Em diversos derivados de CBD, você vai encontrar um selo escrito “testado por laboratório independente”. O que isso quer dizer? Que existe um controle de qualidade comprovado para esse fitoterápico, através de uma análise imparcial do produto. Saiba por que os testes de laboratórios são importantes.

Cada vez mais comuns, os testes de terceiros, feitos de forma imparcial, impulsionam marcas a garantir a qualidade de seus produtos e oferecem mais segurança ao usuário.

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Não existe uma lei que obrigue as marcas hoje disponíveis no mercado passarem por testes de laboratórios que atestam a qualidade, mas a verificação do produto por um outro laboratório gera mais confiança no usuário. É a certeza de que o produto está dentro de especificações que geram segurança no seu uso.

Qualidade alterada

Como não há regulamentação do mercado de produtos de CBD e nem obrigatoriedade de testes, podem haver descuidos na plantação, extração e no processamento que alteram a qualidade do produto final, tais como o cultivo da planta num solo contaminado, a presença de produtos químicos contaminantes, maior quantidade de THC do que o descrito no rótulo e, o mais comum, menos CBD do que o prometido.

Num estudo de 2017, de 84 produtos testados, 70% deles tinha uma quantidade de CBD diferente da descrita no rótulo. Isso significa que o paciente pode não estar recebendo o tratamento correto para o sue problema.

O que precisa ser avaliado nos testes de laboratórios

Existem atributos indispensáveis que devem ser analisados numa amostra:

Perfil canabinoide | É o principal teste de pureza e potência. Ele mede os canabinoides ativos nessa amostra. Os dois principais canabinoides preocupantes são o CBD e o THC. Com o cânhamo industrial, esses níveis precisam estar abaixo de 0,2%, segundo resolução da Anvisa. Além disso, se os níveis de THC forem muito altos, o produto pode se tornar psicoativo.

Terpenos | Criados pelos tricomas das plantas, os terpenos são compostos pequenos e voláteis e fornecem aroma à planta, além de ajudarem na absorção dos canabinoides pelo organismo e terem efeitos terapêuticos auxiliares (relaxantes musculares, sedativos, estimulantes e muitos outros).

Solventes residuais | São utilizados quando os compostos ácidos e os canabinoides são extraídos do material vegetal. O protocolo e um método que assegurem qualidade na extração garantem um produto limpo, sem contaminação.

Hoje em dia, muitos fabricantes usam novas tecnologias que descartam o uso de solvente.

Contaminantes biológicos | Este teste mostra se o vegetal é puro ou contaminado por fungos, parasitas ou bactérias. Se o produto final estiver contagiado, pode desencadear alergias e outros danos no usuário.

Análise de metais pesados | O vegetal faz o processo de biorremediação – qualquer coisa que estiver na terra será absorvida pelas raízes da planta e depois concentrada em seu caule e folhas, tanto nutrientes, quanto metais pesados que podem existir em solos contaminados.

Os quatro grandes contaminantes são arsênico, cádmio, chumbo e mercúrio.

A importância de usar produtos testados

Os testes de laboratório são essenciais, pois não só demonstram integridade e transparência da marca, mas também podem apontar problemas que devem ser resolvidos antes do produto chegar ao consumidor.

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Com a nova resolução de 2019, espera-se uma série de possibilidades de exploração econômica de produtos derivados da Cannabis, como a importação, fabricação e venda. Teremos um aquecimento muito rápido no mercado de canabinoides no país muito em breve, o que por um lado é positivo, mas por outro, sem um controle sobre a qualidade dos produtos, os usuários podem ficar expostos a todo tipo de mercadoria.

Com a aprovação de um laboratório imparcial, que não pertence à marca e que não teria nenhum motivo para camuflar os resultados, o usuário fica menos exposto a produtos de qualidade inferior, contaminados ou que possam causar reações adversas. Portanto, leia sempre o rótulo e compre produtos testados.

