação dos pacientes.

No último sábado, um canal de televisão de Boston transmitiu imagens de clientes fazendo fila do lado de fora do New England Treatment Access (NETA), em Brookline. Uma das poucas lojas de Cannabis licenciadas que operam em Massachusetts. Ainda, a loja anunciou que apenas atenderá à demanda de clientes que fizerem suas compras com antecedência, devido à alta procura. Dentro da loja, os funcionários estavam utilizando luvas de látex e álcool em gel, que ficava ao lado de cada caixa.

Em Illinois, Pensilvânia e Washington, o governo determinou que os dispensários de Cannabis também façam suas vendas nas “propriedades do estabelecimento”, não sendo permitida a entrega por meio de delivery aos pacientes.

De acordo com o Departamento de Saúde da Pensilvânia, em declaração oficial na última terça-feira, “os dispensários de maconha medicinal são considerados iguais às farmácias. Portanto, são essenciais durante esse período de quarentena”.

A Comissão de Controle de Cannabis de Massachusetts aconselhou, na sexta-feira, os dispensários médicos a prestarem serviços nas áreas dos estabelecimentos, pedindo para que os pacientes peçam individualmente e em maiores quantidades.

Em Michigan, a agência reguladora da Cannabis declarou que aprovar todos os métodos de entrega usados ​​pelos varejistas dos dispensários.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, apenas 3 dos 50 estados não permitem a utilização da cannabis. E 11 destes permitem a utilização da planta para fins recreativos.

Fonte: Portal Cannabis e Saúde, matéria publicada em 19/03/2020.

Cheia de propriedades anti-inflamatórias, a Cannabis pode auxiliar no aumento da imunidade. Mas é falsa a informação que ela combate o Coronavírus e, para evitar a doença, as já conhecidas medidas de prevenção devem ser seguidas

No cenário atual, onde a ciência corre contra o tempo para conseguir achar uma solução que pare a pandemia do Coronavírus, a população tem buscado a prevenção e o aumento de imunidade. 

E, para isso, não faltam alternativas. Fontes de vitamina C estão sendo as mais procuradas. Mas uma questão tem sido levantada: o CBD e a Cannabis medicinal podem afetar a contração ou a recuperação do Covid-19? Além disso, existe possibilidade de que anti-inflamatórios tenham efeito positivo no combate, lembrando que o CBD também é um anti-inflamatório?

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Nos hospitais, a recomendação médica tem sido manter o acetaminofeno para a febre. Evitando os Anti-Inflamatórios sem esteroides, como o Ibuprofeno. Mas a questão em relação à efetividade da cannabis no combate ao coronavírus se deu graças às redes sociais.

No Facebook, muitos defensores da CBD e da cannabis estão alegando que eles aumentaram sua imunidade com sucesso contra todos os vírus. Além disso, estão recomendando que outras pessoas façam o mesmo. Fato que deixa a comunidade médica preocupada quanto à veracidade de afirmações e a disseminação de fake news que ocorrem nestes períodos de notícias cruzadas. Isso porque a intenção é que as pessoas se informem ao máximo, protegendo a própria saúde e a dos demais entes queridos.

Hoje, temos evidências de que a Cannabis pode melhorar o sistema imunológico. Doenças como fibromialgiaepilepsia, e até mesmo dores causadas por inflamações podem se enquadrar em um tratamento medicinal com a planta. Existem, inclusive, alguns estudos sobre o uso de cannabis medicinal e uso de cannabis defumado com a progressão do HIV.  Porém, quanto ao CBD e à cannabis, não existem estudos mostrando sua efetividade perante ao coronavírus.

Mesmo aumentando o sistema imunológico, isso não signfica que quem usa a cannabis esteja imune à infeção. Mas também não significa que uma pessoa que contraia o vírus e tenha falta de ar, não possa se beneficiar do uso da medicação para aliviar os sintomas. Apesar que, ao apresentar sintomas mais graves, a pesosoa deve ser levada a um hospital, onde não deve ser administrado o uso de cannabis. A não ser, claro, que já faça uso regular do medicamento e os médicos concordem em manter esse tratamento. É o que explica a médica Ane Hounie, pós-doutora em Psiquiatria pela USP e que hoje é uma das principais especialistas em Cannabis medicinal no Brasil.

