Pesquisas mostram que a ação dos canabinoides pode controlar os sintomas destas destas cinco enfermidades: Alzheimer, autismo, epilepsia, fibromialgia e Parkinson. Saiba mais

A popularidade da maconha medicinal não é novidade. Desde de 2012, quando existiu o popular caso de Charlotte Figi, garotinha americana com 5 anos de idade, que teve suas crises convulsivas curadas com um óleo rico em CBD, a Cannabis para uso terapêutico deu um importante salto na área da saúde e em outros campos científicos. Hoje a maconha é usada também para o tratamento de outras doenças, com eficiência comprovada. Vamos falar delas?

Alzheimer

O Mal de Alzheimer é definido como uma doença neurodegenerativa com perda progressiva de memória e sintomas cognitivo-comportamentais. Na prática, a pessoa sofre perda de memória, agitação psicológica e motora, depressão, transtornos afetivos com isolamento social, falha no reconhecimento facial e até aumento de agressividade.

Pesquisas indicam que as propriedades do canabidiol tem tido eficiência em casos de Alzheimer. Em laboratório, a substância apresentou capacidade de neurogênese, ou seja, de formar novos neurônios no hipocampo (onde acredita-se que são armazenadas as memórias), no cérebro de ratos. E isso é muito positivo para o tratamento, pois tem potencial de parar a perda progressiva da memória e da cognição.

Uma revisão de estudos publicado em 2019 na Revista Brasileira de Neurologia também demonstrou que o uso de THC e CBD pode proporcionar aumento na diferenciação celular, na expressão de proteínas axonais e sinápticas, além de apresentar efeito neuro restaurador. Isso resulta em maior atividade cerebral no hipocampo, o que facilita com que as memórias não se degenerem na velocidade assustadora da doença. 

Autismo

Nos últimos anos, cientistas têm descoberto similaridades entre o autismo e a epilepsia. Na primeira, o sistema de auto-regulação se desfaz e os neurônios excitatórios se empolgam, gerando uma reação em cadeia que resulta em um fluxo caótico de atividade que pode se manifestar de diversas formas, como no movimento descontrolado dos músculos.

Cientistas acreditam que algo similar possa estar acontecendo na cabeça das pessoas diagnosticadas com autismo. De acordo com a Teoria do Mundo Intenso, do pesquisador Henry Markram, o excesso de ativação neuronal na mente dos autistas gera um ganho extremo de intensidade na percepção dos estímulos sensoriais.

E o sistema endocanabinoide trabalha exatamente nessa regulação da atividade neuronal. Em pacientes com epilepsia, quando a atividade neuronal excessiva ocorre, os endocanabinoides são produzidos em resposta, o que faz a atividade excessiva dos neurônios se tranquilizem, cessando o ataque.

Diante desses fatos e de como o uso de CBD no tratamento de pessoas com epilepsia tem sido um sucesso, o teste com os autistas é uma consequência lógica. Alterações na expressão de receptores canabinoides periféricos foram verificados em pacientes autistas, sugerindo possíveis deficiências na produção e regulação de canabinoides produzidos pelo corpo. Esta hipótese foi confirmada recentemente para a anandamida, um importante endocanabinoide, que é reduzido em pacientes com TEA.

Em um estudo brasileiro publicado na revista científica Fronties in Neuroscience, todos os pacientes que passaram a receber o tratamento com o extrato de CBD tiveram algum tipo de benefício observado pelo uso da Cannabis. Quatorze dos quinze pacientes tiveram 30% de melhora em pelo menos um dos sintomas, sendo que sete deles apresentaram essa melhora em quatro ou mais dos sintomas analisados

Epilepsia

Pesquisas com pacientes epilépticos que tenham feito tratamentos com CBD estão tendo ótimos resultados. Um deles, realizado por pesquisadores da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, envolveu 72 crianças e 60 adultos que não respondiam aos remédios tradicionais.