Os tipos de testes de laboratórios 

Existem alguns métodos para testar as qualidades descritas anteriormente:

A Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) é uma técnica analítica que pode revelar informações estruturais sobre moléculas orgânicas e inorgânicas. Os núcleos magnéticos de isótopos específicos são alinhados por um forte ímã externo e então perturbados por uma onda de rádio. Essa energia externa aplicada à molécula é absorvida, e o núcleo perturbado é dito “em ressonância”.

A freqüência de ressonância é observada como energia reemitida e está relacionada às relações de identidade, quantidade, posição e relações intra-moleculares, identificando assim a composição da amostra e quantidades de cada um dos compostos.

espectrometria de massa ou teste de MS (Mass Spectometry) é uma técnica analítica na qual moléculas em uma amostra são convertidas em íons em fase gasosa, que são, na sequência, separados no espectrômetro de massas de acordo com sua razão massa (m) sobre a carga (z), m/z. O espectro de massa é um gráfico que mostra a abundância (intensidade) relativa de cada íon que aparece como picos com m/z definidos, assim intensificando os compostos individuais na amostra.

reação em cadeia da polimerase (PCR) é uma técnica rotineira e com custo baixo de laboratório usada para fazer muitas cópias (milhões ou bilhões) de uma região específica do DNA. Ele cruza dados do DNA encontrado na prova com outros padrões conhecidos, para encontrar, por exemplo, bactérias e fungos.

O teste mais utilizado, entretanto, é o CLEA (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência) ou HPLC (High performance liquid chromatography)

A primeira parte deste método é a tecnologia de separação. A segunda parte é a tecnologia de detecção, onde é utilizada luz ultravioleta. Nesse tipo de teste, separam-se moléculas por meio de uma técnica chamada cromatografia.

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Numa primeira fase, a amostra é dissolvida em uma solução solvente (geralmente, etanol). Na segunda fase, chamada de fase estacionária, utiliza-se pressão para separar as moléculas.

Elas saem do tubo de ensaio por um minúsculo orifício. As menores e mais pesadas movem-se primeiro. São analisadas de acordo com seu tamanho e densidade. Conforme saem, passam por um detector de luz UV e também são avaliadas por sua capacidade de absorção da luz. São então comparadas com padrões já computados de canabinoides para determinar a quantidade de cada composto.

Estudo mostrou que a substância extraída da maconha aumenta níveis de peptídeo conhecido por reduzir inflamações no organismo.

Cientistas da Universidade Augusta, nos Estados Unidos, já haviam descoberto que o canabidiol (CBD), substância extraída da Cannabis, pode ajudar a reduzir os danos no pulmão causados pelo coronavírus. E em um novo estudo publicado na quinta-feira (15) pelo Journal of Cellular and Molecular Medicine, os pesquisadores explicam que a substância permite um aumento nos níveis de um peptídeo natural chamado apelina, que reduz inflamações. As informações são da revista Galileu.

A apelina é produzida por células de diversas partes do corpo: coração, cérebro, pulmão, sangue e tecido adiposo. É uma reguladora importante da pressão arterial e inflamação. Quando a pressão fica alta, os níveis de apelina aumentam, ajudando a baixá-la.

Conforme explicam os pesquisadores, o peptídeo supostamente faz o mesmo para ajudar a normalizar os aumentos significativos na inflamação nos pulmões e as dificuldades respiratórias associadas à síndrome de dificuldade respiratória do adulto (SDRA).

“Idealmente, com SDRA, (o nível de apelina) aumentaria em áreas dos pulmões onde é necessário melhorar o fluxo de sangue e oxigênio para compensar e proteger”, explicou Babak Baban, um dos estudiosos, em comunicado à imprensa.

No entanto, durante as observações realizadas pela equipe em roedores, isso não aconteceu: os animais receberem canabidiol.

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“O CBD quase trouxe (o nível do peptídeo) de volta ao normal”, relata Jack Yu, coautor da investigação.