Quando as pessoas disseminam a notícia de uma “cura milagrosa”, é preciso ter em mente que este fato, mesmo que bem intencionado, pode prejudicar a indústria. Isso porque as pessoas podem passar a buscar o medicamento como uma solução 100% eficaz e, assim, estarem suscetíveis a golpes.

Esse efeito pode distanciar a medicina e os pesquisadores mais “convencionais, prejudicando o progresso que a medicina vegetal fez nos últimos anos. Estes, por meio de pesquisas e projetos acadêmicos, em parceria com grandes universidades.

Fake news divulgada na internet sobre Cannabis e Coronavírus

Fake news divulgada na internet sobre Cannabis e Coronavírus

A cannabis e o auxílio ao sistema imunológico

Como já se sabe, o grupo de risco dos infectados pelo Covid-19 é bem claro: pessoas maiores de 60 anos. Além disso, enquadram-se, também, os que têm doenças autoimunes, pulmonares, pacientes oncológicos e quem tem problemas com imunidade, em geral.

Primeiro, é importante que se evite o consumo de álcool, fator que influencia na queda da imunidade. Além disso, permanecer ativo enquanto ficamos em casa e adotar uma simples prática de relaxamento ou meditação, para diminuir o estresse, também é uma boa medida.

Comer uma dieta rica em micronutrientes como zinco, vitamina C, flavonóides como a quercetina (presentes nas maçãs e brócolis e…cannabis),  são coisas boas para começar agora, se você ainda não fez.

Além disso, é ideal que nossa melatonina esteja alta. Este é o hormônio do sono, produzido enquanto dormimos. Fundamental para a função imunológica saudável. As práticas de respiração profunda e o riso também podem ter um efeito positivo em nosso sistema imunológico. Assim, você pode se auto-ajudar na quarentena vendo um filme engraçado e dando uma boa gargalhada profunda, para fazer com que os pulmões funcionem enquanto você se isola.

Mesmo se você fizer tudo certo, ainda poderá contrair o coronavírus. Mas a “boa” notícia é que a maioria das pessoas que não pertencem a grupos de alto risco, terão um curso leve de doença e se recuperarão em casa. Algumas pessoas, inclusive, podem até não apresentar nenhum sintoma. Ou, até mesmo, saber que o tiveram. Razão pela qual o distanciamento social é tão importante, uma vez que se pensa que as taxas de transmissão assintomáticas são bastante altas com o Covid-19. A única maneira de se proteger contra o vírus, é o isolamento social. Mantendo-se fora de circulação. E que, quando sair, exerça as devidas precauções.

Fonte Portal Cannabis e Saúde, matéria publicada em 20/03/2020

São Paulo, 10 de março de 2020 – A OnixCann, healthtech brasileira que atua com foco no mercado de cannabis medicinal, acaba de lançar o Portal Cannabis & Saúde, uma plataforma de conteúdo colaborativo voltada à publicação de notícias, informações e educação de pacientes e público geral sobre assuntos relacionados aos usos terapêuticos da cannabis, contribuindo para ampliar a conscientização e reduzir o estigma em torno do tema. O lançamento faz parte da estratégia da OnixCann, que atua em três pilares (educação, farmacêutico e tecnológico), e alinhada às últimas movimentações da Anvisa para regulamentar o mercado de cannabis medicinal no Brasil.

Apesar do grande potencial de melhoria da qualidade de vida do paciente que a cannabis pode proporcionar, o assunto ainda está envolto em uma atmosfera de desconhecimento, incluindo a dificuldade de acesso para pacientes e médicos”, ressalta Marcelo Galvão, CEO da OnixCann e CanTera. “A educação em Cannabis faz parte do DNA da OnixCann. Já temos um trabalho muito sério desenvolvido com centenas de médicos por meio da plataforma CanTera, cursos presenciais e eventos privados. Agora, com o Portal Cannabis & Saúde, poderemos oferecer a orientação adequada sobre os benefícios terapêuticos da Cannabis para pacientes, seus familiares e comunidade em geral”, afirma Galvão.