Eles passaram a tomar Epidiolex, um remédio à base de CBD liberado para controle de convulsões, por pelo menos 12 semanas, com doses progressivamente maiores ao longo das semanas. O resultado foi que a maioria reduziu drasticamente a severidade e a quantidade de convulsões.

Outro estudo mostrou crianças que registravam 70 convulsões a cada 14 dias – cerca de cinco episódios diários. Doze semanas após o início do tratamento com CBD, as crises caíram timidamente: passaram para 69. Porém, após 6 meses, esse número caiu para 43. E, dentro de um ano, as convulsões passaram para apenas 27 vezes a cada duas semanas.

Em 2015, foram avaliados 17 estudos com uso de CBD nesses pacientes e, mais uma vez, as convulsões diminuíram. Em 2018, outros pesquisadores avaliaram seis pesquisas de CBD em pacientes epilépticos. A conclusão: “recentes estudos que incluíram mais de 100 participantes mostraram que o uso de CBD resultou em uma significante redução na frequência de convulsões. 

Fibromialgia

“A experiência de Cannabis para dor talvez seja a melhor experiência médica em termos de eficácia, pelos relatos dos pacientes. É disparada a indicação mais frequente, seja na oncologia ou na esclerose múltipla, para tratar a dor gerada pela doença”, explica o ortopedista Ricardo Ferreira, especialista em coluna e dor.

Ainda que os pacientes relatem melhora com os medicamentos convencionais (analgésicos, opioides e antidepressivos), é a maconha que tem apresentado os melhores resultados em casos de fibromialgia.

Uma pesquisa israelense realizou estudos clínicos para comprovar essa eficácia. Para 50% dos envolvidos, houve um ganho na qualidade de vida e redução nas dores da fibromialgia, e as pacientes abandonaram os medicamentos convencionais. Outros 46% reduziram pela metade a dose desses remédios químicos.

Frases como “voltei a ser a mesma pessoa de antes”, “queria ter recebido esse tratamento quando fui diagnosticado”, e “esse tratamento é milagrosos” impressionaram os pesquisadores. 

Parkinson

A dopamina está relacionada àquela sensação boa de quando conseguimos algo que queremos. Acontece que, em algumas pessoas, principalmente com o passar da idade, esses neurônios começam a morrer. Não se sabe muito bem o que desencadeia essa reação, mas ela atinge cerca de 3,3% dos brasileiros com mais de 65 anos. Porém, de cada dez pacientes, um tem menos de 50 anos. Essa condição é conhecida como Parkinson.

Com limitada produção de dopamina, o cérebro não consegue se comunicar direito com os músculos, e assim começam os tremores, rigidez e lentidão dos movimentos. Por estarem relacionadas também ao chamado sistema de recompensa, causa depressão, irritabilidade e dificuldade para dormir.

Pesquisadores descobriram receptores canabinoides e compostos endocanabinoides em grandes concentrações em áreas cerebrais envolvidas no processamento e execução de movimentos corporais, como, por exemplo, nos gânglios da base, onde se encontra a substância negra. 

Pesquisas em animais e humanos demonstraram que o sistema endocanabinoide passa por alterações neuroquímicas, conforme a Doença de Parkinson evolui. Estudos pré-clínicos também sugerem que, dependendo da fase da doença, os canabinoides podem modular as complexas alterações neuroquímicas causada pela redução dos níveis de dopamina.

Essas mesmas pesquisas sugerem que os canabinoides podem ajudar a combater o Parkinson por suas propriedades antioxidantes, anti-excitotóxicas – que leva à morte dos neurônios e anti-inflamatórias. Os resultados sugerem que tanto a maconha in natura quanto os canabinoides isolados (sintéticos e naturais) são bem tolerados e possuem propriedades terapêuticas para o tratamento de sintomas motores (bradicinesia, rigidez muscular, tremores) e não-motores (sono, humor, ansiedade, psicose, qualidade de vida).