Segundo os pesquisadores, a apelina tem muito em comum com a enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2), que tem papel crucial na infecção das células pelo novo coronavírus. Além de estarem presentes em muitos tipos de tecidos em comum, ambas trabalham juntas para controlar a pressão arterial.

O problema é que o Sars-CoV-2 diminui os níveis de ACE2, reduzindo assim a apelina no organismo. Os pesquisadores ainda não sabem bem como isso acontece, mas a descoberta ajudou a compreender melhor como o CBD produz os efeitos benéficos observados nos camundongos.

Agora, a equipe pretende continuar estudando o mecanismo em humanos para entender se o canabidiol realmente pode ser eficaz contra os estragos causados pelo novo coronavírus.

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Apesar de não prescrito no Brasil para casos de osteoporose, o fitoterápico já é utilizado em outras partes do mundo para esse fim. Um estudo da Universidade de Edinburgh, na Escócia,  mostra que o sistema endocanabinoide é importante na regulação do metabolismo ósseo.

Osteosporose tratada com Cannabis Medicinal

A osteoporose é uma doença que enfraquece gradualmente os ossos e cujo nome se traduz, literalmente, como “ossos porosos”. Afeta 200 milhões de pessoas no mundo e pode ser incapacitante.

A doença aparece quando a formação do osso não é adequada e há deficiência de cálcio e vitaminas ou quando os ossos sofrem um desgaste excessivo. 

Essa deterioração pode ocorrer por alguns fatores: diminuição de hormônios, uso contínuo de alguns tipos de medicamentos, tabagismo, consumo de álcool, existência de algumas doenças específicas, e, finalmente, o desgaste natural.

Osteoporose. O que é a doença

“O osso corresponde à maior porção de tecido conjuntivo do corpo. Contém células que fabricam e mantém a matriz extracelular. Ela está fisiologicamente mineralizada com microcristais de fosfato de cálcio, que possuem carbonato”, explica o Dr. Thiago Bitar Moraes Barros, reumatologista.

Ou seja: os ossos estão preenchidos de cálcio, que os mantém densos e fortes. 

“Durante toda a vida eles se encontram em regeneração constante, como consequência de um processo conhecido como remodelação óssea”, continua.

Quer dizer que o tecido ósseo antigo é continuamente destruído e um novo é formado em seu lugar. A remodelação permite que os tecidos já gastos ou que tenham sofrido lesões sejam trocados por novos e sadios.

Cada parte do corpo tem um tempo diferente de remodelação. Por exemplo: as partes extremas do fêmur são substituídas a cada 4 meses; já os ossos da mão são completamente modificados todo o tempo. Esse processo também permite que o osso sirva como reserva de cálcio para o corpo.

Mas a doença modifica essa ação: “Na osteoporose há uma alteração da sequência de remodelação óssea; a reabsorção óssea é maior que a formação, aumentando a perda de massa óssea e o risco de fratura”, esclarece Bitar.

Por esse motivo, pacientes que têm osteoporose demoram mais para se recuperar de fraturas.

A quem atinge

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), depois dos 50 anos de idade, cerca de 30% das mulheres e 10% dos homens apresentam osteoporose. Geralmente se descobre a doença a partir de uma exame de densitometria óssea, que mede a massa do osso. Muitas vezes o exame é feito após uma fratura.

A densidade óssea aumenta até os 30 anos de idade e posteriormente começa a cair. Entre os 30 e os 80 anos, o cálcio total diminui aproximadamente 20%, porém esta queda é maior nos ossos da coluna, podendo chegar a 60%.

A herança genética determina em 80% o nível máximo de massa óssea que um indivíduo alcança na vida, assim como a taxa de perda da mesma. Pessoas de etnia negra possuem maior densidade óssea, alcançam maior massa óssea e a taxa de perda é menor se comparada com pessoas brancas e asiáticas.

Fraturas e outros sintomas da Osteoporose

A osteoporose provoca 2,4 milhões de fraturas todos os anos no mundo e atinge 10 milhões de brasileiros.

