Organizado pela healthtech de Cannabis Medicinal CanTera, empresa do grupo OnixCann, e com objetivo de trazer informação qualificada sobre medicina canabinoide e saúde mental durante a Covid-19, Marcelo Moura, Executivo, Palestrante e especialista em inovação, conversou com o Dr. Wilson Lessa  e o Dr. Cristiano Fernandes  nessa edição gratuita do Webinário Saúde Mental e Cannabis Medicinal em tempos de coronavírus.

Dr. Lessa é psiquiatra, professor da Universidade Federal de Roraima, diretor científico da Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis e membro da Society of Cannabis Clinicians (SCC) e da International Cannabinoid Research Society (ICRS) e também diretor da Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis.

O Dr. Cristiano é co-responsável pela compilação dos prontuários médicos para tratamento e pesquisa envolvendo Cannabis Medicinal na CanTera, é médico graduado pela Universidade Federal de Uberlândia (1999), com mestrado em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia (2002), residência médica no Hospital Ipiranga (2004), Hematologia e Hemoterapia pela Faculdade de Medicina do ABC (2006). Membro da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), do Comitê de Ética Médica do Hospital Nove de Julho e hematologists no CCC, com extensa experiência e foco em neoplasmas hematológicos (Leucemia, Linfomas e Mielomas).

Os médicos iniciaram o Webinário explicando a dificuldade que todos nós estamos enfrentando nesse momento desconhecido. A incerteza de futuro, solidão, sensação de impotência, o risco de ficar sem renda e a perda de familiares e amigos podem desencadear efeitos colaterais como: insônia, ansiedade, estresse e depressão.

Lembrando que a classe médica e todos os profissionais de saúde  também estão  trabalhando no limite da saúde mental durante a Covid-19. Além, de pertencer ao grupo de maior exposição ao vírus, uma das tarefas mais difíceis, talvez seja providenciar a despedida dos familiares que perderam a vida para a pandemia.

O canabidiol é um aliado no combate a toda essa ansiedade que a Covid-19 está proporcionando, porém ainda pouco discutido. A Cannabis tem propriedades ansiolíticas comprovadas e resultados positivos em pacientes com problemas psicológicos, como depressão e transtorno de estresse pós-traumático. 

Enquanto não se descobre uma vacina ou droga de eficácia comprovada contra o coronavírus, o isolamento social ainda será a melhor metodologia para evitar o contágio e disseminação do vírus.

Ao longo do Webinário Dr. Lessa e o Dr. Cristiano responderam algumas questões relevantes, levantamos abaixo alguns dos principais tópicos discutidos.

Como manter a saúde mental durante o isolamento? (14’59”)

Dr. Lessa explica que, considerando as pessoas que estão cumprindo o isolamento em casa, crianças, jovens, adultos e idosos. As crianças, o ideal é que mantenham as atividades seguindo sua rotina “normal”, não está indo para a escola, tudo bem, mas pode fazer as atividades online. “É interessante inclusive colocar a camiseta do uniforme da escola”, comenta Dr. Lessa, para não perder a essência da rotina. “A rotina de certa forma alivia nossa ansiedade, traz uma sensação de segurança”, complementa.

“É importante que as pessoas em casa conversem”, Dr. Lessa explica que quando você usa sua casa apenas para dormir, trabalhando o dia inteiro fora, é uma coisa. A realidade da convivência diária precisa ser trabalhada, gera estresse, é preciso determinar espaços e horários, dialogar, buscar saídas para tornar a convivência mais leve.

Fazer exercícios físicos é muito importante. Muitos podem ser feitos dentro de casa. Inclusive existem várias aulas disponíveis na internet. Se for fazer na rua, mantenha a distância de 3 a 5 metros de outras pessoas.

É importante que as pessoas tomem sol, na janela, no quintal, se puder fazer isso, ajuda muito a manter a saúde em dia. “É você tentar “driblar” o momento, claro, respeitando as determinações estabelecidas, para manter a sensação de bem-estar.”

Mantenha uma rotina de leituras, assista série, filmes, mas não veja tudo de uma vez, isso é uma tendência do isolamento. Também não exagere na alimentação, é um dos reflexos da ansiedade. O ser-humano tem uma tendência pela compulsividade, e nesse momento isso pode ser potencializado.

Qual o impacto desse cenário na vida dos médicos e profissionais de saúde? (24’05”)

Dr. Cristiano Fernandes comentou que essa situação é bastante próxima do Transtorno de estresse pós-traumático. Os profissionais da saúde estão lidando diretamente com um medo diário, todos os dias você tem conhecimento de um colega que testou positivo, o médico fica com um medo constante na sua cabeça: “quando é que esse raio vai acertar em mim?”, todos os dias você vai para o trabalho pensando: “hoje é o meu dia, hoje vou testar positivo.”

“Hoje você ter o IgG Positivo virou uma questão de status entre os médicos”, explica Dr. Cristiano, “o status estou curado, estou protegido”, e ainda não é nada garantido. A própria Organização Mundial da Saúde ainda não considera o IgG Positivo uma garantia de segurança, existem relatos em Literaturas de Infecção, são basicamente 2 Sorotipos para o Covid-19, ou SarsCov2: o Sorotipo L e o Sorotipo H. Ainda não existe certeza de que esse título protetor adquirido pode proteger contra os dois Sorotipos (L e H), e principalmente, se é uma proteção prolongada e definitiva.