Com enfoque no paciente, a plataforma também foi pensada para auxiliar o público que tem interesse em se aprofundar no tema, desmistificando informações superficiais criando conteúdos de qualidade e se tornando referência em cannabis medicinal. Profissionais de saúde, jornalistas e produtores de conteúdo de diversas áreas podem usufruir de cursos gratuitos que ensinam a como tratar do assunto de forma jornalística e científica, se tornando possíveis colaboradores da plataforma.

De acordo com Marcelo Galvão, “a meta é publicar, mensalmente, em torno de 200 conteúdos sobre cannabis medicinal, dentre notícias do Brasil e do mundo, artigos científicos, entrevistas e depoimentos.  Nosso propósito é assim conectar profissionais das áreas de comunicação e saúde aptos a publicar conteúdo de qualidade com um público cada vez mais interessado em conteúdo que possam lhe possibilitar uma escolha consciente sobre como tratar sua saúde e de seus entes queridos.”

Procurando facilitar o acesso à informações qualificadas sobre cannabis medicinal, a OnixCann tem investido, também, em outras iniciativas pedagógico-educacionais: cursos presenciais e mini meetings voltados a profissionais de saúde, em especial médicos que tenham interesse em prescrever produtos medicinais à base de Cannabis; além da plataforma CanTera, exclusiva para médicos, e que traz conteúdos aprofundados, como estudos clínicos e científicos separados por patologia e especialidade médica, auxiliando o médico no trato com seus pacientes, posologia e prescrição.

Para pacientes além da versão web uma versão de app mobile, em teste neste momento. Além, de todo o acolhimento do médico e do paciente durante o processo de importação dos produtos medicinais à base de cannabis, seguindo a regulamentação da Anvisa.

A plataforma Cannabis & Saúde foi desenvolvida e será operada pela Navve, startup de produção de conteúdo jornalístico colaborativo, a fim de manter a neutralidade e independência editorial necessárias para esclarecer o leitor de forma técnica e responsável. 

Sobre a OnixCann

A OnixCann é uma healthtech brasileira de distribuição de Cannabis Medicinal que conecta pacientes com médicos, seguindo protocolos clínicos e padrões internacionais de qualidade. Com uma equipe clínica e científica altamente qualificada, a OnixCann traz para o Brasil o que existe de mais moderno no ecossistema global de Cannabis Medicinal. Dentro desse ecossistema, a OnixCann atua estrategicamente em 3 importantes segmentos – educação, farmacêutico e tecnológico -, com o compromisso de transformar a qualidade de vida e contribuir com a saúde dos pacientes e a formação de médicos e profissionais da saúde no país.

Sobre a Navve

A Navve é uma plataforma EdTech, que através de uma proposta criativa entrega conteúdo customizado. Fundada em 2019 por executivos experientes, a plataforma única e exclusiva é capaz de transformar perfis ou grupos específicos em produtores de seus próprios conteúdos, conectando histórias relevantes às marcas e estreitando relações com essa nova geração de consumidores.

Para mais informações, acesse: www.cannabisesaude.com.br

Jantar, convidados especiais e Cannabis Medicinal. No dia 13 de fevereiro, o Restaurante KAA em São Paulo sediou o primeiro CanTera Meeting conexão Cannabis Medicinal, com o tema epilepsia.

Organizado pela CanTera uma empresa do grupo OnixCann, o CanTera Meeting é um evento exclusivo para médicos convidados. O objetivo do encontro é reunir médicos prescritores ou com interesse em prescrição, integrados com o método canabinoide, para discutir as últimas novidades e atualizações científicas do ecossistema da Cannabis Medicinal no Brasil e mundo.

Cada evento do CanTera Meeting terá uma doença como tema principal e trará um Palestrante, especialista do segmento, para apresentar as últimas novidades clínicas e científicas.

Neste CanTera Meeting contamos com a participação especial do Palestrante Dr. Pedro Pierro, médico com Residência em Neurocirurgia Funcional, dedicou sua carreira ao segmento da Dor, e no evento sua abordagem foi  centrada no uso de  Cannabis Medicinal para tratamento de doenças, até então, sem sucesso com o uso de medicamentos tradicionais.

Dr. Pedro Pierro é Membro da Sociedade de Neurocirurgia, Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBEDe Inter-Americana de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva, e trouxe diversos temas e estudos importantes para os participantes do evento.