Além de indicar um possível tratamento para pessoas com TEA, os resultados com o CBD são animadores, pois não existe um remédio capaz melhorar a qualidade de vida, habilidades sociais e desenvolvimento cognitivo dos pacientes autistas.

Como descobrir se a Cannabis é realmente eficaz no tratamento dos transtornos do espectro autista (TEA)? Você trata um número de pacientes com o extrato da planta por um período e avalia os resultados. São os chamados testes clínicos, e foi justamente isso que fez um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília.

Durante nove meses, eles acompanharam pacientes ligados à Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (Ama+me), com idades entre 6 e 17 anos, em tratamento com um extrato com alta concentração de canabidiol, 75 vezes maior que a de THC. Dos 18 participantes, três sofriam com crises epilépticas. A pesquisa foi publicada na revista Frontiers in Neuroscience.

Não se sabe ao certo as causas do TEA. Esse nome inclui um amplo grupo de perturbações neurológicas e comportamentais que não são, necessariamente, causadas pelos mesmos motivos. Esses podem ser desde origem genética e hereditária ou em consequência de fatores ambientais que impactam o feto, como infecções, complicações na gravidez, e até estresse.

Nos últimos anos, no entanto, cientistas estão descobrindo que autismo e epilepsia, ambas com diversas causas, têm muito em comum. A epilepsia se dá por um funcionamento anormal dos neurônios. Para funcionar bem, o cérebro conta com neurônios excitatórios e inibitórios. Na prática, um ativa e o outro acalma. Juntos eles equilibram, e fazem com que a informação flua pelo sistema nervoso.

Quando, por algum motivo, esse trabalho de auto-regulação se desfaz, os neurônios excitatórios se empolgam, gerando uma reação em cadeia que resulta em um fluxo caótico de atividade que pode se manifestar de diversas formas, como no movimento descontrolado dos músculos.

Cientistas agora acreditam que algo semelhante pode estar acontecendo na cabeça das pessoas com autismo. De acordo com a Teoria do Mundo Intenso, do pesquisador Henry Markram, o excesso de ativação neuronal na mente de autistas gera um ganho extremo de intensidade na percepção dos estímulos sensoriais.

Outra pesquisadora, Adit Shankardass, encontrou focos cerebrais de atividade epileptiforme em crianças autistas, as quais chamou de hidden seizures” – algo como “convulsão escondida”. Isso tornaria as crianças incapazes de conexões com o mundo exterior, mesmo na ausência de ataques ou convulsões.

E o sistema endocanabinoide trabalha justamente nessa regulação da atividade neuronal. Em pacientes com epilepsia, quando a atividade neuronal excessiva ocorre, endocanabinoides são produzidos em resposta, o que faz a atividade excessiva dos neurônios se tranquilizem, cessando o ataque.

CBD é o caminho lógico

Diante disso, e do sucesso do uso de CBD no tratamento de pessoas com epilepsia, testar em crianças autistas é o caminho lógico. Alterações na expressão de receptores canabinoides periféricos foram verificados em pacientes autistas, sugerindo possíveis deficiências na produção e regulação de canabinoides produzidos pelo corpo. Esta hipótese foi confirmada recentemente para a anandamida, um importante endocanabinoide, que é reduzido em pacientes com TEA.

Assim, os 18 pacientes ligados à Ama+me, com autorização da Anvisa, passaram a receber o tratamento com o extrato de CBD. Seus pais então passaram a preencher mensalmente um formulário em que estimavam o quanto os filhos melhoraram em relação à oito sintomas característicos do autismo: hiperatividade e déficit de atenção, transtornos comportamentais, déficit motor, déficit de autonomia, déficit de comunicação e interação social, problemas cognitivos, distúrbio do sono e convulsões.