“A experiência de estar na linha de frente com pacientes com Covid-19 é uma sensação que muitos médicos vivenciam de forma intensa, tem crise de pânico, crise de ansiedade, sudorese nas mãos, descontrole emocional, você percebe que o profissional fica mais agressivo. Acredito que quem está na linha de frente se comporte muito próximo ao Transtorno de estresse pós-traumático, e quem está em casa tenha mais ansiedade, depressão, de acordo com o quadro endógeno de cada um”, explica Dr. Cristiano.

“E isso tem tudo a ver com a Cannabis. Um dos nossos endocanabinóides principais é a Anandamida, responsável por essa sensação de bem-estar, o desequilíbrio dos endocanabinóides leva a uma piora do quadro emocional”, complementa Dr. Cristiano.

Quais os impactos desse cenário de reclusão na vida dos pacientes que sofrem com PTSD, ansiedade, stress? (35’00”)

Dr. Lessa diz que boa parte desses pacientes pioram nessas situações, “a gente vê claramente que o suicídio diminui bastante, por conta do sentimento de sobrevivência que a gente tem. Agora, a ansiedade, os transtornos, obsessões com sujeira, compulsão por organização, essas patologias aumentam muito nesse momento.”

Dr. Wilson Lessa também revelou que está recebendo em seu consultório pessoas que nunca tiveram quadros de ansiedade e que estão desenvolvendo essa condição recentemente, “porque deixaram de fazer coisas que eram atenuantes do stress diário”.

Pacientes que não tinham determinada patologia, passaram a ter por outros motivos. “Eu atendo um paciente, idoso, faz mais de 5 anos, o prazer dele é ficar com os netos, e agora ele não pode mais fazer isso, o paciente vem apresentando um quadro de depressão crescente. Muitas vezes vou na casa dos pacientes, para eles não precisarem sair, este paciente sempre faz questão de ir ao consultório, para não se sentir ainda mais isolado”.

“Crianças autistas que fazem atividades na escola, na fonoaudiologia, agora precisam ficar em casa. Isso aumenta o estresse das mães também, é uma cadeia de situações que agravam tudo que a gente está passando, e a gente pode aprender muito com tudo isso”, explica Dr. Lessa. O Brasil tem uma característica muito forte de solidariedade, pessoas que se prontificam a ajudar outras que estão passando necessidade, isso motiva a gente, finaliza.

“Com relação à ansiedade, depressão, a Cannabis pode ajudar muito. A gente sabe fisiologicamente que o THC, a molécula psicoativa mais conhecida, em doses muito baixas, abaixo de 2,5 mg, tem uma atividade ansiolítica importante, uma preferência em fazer uma diminuição do disparo de neurônios do glutamato, que é um neurônio excitatório.

Em doses baixas, o THC diminui o disparo do glutamato; porém em doses altas, a gente tem o sistema GABA, que é o sistema inibitório, e ele acaba inibindo a inibição. Quer dizer, em dosagens maiores, ele tem ação ansiogênica, aumenta a ansiedade.

O canabidiol, por sua vez, por ter uma ação indireta, por aumentar os endocanabinóides, tem uma ação antagonista do receptor 5-HT1A, que é o receptor da serotonina. Fazendo esse antagonismo, ele tem uma ação ansiolítica muito significativa. Ele reduz a ansiedade. Isso já tem modelos pré-clínicos e em seres humanos também. Para ansiedade, O CBD é uma das principais medicações. O THC tem usos em alguns casos, mas o CBD é o ideal”, explica Dr. Lessa.

Qual a relação e o impacto deste momento com a Medicina canabinoide? (43’54”)

Dr. Cristiano respondeu que existe uma questão sobre a imunologia e a Cannabis Medicinal, mas existe muita controversa e muita fantasia. “É muito difícil avaliar o sistema imunológico de um indivíduo, a gente possui muito poucas doenças que deprimem o sistema imunológico, a maioria delas são doenças herdadas, fora isso, as baixas do sistema imunológico são muito poucas, é difícil inclusive de mensurar.”

“O que a gente sabe é que existem algumas drogas que abaixam muito o sistema imunológico, é o caso dos corticoides. Hoje o paciente tem acesso ao corticoide sem receita médica na farmácia, ele não faz ideia do impacto do que ele está tomando, precisa ter acompanhamento médico, inclusive nesse momento de Covid-19 é muito discutido, entre os médicos cada caso, se vale realmente a pena você introduzir o corticoide no paciente”, complementa.

“O que eu quero dizer é que não existe nenhum trabalho científico que ateste que a Cannabis muda o sistema imunológico de um individuo ou não. A gente sabe que ele muda muito o humor, e isso já é muito importante nesse momento”, finaliza.

Dr. Lessa também explica que a ansiedade se manifesta nos momentos em que a gente sente sintomas psicológicos da doença, como falta de ar momentânea ou a sensação de nó na garganta. Nestes casos, é interessante procurar auxílio médico, e existem opções online de tratamento psicológico e medicamentoso.