As fraturas, ao mesmo tempo que são um dos piores sintomas, levam ao maior número de diagnósticos, pois geralmente é a partir de um acontecimento atípico como esse que se parte para um exame mais detalhado.

Consequentemente, devido a descalcificação progressiva, que é um dos indicativos da enfermidade, os ossos tornam-se mais frágeis, por isso são mais suscetíveis a quebras. O fato da doença ser mais comum em pessoas de idade avançada aumenta as chances desse tipo de acidente acontecer.

Geralmente, durante uma queda ocorre uma contratura muscular que faz com que a força do impacto seja distribuída por uma superfície maior, o que preserva a segurança dos ossos.

Entretanto, nos idosos, a força muscular e a velocidade de reação estão menores, o que provoca uma alteração neste mecanismo de proteção ao osso, deixando-o mais exposto e sujeito à quebras.

Tipos mais comuns de fraturas

A osteoporose afeta de maneira diferente homens e mulheres, além disso, há ossos com maiores índices de fratura:

  • As fraturas por compressão vertebral acometem 20% das mulheres pós-menopausa
  • As fraturas de bacia aumentam exponencialmente após os 50 anos nas mulheres e 60 nos homens
  • Um terço de todas as mulheres com mais de 80 anos já sofreram uma fratura de bacia
  • São comuns as fraturas das vértebras por compressão, o que leva a problemas de coluna e à diminuição da estatura
  • Os punhos também são facilmente focos de quebras, pois num reflexo, leva-se as mãos a frente do corpo durante a queda. A maior incidência é em mulheres na pós menopausa

Além das fraturas, a enfermidade pode causar dor nas articulações, encurvamento da coluna e diminuição da altura em até três centímetros.

Tratamentos para a Osteoporose

Para quase todos os casos de osteoporose, são indicados atividade física, fisioterapia, vitamina D e medicamentos específicos.

Mas segundo Bitar, “para o tratamento correto da osteoporose é necessário entender o processo de remodelação óssea”. Ele acrescenta que “idealmente a terapia deve diminuir a reabsorção de osso impedindo uma maior perda óssea e aumentar a formação óssea”.

Como não existe um tipo de tratamento que ao mesmo tempo iniba a reabsorção de osso e estimule a formação óssea, geralmente o paciente precisa tomar mais de um remédio.

Posso tratar osteoporose com CBD?

Apesar de não prescrito no Brasil para casos de osteoporose, o fitoterápico já é utilizado em outras partes do mundo para esse fim.

Um estudo de 2010 da Universidade de Edinburgh, na Escócia,  mostra que o sistema endocanabinoide é importante na regulação do metabolismo ósseo.

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Em testes feitos em camundongos com deficiência de CB1 e CB2, os principais receptores canabinoides ativados pela Cannabis medicinal, as cobaias apresentaram osteoporose relacionada com a idade como resultado de formação óssea prejudicada e renovação óssea em desequilíbrio.

Ainda não há comprovação científica de que a Cannabis medicinal possa realmente auxiliar os pacientes de osteoporose, mas acredita-se que, como o CBD estimula os receptores citados, consequentemente pode auxiliar no aumento da taxa de regeneração do novo tecido ósseo.

Outra hipótese é a de que o CBD pode auxiliar na prevenção da enfermidade, combatendo algumas de suas outras causas que não o desgaste natural. Por exemplo,  pode ser usado em alguns casos para desmame de corticoide e analgésicos, como auxiliar para abandono do tabagismo, do vicio no álcool, etc.

De qualquer maneira, se optar pelo uso do CBD para a doença, é importante ter um acompanhamento médico e seguir os demais protocolos de tratamento à risca.

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Matéria previamente publicada no Portal Cannabis & Saúde no link: https://www.cannabisesaude.com.br/cannabis-medicinal-no-tratamento-de-osteoporose/

Pesquisadores do Hospital Sírio Libanês e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo publicaram artigo no periódico internacional Frontiers em Oncology revelando que a planta pode ajudar diversas condições clínicas em pacientes com a doença.