Entre todos os assuntos relevantes apresentados, o ápice do encontro ficou registrado na apresentação dos estudos de caso, resultados clínicos e posologia dos produtos à base de Cannabis Medicinal para tratamento da epilepsia.

A primeira edição do CanTera Meeting de 2020, com foco em epilepsia, contou com a presença exclusiva de 7 médicos convidados pela CanTera, além da presença da equipe e dos médicos do Conselho da CanTera, o CMO Dr. Cid Gusmão, um dos mais reconhecidos Oncologistas do Brasil, fundador do CCC DR (Centro de Combate ao Câncer). Foi o fundador do IBPC (Instituto Brasileiro de Pesquisa em Câncer) em parceria com a Oncopartners, Membro acadêmico da Academia de Medicina de São Paulo, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), da American Society of Clinical Oncology (ASCO), da European Society of Medical Oncology (ESMO), da American Association for the Advancement of Science (AAAS), da International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR) e da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC). 

E do  Dr. Cristiano Fernandes, graduado pela Universidade Federal de Uberlândia, com mestrado em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia, Hematologia e Hemoterapia pela Faculdade de Medicina do ABC, membro da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), do Comitê de Ética Médica do Hospital Nove de Julho e hematologists no CCC.

O encontro também teve a participação do Vice-presidente  da OnixCann e CanTera, Jaime Ozi , que deixou registrada sua  satisfação na realização e sucesso primeiro CanTera Meeting.

“Encontros como o CanTera Meeting são fundamentais para a evolução e crescimento do segmento da Cannabis Medicinal no Brasil. A OnixCann e a CanTera acreditam no valor da  disseminação da informação científica qualificada para classe médica.”

Além dos eventos e encontros com foco em educação, a CanTera também oferece atendimento exclusivo e especializado para auxiliar os médicos durante todo o processo de prescrição e importação dos produtos à base de Cannabis Medicinal, desde esclarecimentos técnicos até a entrega do produto para o paciente.

O CanTera Meeting irá ocorrer mensalmente, em breve divulgaremos em nossos canais a agenda completa dos eventos. 

Confira abaixo as fotos do primeiro encontro.

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Um artigo publicado no portal da Revista Veja nesta semana comparando preços de medicamentos à base de Cannabis mostra como os produtos da CanTera possuem um dos valores mais acessíveis do mercado brasileiro atualmente. O texto “Medicamentos nacionais de Cannabis não são mais baratos que os importados” foi publicado no blog CanabiZ, do jornalista Ricardo Amorim.

O texto cita a linha de produtos Provacan, desenvolvida pela CiiTech, uma empresa de biotecnologia especializada em canabidiol sediada no Reino Unido, onde é líder de mercado. 

A fabricante trabalha em parceria com a Universidade Hebraica de Jerusalém, liderada pelo Dr. Raphael Mechoulam, considerado o ‘Pai da Cannabis medicinal’.

O reconhecimento pelo nosso trabalho nos dá enorme satisfação e confirma que temos uma das melhores relações custo-benefício de todo o Brasil”, destaca Marcelo Galvão, CEO da CanTera e do Grupo OnixCann.

“Sem contar com a qualidade incontestável dos produtos de cannabis medicinal que importamos e oferecemos para o mercado”, complementa.

Por oferecer frascos de 10 ml, que é tendência do mercado mundial, a CanTera reduz o custo inicial de aquisição do paciente. Isso torna o medicamento mais barato e acessível.

Hoje, a importação do medicamento leva em torno de 7 a 9 dias úteis, a partir da autorização de importação pela ANVISA, que, além disso, tem se esforçado para reduzir o tempo de espera para as autorizações, caindo de 90 para até 45 dias, desde que facilitou a documentação exigida.

Os produtos Provacan possuem quatro concentrações: 600 mg, 1200 mg, 2400 mg e cápsulas de 720 mg.

A linha é produzida a partir de óleos full spectrum, o que preserva não só os canabinoides, mas também flavonoides e terpenos. Significa que o extrato preserva o efeito entourage, que amplia os benefícios e reduz efeitos indesejáveis.

Todos os insumos usados na produção são livres de herbicidas e pesticidas. O Provacan é o único produto de Cannabis com certificado Kosher no Reino Unido, um dos mais importantes do mundo.