Dr. Lessa afirma que está recebendo pessoas que nunca tiveram quadros de ansiedade e estão desenvolvendo, justamente porque deixaram de fazer coisas que funcionavam para aliviar o estresse diário. “Não é apenas a questão do isolamento, é deixar de fazer as coisas que te faziam bem, não pode”, finaliza. 

Dra. Ana Paula Terra, membro da Sociedade Brasileira de Estudo da Cannabis (SBEC), explica que, embora pacientes que usem CBD recebam reforço na imunidade, o uso adulto de maconha deve ser evitado neste período, principalmente o compartilhamento de cigarros e utensílios.

Denise Tamer 

Além de uma alteração na rotina das cidades ao redor do mundo, a Covid-19 também traz à tona mudanças e dúvidas em relação a hábitos pessoais, como o consumo de maconha. Fumar maconha pode deixar o usuário mais exposto ao coronavírus?

A convite do portal Cannabis & Saúde, a médica uruguaia Ana Paula Terra conecta em diferentes pontos a Covid-19, o uso do CBD como eficiente forma de prevenção e sugere evitar o consumo compartilhado de maconha neste momento em que é imprescindível manter um cuidado maior com as vias respiratórias.

O hábito de fumar maconha torna o usuário mais exposto ao coronavírus?

O que é importante nesta situação é que fumantes de maconha são pacientes de risco, pelo fator respiratório. Todos os pacientes fumantes, seja de tabaco, cigarros eletrônicos ou maconha são fatores de risco. Pois este fator leva ao fato de que estas pessoas são pacientes com enfermidades obstrutivas crônicas, ter uma bronquite ou patologias associadas às vias respiratórias.

Ou seja, o método de transmissão do novo coronavírus acontece principalmente através de espirros ou o contato, através de gotas de mucosas oral ou nasal. E também por contatos. O vírus se transmite de mão em mão. Então temos que evitar o contato próximo e as aglomerações.

Como está acontecendo esta dinâmica no Uruguai?

No Uruguai temos, por exemplo, lugares para o consumo, então há muita gente aglomerada. Agora estes lugares estão suspensos devido ao coronavírus.

Antes de mais nada, temos que evitar a aglomeração para diminuir os riscos e evitar que este vírus sofra mutações. Portanto o que se recomenda para pessoas que consomem maconha já que o coronavírus é contagioso por contato, e também pelo espirro, é não consumir maconha com outras pessoas.

Ou seja, se o consumo acontecer que seja só de uma pessoa. Nós aqui no Uruguai somos um país que temos a liberação do consumo legalizado da maconha, então temos como nos proteger e fazer o consumo individualizado. Estou falando apenas do uso recreativo. Pois esta seria uma forma de uso recreativo. Não são pacientes que estão protegidos, são pacientes que fazem de forma recreativa.

O que os fumantes de maconha podem fazer para evitar o risco do coronavírus?

Não existe uma receita mágica. Mas sim se pode dizer que é importante fumar sozinho, evitar o contato de saliva, ponteiras de cigarros, evitar passar de boca em boca os cigarros e os fluídos das pessoas. Se falamos em vaporizadores, é importante evitar o uso de pipas. E assim evitar também o contato da mucosa bucal. Importante dizer que qualquer objeto que se tenha em casa para fabricar o cigarro de maconha, também é um fator de risco, caso tenha contato com outras pessoas. O conselho é não compartilhar nada, o contágio acontece a partir de microgotas.

O que recomendo para todas as pessoas e consumidores de maconha: é lavar as mãos e superfícies onde outras pessoas tiveram contato, não levar as mãos ao rosto. Se há risco na região onde vivem e de nenhuma maneira se deve dividir o cigarro da maconha. Nem pipas, de nenhuma maneira.

E quanto aos usuários de Cannabis medicinal e a pandemia da Covid-19?

Antes de tudo, é fundamental esclarecer sobre os óleos de Cannabis: aqui no Uruguai, no Brasil e no mundo há muitas variedades de óleos.

Para uso medicinal, por exemplo, normalmente trabalhamos com o CBD. Não é que ele ataque o vírus. Não é que cure também o coronavírus. Ele não afeta diretamente o ingresso do vírus no organismo. O CBD, sim, melhora e aumenta muito a imunidade da pessoa que o utiliza.

Lembrando que o CBD é a parte que não contém efeitos psicotrópicos. O THC, que é o que contém psicotrópicos, utilizamos para determinadas patologias, como o câncer, na qual a célula precisa de um pouco de THC para realizar apoptose. Então nossos pacientes que utilizam CBD, as gotas de canabidiol, estão expostos ao coronavírus.

A questão é que a imunidade deles será muito mais alta, e o tempo de recuperação do organismo pode ser menor. Para falar um pouco sobre os tipos de óleos de Cannabis que se deve utilizar, ou qual recomendaríamos, sempre quando a fonte, o local onde o óleo do paciente é comprado seja de confiança e tenha os critérios necessários, quais médicos que prescreveram os óleos, informando as porcentagens de CBD e THC, ou apenas CBD.

No Uruguai, temos a venda em farmácias, mas existem outras fontes, que também vendem, com boa qualidade e que são recomendados. Inclusive, que apresentam melhores atividades clínicas. Ou seja, não é porque veio da Holanda, Estados Unidos ou Europa que temos um medicamento que seja melhor para a clínica. Pacientes podem se identificar com óleos que não necessariamente foram importados para o Uruguai.