Três pais desistiram de tratar seus filhos com Cannabis logo no primeiro mês. Os pesquisadores acreditam que em dois deles, pode haver um agravamento dos sintomas devido à tentativa concomitante e não supervisionada de remover ou reduzir a dosagem de remédios antipsicóticos. O outro pode ter sofrido efeitos adversos da interação dos canabinoides prescritos com outros dois medicamentos psiquiátricos que estavam sendo usados simultaneamente.

Já os demais 15 pacientes, que seguiram o tratamento ao longo dos nove meses (apenas um interrompeu no 6º mês), todos tiveram algum tipo de benefício observado pelo uso da Cannabis. Quatorze pacientes tiveram 30% de melhora em pelo menos um dos sintomas, sendo que sete deles apresentaram essa melhora em quatro ou mais dos sintomas analisados.

A principal melhora foi entre os pacientes com epilepsia, com redução nos episódios. Desordem de sono e crises de comportamento foram outros sintomas que tiveram considerável evolução positiva entre os pacientes.

Além de indicar um possível tratamento para pessoas com TEA – são necessários mais e maiores estudos clínicos para comprovar a eficácia -, os resultados animadores são importantes pois não existe um remédio capaz melhorar a qualidade de vida, habilidades sociais e desenvolvimento cognitivo dos pacientes autistas.

Os medicamentos atuais atacam somente sintomas específicos e são geralmente acompanhadas de efeitos colaterais graves. Nenhum, porém, melhora significativamente a falta de habilidades de interação e comunicação que caracterizam o TEA.

Por outro lado, os extratos de Cannabis provocam somente efeitos colaterais leves e passageiros. No estudo, três apresentaram sonolência e irritabilidade moderada. Houve um caso de diarreia, um de aumento de apetite, um de vermelhidão nos olhos e outro de aumento de temperatura corporal.

Isso indica que apostar no tratamento com extrato de Cannabis é a opção de tratamento mais segura.

Valentina tem Síndrome de Down e autismo. No período mais crítico da condição, se automutilava e não interagia socialmente nem com a família. O canabidiol recuperou o cognitivo da menina, mas foi uma luta árdua da mãe para ter acesso à medicação.

Apesar da condição da Valentina, até os 3 anos de vida, seu desenvolvimento ocorreu dentro do esperado pela mãe, Cristine Palacios, 42. Foi quando começou a apresentar problemas gastrointestinais graves. A comida parecia que não parava nela, levando à repetidas visitas ao hospital.

Enquanto corriam de médico em médico, em meio aos diversos exames, Cristine percebeu que havia algo a mais mudando na Valentina. A criança foi se fechando em seu mundo.

“Qualquer local público, com muito barulho ou informação visual, ela começava a chorar, gritar, se jogar”, lembra.

Crise sensorial

Esta condição é chamada de crise sensorial, uma característica forte do autismo.

“Com o tempo passou a apresentar outras características mais graves. Começou a se automutilar, agredir, se arranhar. Puxar o próprio cabelo. Batia a cabeça no chão, na parede. Vivia com a cabeça roxa, a gente não sabia o que fazer.”

Sua condição de Down dificultava o diagnóstico. Mas, quando seu quadro finalmente foi classificado como autismo severo, chegou junto o tratamento. Os remédios, contudo, em vez de melhorares a Valentina, pioraram.

“Eu falava com o médico e toda vez que contava das crises, ele falava para aumentar a dose”, conta Cristine, que temia as consequências de dar medicamentos como Risperidona para sua filha.

“Toda vez que dava o remédio, sentia que estava matando minha filha. Eu morria por dentro.”

E nada da Valentina melhorar.

“Ela não interagia com ninguém. Nem com a gente! Era como se a gente não existisse. Eu ficava muito triste. Ela tinha um desenvolvimento legal, mas parou. Estava até falando algumas coisas e parou.”