Logo, para não dar nomes aos óleos de Cannabis e suas marcas. Mas falar sim do porque não expor e recomendar estes tipos de óleos de Cannabis? Então, quando o médico que prescreve coloca em suas receitas médicas o CBD, seja ao 30%, 15% ou 5% ou 2%, este paciente vai procurar o produto na farmácia ou com um assessor.

Eu participo do grupo SBEC, a da Sociedade Brasileira de Estudo da Cannabis, que é um informativo e um grupo sobre estudos da Cannabis medicinal. Fui a algumas reuniões sobre pacientes e mais que nada é uma orientação. Prescrevo muito Cannabis medicinal e tenho ótimos resultados. Principalmente pacientes com Parkinson, Alzheimer, artrite, artrose, síndrome do pânico e crianças com epilepsia.

É devido a resposta positiva do organismo dos pacientes que o uso do CBD está crescendo?

Sim. É justamente por isso que se vê que o uso do CBD tem aumentado muito. No Uruguai e no mundo. Devido ao fato de que os pacientes notaram um aumento na imunidade, entre outras coisas. Assim como também notaram melhorias em patologias e foi observado também uma resposta do organismo totalmente diferente.

Cheia de propriedades anti-inflamatórias, a Cannabis pode auxiliar no aumento da imunidade. Mas é falsa a informação que ela combate o Coronavírus e, para evitar a doença, as já conhecidas medidas de prevenção devem ser seguidas

Danilo Lacalle 

No cenário atual, onde a ciência corre contra o tempo para conseguir achar uma solução que pare a pandemia do Coronavírus, a população tem buscado a prevenção e o aumento de imunidade. E, para isso, não faltam alternativas. Fontes de vitamina C estão sendo as mais procuradas. Mas uma questão tem sido levantada: o CBD e a Cannabis medicinal podem afetar a contração ou a recuperação do Covid-19? Além disso, existe possibilidade de que anti-inflamatórios tenham efeito positivo no combate, lembrando que o CBD também é um anti-inflamatório?

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Nos hospitais, a recomendação médica tem sido manter o acetaminofeno para a febre. Evitando os Anti-Inflamatórios sem esteroides, como o Ibuprofeno. Mas a questão em relação à efetividade da cannabis no combate ao coronavírus se deu graças às redes sociais.

No Facebook, muitos defensores da CBD e da cannabis estão alegando que eles aumentaram sua imunidade com sucesso contra todos os vírus. Além disso, estão recomendando que outras pessoas façam o mesmo. Fato que deixa a comunidade médica preocupada quanto à veracidade de afirmações e a disseminação de fake news que ocorrem nestes períodos de notícias cruzadas. Isso porque a intenção é que as pessoas se informem ao máximo, protegendo a própria saúde e a dos demais entes queridos.

Hoje, temos evidências de que a Cannabis pode melhorar o sistema imunológico. Doenças como fibromialgiaepilepsia, e até mesmo dores causadas por inflamações podem se enquadrar em um tratamento medicinal com a planta. Existem, inclusive, alguns estudos sobre o uso de cannabis medicinal e uso de cannabis defumado com a progressão do HIV.  Porém, quanto ao CBD e à cannabis, não existem estudos mostrando sua efetividade perante ao coronavírus.

Mesmo aumentando o sistema imunológico, isso não signfica que quem usa a cannabis esteja imune à infeção. Mas também não significa que uma pessoa que contraia o vírus e tenha falta de ar, não possa se beneficiar do uso da medicação para aliviar os sintomas. Apesar que, ao apresentar sintomas mais graves, a pesosoa deve ser levada a um hospital, onde não deve ser administrado o uso de cannabis. A não ser, claro, que já faça uso regular do medicamento e os médicos concordem em manter esse tratamento. É o que explica a médica Ane Hounie, pós-doutora em Psiquiatria pela USP e que hoje é uma das principais especialistas em Cannabis medicinal no Brasil.

Quando as pessoas disseminam a notícia de uma “cura milagrosa”, é preciso ter em mente que este fato, mesmo que bem intencionado, pode prejudicar a indústria. Isso porque as pessoas podem passar a buscar o medicamento como uma solução 100% eficaz e, assim, estarem suscetíveis a golpes.

Esse efeito pode distanciar a medicina e os pesquisadores mais “convencionais, prejudicando o progresso que a medicina vegetal fez nos últimos anos. Estes, por meio de pesquisas e projetos acadêmicos, em parceria com grandes universidades.

A cannabis e o auxílio ao sistema imunológico

Como já se sabe, o grupo de risco dos infectados pelo Covid-19 é bem claro: pessoas maiores de 60 anos. Além disso, enquadram-se, também, os que têm doenças autoimunes, pulmonares, pacientes oncológicos e quem tem problemas com imunidade, em geral.

Primeiro, é importante que se evite o consumo de álcool, fator que influencia na queda da imunidade. Além disso, permanecer ativo enquanto ficamos em casa e adotar uma simples prática de relaxamento ou meditação, para diminuir o estresse, também é uma boa medida.

Comer uma dieta rica em micronutrientes como zinco, vitamina C, flavonóides como a quercetina (presentes nas maçãs e brócolis e…cannabis),  são coisas boas para começar agora, se você ainda não fez.