Quando uma de suas terapeutas disse que Valentina estava correndo risco de lesão cerebral irreversível de tanto que batia com a testa nas coisas, sua mãe ficou em desespero. Foi quando recorreu às redes sociais pedindo por alguém que trouxesse uma luz.

Essa luz veio, em forma de recomendação. Dra. Paula Vinha, nutróloga. Indicada por receitar canabidiol para seus pacientes. Ela receitou uma série de vitaminas e probióticos para Valentina, além do óleo com CBD.

“Quando ela me falou, eu pensei: ‘legal, canabidiol. Não é a maconha. Um composto, que vem dos EUA, laboratório, certinho. Vamos testar’”.

Mas não foi tão fácil

“Quando fui ver o preço, caí para traz. Como eu vou bancar isso? Dava uns R$ 4 mil”.

Com a autorização da Anvisa em mãos, conseguiu comprar o maior frasco com CBD isolado para testar.

“Ela começou a usar, e em 20 dias deu uma melhora muito bacana. Teve bastante evolução. Voltou a interagir, fazer passeio com a escola. Começou a ficar dentro da sala de aula. A experimentar as questões pedagógicas. A independência foi melhorando. Cada momento melhorava uma coisa.”

Com três meses de tratamento já estava muito melhor. Com cinco, atingiu o auge. “Só que, depois disso, com o tempo, eu tinha que ficar aumentando a dose, porque percebi
que ela foi regredindo.”

As crises e a auto-agressão voltaram. Mas essa não era a única preocupação.

“Eu e meu marido, a gente já entrou em um mar de dívidas. Cheguei a pegar cartão emprestado. Uma situação financeira bem difícil”, lembra.

“Era sempre uma angústia quando o remédio estava acabando.”

Mas o tratamento não podia parar. Foi aconselhada a tentar o óleo de Cannabis full spectrum, ou seja, o que contém todos os canabinoides presentes originalmente na planta. Começava aí mais um episódio de sua jornada em busca do óleo certo.

Entrou em associações e grupos de Cannabis medicinal que encontrava nas redes sociais.

“Conheci várias mães, vários casos. Li artigos científicos, livros. Aí fui abrindo a minha mente”, conta.

“Eu tinha preconceito. Eu tinha a visão do maconheiro. Eu ficava com medo de dar algo assim para a minha filha. o THC. O CBD eu não tinha medo nenhum de dar.”

Encontrou uma associação. Porém, quando foi ver a composição do óleo, era muito THC para pouco CBD.

“Para essas questões de dor, é legal. Precisa de muito THC, mas não é para todo caso”. Tentou na Abrace Esperança, mas o óleo era muito fraco para a necessidade de Valentina.

Nesse meio tempo, descobriu o Reaja CBD. Um papelzinho que serve como teste químico. Ele contém uma substância que reage com o CBD e fica roxo quando é alta a presença do canabinoide. Testou em todos os óleos que encontrou, mas nenhum apresentava alto teor de CBD.

Foi quando recebeu o contato de uma representante de uma empresa americana que fabrica o óleo full spectrum. O problema, novamente, era o preço.

“Mas eu conversei com ela, e me disse que podia pagar menos e ia me mandar o óleo mesmo assim.”

“Comecei a usar. Dei uma gota. De um dia para o outro, ela ficou super bem. Pensei ‘nossa! Minha filha está de volta!’”.

Fez o teste com o Reaja e “ficou roxo, quase preto”. Foi ver a composição, 80% CBD, 3% de THC, e todos os outros canabinoides possíveis e conhecidos. “A qualidade é incrível. Nunca mais quero deixar de dar esse óleo.”

Faz três meses que Valentina toma o óleo dessa empresa.

“O intestino da minha filha hoje funciona super bem. Eu parei de dar probiótico para ela, que tava até prendendo já”, diz.

“Mas a primeira coisa que percebi foi o cognitivo. Ela ficou mais esperta, apresentar memórias. Querer se comunicar mais.”