Além disso, é ideal que nossa melatonina esteja alta. Este é o hormônio do sono, produzido enquanto dormimos. Fundamental para a função imunológica saudável. As práticas de respiração profunda e o riso também podem ter um efeito positivo em nosso sistema imunológico. Assim, você pode se auto-ajudar na quarentena vendo um filme engraçado e dando uma boa gargalhada profunda, para fazer com que os pulmões funcionem enquanto você se isola.

Mesmo se você fizer tudo certo, ainda poderá contrair o coronavírus. Mas a “boa” notícia é que a maioria das pessoas que não pertencem a grupos de alto risco, terão um curso leve de doença e se recuperarão em casa. Algumas pessoas, inclusive, podem até não apresentar nenhum sintoma. Ou, até mesmo, saber que o tiveram. Razão pela qual o distanciamento social é tão importante, uma vez que se pensa que as taxas de transmissão assintomáticas são bastante altas com o Covid-19. A única maneira de se proteger contra o vírus, é o isolamento social. Mantendo-se fora de circulação. E que, quando sair, exerça as devidas precauções.

Casos de depressão e crises de ansiedade devem aumentar durante o isolamento social – única saída para frear a disseminação da Covid-19. E a Cannabis tem se mostrado eficiente no tratamento de doenças mentais

Denise Tamer 

A China, primeiro país atingido pela Covid-19, correu atrás de soluções para dar assistência psicológica aos cidadãos. Psicólogos e psiquiatras abriram canais de atendimento online e publicaram uma série de recomendações.

Era importante. Segundo pesquisadores chineses, o país viveu também uma crise de saúde mental durante a pandemia. Medo da morte e o isolamento social agravaram os problemas.

E o Brasil provavelmente passará pela mesma situação. A psicóloga Jaqueline Azzi alerta para uma piora no número de pessoas que possam desenvolver depressão em 2020. Ou seja, pessoas saudáveis podem apresentar quadros depressivos por conta do isolamento – a única medida comprovadamente efetiva para evitar a rápida disseminação do novo coronavírus.

Não apenas por conta da quarentena. Mas também pelo bombardeamento de notícias que geram medo.

“O medo é um estado de vibração ruim. No corpo físico, o medo baixa a imunidade”, explica Azzi. “Entramos em um estado de defesa que libera hormônios que nos prejudica. E liberados nesta quantidade afetam nossa imunidade.”

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2005 e 2015, a depressão cresceu 18% na população mundial. No Brasil, país com o maior número de casos na América Latina, 6% dos indivíduos sofrem da doença.

Depressão e Cannabis

Remédios à base de Cannabis podem ter efeito mais imediato do que os antidepressivos comuns. E com bem menos efeitos colaterais. Quem diz são os brasileiros Alline Cristina de Campos e Eduardo Junji Fusse.

Em seu estudo, Campos aponta a eficiência do cannabidiol (CBD), mas alerta que as pesquisas ainda são iniciais.

Fusse, em estudo publicado em 2019, afirma que o “sistema endocannabinoide tem se demonstrado como candidato para a terapêutica de transtorno de ansiedade e depressão, visto que estudos em modelos animais e pacientes humanos demonstram que a modulação desse sistema tem efeito antidepressivo e ansiolítico”.

Em 2010, o estudo intitulado “Uso terapêutico dos canabinoides em psiquiatria”, publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria, indica que o canabidiol demonstrou “potencial terapêutico como antipsicótico, ansiolítico, antidepressivo e em diversas outras condições”.

Segundo a publicação, “o sistema canabinoide é um alvo promissor para novas intervenções terapêuticas em psiquiatria”. O método da pesquisa partiu de uma busca e revisão profunda da literatura sobre o uso terapêutico dos canabinoides. Principalmente o CBD e o THC.

Em busca de mais estudos

O psicólogo André Reali Olmos, em conversa com o Portal Cannabis & Saúde, também destaca o fato de que mais estudos devem ser realizados para um uso cada vez mais seguro e crescente da Cannabis em casos de depressão. “Sou a favor e reconheço a potência incrível da Cannabis como medicamento, mas também não podemos romantizar a questão”, conta.

“Cannabis é mais uma tecnologia antiga que foi destratada e que pode sim auxiliar. Pelo fato de ter ficado na ilegalidade, temos que ir atrás das pesquisas para aprofundar nossos conhecimentos e alcançar respostas mais concretas”, defendeu.

Nesta mesma linha, um estudo americano reconhece o potencial terapêutico da Cannabis. “O envolvimento do sistema endocanabinóide na obtenção de efeitos potentes nos processos de neurotransmissão, neuroendócrino e inflamatório, que são conhecidos por serem perturbados na depressão e na dor crônica”.

Ainda assim, “o modo preciso de ação dos endocanabinóides em diferentes alvos no corpo e se seus efeitos na dor e na depressão seguem as mesmas ou diferentes vias”.

Os caminhos para o tratamento da depressão com Cannabis são evidentes e confiáveis, mas para serem abertos ainda é imprescindível mais pesquisas na área.

Dr. Wilson Lessa e Dr. Cristiano Fernandes discutem como controlar e reduzir transtornos como ansiedade e depressão e de que forma o canabidiol pode ajudar nessa luta em evento online gratuito.

Marcus Bruno 

Passado mais de um mês deste isolamento social forçado para conter a propagação do novo coronavírus, uma nova e silenciosa epidemia pode se abater sobre todos nós: os transtornos mentais. A solidão, a incerteza do futuro, sensação de impotência, o risco de ficar sem renda e a perda de familiares e amigos para esta pandemia podem desencadear efeitos colaterais, como ansiedade, insônia, estresse e depressão.

Um artigo publicado na revista Psychiatric Times alerta que as pandemias não são apenas fenômenos médicos: “elas afetam os indivíduos e a sociedade em vários níveis, causando diversas perturbações”. Segundo o artigo, indivíduos com doenças mentais ou pré-disposições podem ser particularmente mais vulneráveis ​​aos efeitos de pânico e ameaça generalizados.

Médicos e profissionais de saúde também estão trabalhando no limite da saúde mental durante essa pandemia. Além, de ser o grupo de maior exposição ao vírus, uma das tarefas mais difíceis desses profissionais talvez seja providenciar a despedida dos familiares que perderam a vida para a doença. Ninguém mais pode mais fazer isso pessoalmente devido ao risco de contágio.

Um aliado no combate a toda essa ansiedade que a pandemia está trazendo, mas ainda pouco debatido é o canabidiol. A substância tem propriedades ansiolíticas comprovadas e resultados positivos em pacientes com problemas psicológicos, como depressão e transtorno de estresse pós-traumático. 

Para discutir como manter a saúde mental em tempos de Covid-19 e como a medicina canabinoide pode ajudar, a healthtech de Cannabis medicinal CanTera, empresa do grupo OnixCann, irá promover no dia 23 de abril, às 19h30, um webinário com a presença de dois médicos especializados no tema, os doutores Wilson Lessa e Cristiano Fernandes.

Lessa é psiquiatra, professor da Universidade Federal de Roraima, diretor científico da Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis e membro da Society of Cannabis Clinicians (SCC) e da International Cannabinoid Research Society (ICRS). Já o Dr. Cristiano é mestre em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia, hematologista do Centro de Combate ao Câncer de SP e diretor médico da OnixCann.

O webinar é gratuito e será transmitido através de um link encaminhado aos inscritos. Para isso, basta preencher este formulário. As vagas são limitadas. O evento online irá discutir:

  1. – Aspectos psicológicos do confinamento
  2. – Como manter a saúde mental durante o isolamento?
  3. – Qual o impacto desse cenário na vida dos médicos e profissionais de saúde?
  4. – Quais os impactos desse cenário de reclusão na vida dos pacientes que sofrem com PTSD, ansiedade, stress? 
  5. – Qual o impacto no acesso aos produtos à base de cannabis medicinal? 
  6. – Quais alternativas para lidarem melhor com isso?
  7. – O que tudo isso tem a ver com cannabis medicinal

“Nosso convite é para que você participe deste webinar ‘Saúde Mental em Tempos de Coronavirús, porque entendemos que a saúde mental, na atual situação, é tão importante quanto os cuidados físicos”, convida Jaime Ozi, vice-presidente de negócios da Onix Cann.

“Cannabis é essencialmente um fitoterápico que atua em três importantes sistemas, na dor, sono e humor com neuro-receptores espalhados em todo corpo. Uma parte considerável das pessoas hoje busca soluções naturais para sua saúde e tem a oportunidade de tratamento seguro e com poucos efeitos colaterais a base da planta”.

Houve um aumento de 180% no consumo da planta entre participantes com diabetes. Entre pessoas com um ou nenhum tipo de doenças crônicas, houve crescimento de 95% no uso de cannabis

Cada vez mais, desde a liberação e regulamentação da cannabis em vários estados americanos, os idosos de lá usam a planta para tratar doenças crônicas ou problemas típicos da terceira idade. Segundo pesquisa da Universidade de Nova York, o consumo entre homens e mulheres com mais de 65 anos subiu 75% em um ano.

O crescimento é maior principalmente entre pacientes com diabetes –  aumento de 180%. O levantamento detectou ainda uma alta de 95% no uso de cannabis em pessoas com um ou nenhum tipo de doença crônica.

Pacientes com doenças mentais também aderiram à cannabis medicinal, com aumento de 157,1% no consumo.

A análise da Universidade de Nova York teve como base a Pesquisa Nacional sobre uso de Drogas e Saúde, que entrevistou 14.896 idosos com 65 anos ou mais, de 2015 a 2018 – com maioria de pessoas brancas (77%). Com esses dados, concluíram ainda que o uso de cannabis cresceu principalmente entre homens e mulheres com maiores rendimentos familiares.

Há uma preocupação: boa parte deles também consome bebidas alcoólicas, o que é arriscado. A pesquisa sugere novos e mais aprofundados estudos para orientar os idosos sobre o uso de cannabis conjugado a outra substância.

Cannabis é considerada essencial

Dispensários de maconha foram considerados essenciais em San Francisco, Califórnia, na atual pandemia ocasionada pelo coronavírus. Além de farmácias, postos de gasolina e mercados, estabelecimentos que comercializam Cannabis permanecem abertos nesta quarentena mundial.

Segundo a Rádio Pública Nacional norte-americana (NPR), autoridades trabalham em uma estratégia para permitir que essas empresas apoiem o acesso dos moradores à planta durante a crise.

No Reino Unido, a primeira rede de clínicas fornecedora de cannabis, denominada Sapphire, foi autorizada a realizar consultas por vídeo. Porém, esse serviço continua limitado, mesmo após a legalização da maconha para uso médico em 2018.

Colaborando para que esse cenário termine o mais rápido possível, o Sechat selecionou dez filmes para ver enquanto estiver em casa

Com pandemia de coronavírus que está acontecendo no mundo, a forma mais eficaz que encontraram até agora para conter a contaminação é o isolamento.

Com tempo de sobra, essa rotina de confinamento pode se tornar entediante para algumas pessoas, mas também pode ser uma ótima oportunidade para expandir seus conhecimentos e se jogar de cabeça em assuntos do seu interesse que não tinham espaço numa rotina mais agitada.

Para colaborar com o processo de quarentena, o Sechat selecionou dez filmes para ver enquanto estiver em casa, colaborando para que esse cenário termine o mais rápido possível.

Quem quiser assistir aos filmes e documentários basta acessar a playlist que criamos no canal do YouTube do Sechat. Lá é possível ter acesso ao conteúdo completo ou aos trailers das produções.

Veja a lista, faça sua escolha e aprenda mais sobre o universo da Cannabis.

1- Estado de Proibição

2- Ilegal

3- Weed for the People

4- Weed: A CNN Special Report

5- Quebrando o Tabu

6- The Scientist

7- The Legend of 420

8- A História da Maconha

9- Salvo Conduto

10- Waiting to Inhale

A pandemia que se instaurou devido ao novo Coronavírus fez com que diversos estados americanos adotassem medidas preventivas para evitar o contágio da doença em maior escala. Entre elas, estão o fechamento de shoppings, comércios de vestimentas e pontos de entretenimento como teatros e cinemas. Estão sendo permitidos apenas o funcionamento de lugares essenciais para os cidadãos, como hospitais, farmácias ou supermercados. E, na Califórnia, outro setor entrou para a lista: os dispensários de Cannabis.

No estado, onde a planta é legalizada para uso médico e recreativo, as autoridades de São Francisco fizeram distinções entre os dois mercados, antes de decreto.

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Na terça-feira, a cidade emitiu uma ordem de saúde pública exigindo o fechamento de negócios não essenciais. Embora os dispensários de maconha medicinal fossem considerados essenciais, portanto isentos, os varejistas do uso recreativos não eram e estavam proibidos. No dia seguinte, o site municipal foi atualizado, falando que instalações médicas e recreativas eram consideradas essenciais. Ellen Komp, vice-diretora do grupo californiano de advocacia NORML, explicou que muitos varejistas atendem aos dois mercados, assim como o restante da cadeia de suprimentos de Cannabis.

No período atual, as lojas de Cannabis estão presenciando um grande aumento nas vendas que começaram no fim de semana. Além da Califórnia, alguns estados, como Michigan, Illinois, Massachusetts, Washington e Nova York, publicaram boletins que afrouxam os regulamentos sobre entrega e transações na loja, a fim de limitar o contato entre pacientes e fornecedores.

Dispensários de cannabis fora da Califórnia

De acordo com orientação pública emitida pelo Departamento de Saúde de Nova York, os dispensários do estado poderão expandir seu serviço de entrega sem a aprovação prévia do governo. Além de realizar vendas pela porta da loja, desde que cumpram todos os regulamentos e leis, como registrar a transação na câmera e validar a identificação dos pacientes.

No último sábado, um canal de televisão de Boston transmitiu imagens de clientes fazendo fila do lado de fora do New England Treatment Access (NETA), em Brookline. Uma das poucas lojas de Cannabis licenciadas que operam em Massachusetts. Ainda, a loja anunciou que apenas atenderá à demanda de clientes que fizerem suas compras com antecedência, devido à alta procura. Dentro da loja, os funcionários estavam utilizando luvas de látex e álcool em gel, que ficava ao lado de cada caixa.

Em Illinois, Pensilvânia e Washington, o governo determinou que os dispensários de Cannabis também façam suas vendas nas “propriedades do estabelecimento”, não sendo permitida a entrega por meio de delivery aos pacientes.

De acordo com o Departamento de Saúde da Pensilvânia, em declaração oficial na última terça-feira, “os dispensários de maconha medicinal são considerados iguais às farmácias. Portanto, são essenciais durante esse período de quarentena”.

A Comissão de Controle de Cannabis de Massachusetts aconselhou, na sexta-feira, os dispensários médicos a prestarem serviços nas áreas dos estabelecimentos, pedindo para que os pacientes peçam individualmente e em maiores quantidades.

Em Michigan, a agência reguladora da Cannabis declarou que aprovar todos os métodos de entrega usados ​​pelos varejistas dos dispensários.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, apenas 3 dos 50 estados não permitem a utilização da cannabis. E 11 destes permitem a utilização da planta para fins recreativos.

Fonte: Portal Cannabis e Saúde, matéria publicada em 19/03/2020.

Cheia de propriedades anti-inflamatórias, a Cannabis pode auxiliar no aumento da imunidade. Mas é falsa a informação que ela combate o Coronavírus e, para evitar a doença, as já conhecidas medidas de prevenção devem ser seguidas

No cenário atual, onde a ciência corre contra o tempo para conseguir achar uma solução que pare a pandemia do Coronavírus, a população tem buscado a prevenção e o aumento de imunidade. 

E, para isso, não faltam alternativas. Fontes de vitamina C estão sendo as mais procuradas. Mas uma questão tem sido levantada: o CBD e a Cannabis medicinal podem afetar a contração ou a recuperação do Covid-19? Além disso, existe possibilidade de que anti-inflamatórios tenham efeito positivo no combate, lembrando que o CBD também é um anti-inflamatório?

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Nos hospitais, a recomendação médica tem sido manter o acetaminofeno para a febre. Evitando os Anti-Inflamatórios sem esteroides, como o Ibuprofeno. Mas a questão em relação à efetividade da cannabis no combate ao coronavírus se deu graças às redes sociais.

No Facebook, muitos defensores da CBD e da cannabis estão alegando que eles aumentaram sua imunidade com sucesso contra todos os vírus. Além disso, estão recomendando que outras pessoas façam o mesmo. Fato que deixa a comunidade médica preocupada quanto à veracidade de afirmações e a disseminação de fake news que ocorrem nestes períodos de notícias cruzadas. Isso porque a intenção é que as pessoas se informem ao máximo, protegendo a própria saúde e a dos demais entes queridos.

Hoje, temos evidências de que a Cannabis pode melhorar o sistema imunológico. Doenças como fibromialgiaepilepsia, e até mesmo dores causadas por inflamações podem se enquadrar em um tratamento medicinal com a planta. Existem, inclusive, alguns estudos sobre o uso de cannabis medicinal e uso de cannabis defumado com a progressão do HIV.  Porém, quanto ao CBD e à cannabis, não existem estudos mostrando sua efetividade perante ao coronavírus.

Mesmo aumentando o sistema imunológico, isso não signfica que quem usa a cannabis esteja imune à infeção. Mas também não significa que uma pessoa que contraia o vírus e tenha falta de ar, não possa se beneficiar do uso da medicação para aliviar os sintomas. Apesar que, ao apresentar sintomas mais graves, a pesosoa deve ser levada a um hospital, onde não deve ser administrado o uso de cannabis. A não ser, claro, que já faça uso regular do medicamento e os médicos concordem em manter esse tratamento. É o que explica a médica Ane Hounie, pós-doutora em Psiquiatria pela USP e que hoje é uma das principais especialistas em Cannabis medicinal no Brasil.

Quando as pessoas disseminam a notícia de uma “cura milagrosa”, é preciso ter em mente que este fato, mesmo que bem intencionado, pode prejudicar a indústria. Isso porque as pessoas podem passar a buscar o medicamento como uma solução 100% eficaz e, assim, estarem suscetíveis a golpes.

Esse efeito pode distanciar a medicina e os pesquisadores mais “convencionais, prejudicando o progresso que a medicina vegetal fez nos últimos anos. Estes, por meio de pesquisas e projetos acadêmicos, em parceria com grandes universidades.

Fake news divulgada na internet sobre Cannabis e Coronavírus

Fake news divulgada na internet sobre Cannabis e Coronavírus

A cannabis e o auxílio ao sistema imunológico

Como já se sabe, o grupo de risco dos infectados pelo Covid-19 é bem claro: pessoas maiores de 60 anos. Além disso, enquadram-se, também, os que têm doenças autoimunes, pulmonares, pacientes oncológicos e quem tem problemas com imunidade, em geral.

Primeiro, é importante que se evite o consumo de álcool, fator que influencia na queda da imunidade. Além disso, permanecer ativo enquanto ficamos em casa e adotar uma simples prática de relaxamento ou meditação, para diminuir o estresse, também é uma boa medida.

Comer uma dieta rica em micronutrientes como zinco, vitamina C, flavonóides como a quercetina (presentes nas maçãs e brócolis e…cannabis),  são coisas boas para começar agora, se você ainda não fez.

Além disso, é ideal que nossa melatonina esteja alta. Este é o hormônio do sono, produzido enquanto dormimos. Fundamental para a função imunológica saudável. As práticas de respiração profunda e o riso também podem ter um efeito positivo em nosso sistema imunológico. Assim, você pode se auto-ajudar na quarentena vendo um filme engraçado e dando uma boa gargalhada profunda, para fazer com que os pulmões funcionem enquanto você se isola.

Mesmo se você fizer tudo certo, ainda poderá contrair o coronavírus. Mas a “boa” notícia é que a maioria das pessoas que não pertencem a grupos de alto risco, terão um curso leve de doença e se recuperarão em casa. Algumas pessoas, inclusive, podem até não apresentar nenhum sintoma. Ou, até mesmo, saber que o tiveram. Razão pela qual o distanciamento social é tão importante, uma vez que se pensa que as taxas de transmissão assintomáticas são bastante altas com o Covid-19. A única maneira de se proteger contra o vírus, é o isolamento social. Mantendo-se fora de circulação. E que, quando sair, exerça as devidas precauções.

Fonte Portal Cannabis e Saúde, matéria publicada em 20/03/2020