A principal função do uso da Cannabis no tratamento do paciente oncológico está em ajudar no manejo da dor, no controle de efeitos colaterais da quimioterapia, como náusea e vômitos, e controlar a ansiedade e a depressão.

A pesquisa, porém, está em um contexto que estuda o efeito da Cannabis também em doenças neuro degenerativas, auto-imunes, no câncer, nas epilepsias e epilepsias refratárias, no autismo, nas doenças gastrointestinais, na ansiedade, nos distúrbios do sono, na depressão, na recuperação muscular em atletas, na cicatrização óssea relacionada à fraturas e osteoporose, e dores crônicas.

Trata-se de um estudo de caso em que dois pacientes que foram submetidos à quimiorradiação, seguido por um regime de múltiplas drogas (procarbazina, lomustina e vincristina) associado ao canabidiol (CBD).

CLIQUE AQUI e Leia também a matéria Cannabis traz qualidade de vida e economia ao paciente de câncer, destaca oncologista Cid Gusmão.

Ambos os pacientes apresentaram respostas clínicas e de imagem satisfatórias em avaliações periódicas, com aspectos não comumente observados em pacientes tratados apenas com modalidades convencionais.

Um dos pacientes apresentou um quadro exacerbado de pseudoprogressão precoce (PSD), avaliada por ressonância magnética (RM), que foi resolvido em um curto período. O outro apresentou uma acentuada
remissão de áreas alteradas em comparação com os exames pós-operatórios avaliados por ressonância magnética.

Essa observação pode realçar o efeito potencial do CBD em melhorar as respostas à quimiorradiação que afetam a sobrevida. Os pesquisadores, no entanto, alertam que novas pesquisas com mais pacientes e análises moleculares críticas devem ser realizadas.

Os autores do estudo são Paula B. Dall’Stella, Marcos F. L. Docema, Marcos V. C. Maldaun e  Olavo Feher, do Departamento de Neuro Oncologia do Hospital Sírio Libanês e Carmen L. P. Lancellotti, do Departamento de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Para os cientistas, a relação do câncer na melhora do quadro dos pacientes está relacionada ao sistema endocanabinoide, que possui um papel importante em diversas reações bioquímicas do corpo humano. Ele está intimamente relacionado ao nosso processo de homeostase, ou seja, nosso equilíbrio interno. O sistema endocanabinoide é constituído pelos receptores canabinoides, chamados CB1 e CB2, os seus ligantes endógenos, os endocanabinoides e as proteínas envolvidas na sua síntese e degradação.

É como se esse sistema fosse uma comunicação entre o cérebro e o corpo humano. Está envolvido em vários processos fisiológicos, como a modulação de todos os eixos endócrinos, da dor, a regulação da atividade motora, o controle de processos cognitivos, a modulação da resposta inflamatória e imunológica. Além disso, promove ação anti-proliferativa em células tumorais, controle do sistema cardiovascular, entre outros.

Também desempenha também um papel extremamente importante da modulação do apetite, ingestão alimentar e balanço energético, e em órgãos periféricos como o tecido adiposo, fígado, músculo esquelético e trato gastrointestinal.

Fonte:
http://www.fcmsantacasasp.edu.br/wp-content/uploads/2019/02/CASE-REPORT-CLINICAL-OUTCOME-AND-IMAGE-RESPONSE-OF-TWO-PATIENTS-WITH-SECONDARY-HIGH-GRADE-GLIOMA-TREATED-WITH-CHEMORADIATION-PCV-AND-CANNABIDIOL.pdf

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No Dia das Crianças um pool de empresas se reuniram para beneficiar meninos e meninas sem condições econômicas para realizarem o tratamento canabinoide.

Para inaugurar o setor infantil, nesta segunda-feira, 12 de outubro, a unidade paulista do CEC (Centro de Excelência Canabinoide), abre a clínica, batizada de 4Kids, com uma ação especial gratuita.

Ao todo serão beneficiadas dez crianças carentes e que possuem doenças como epilepsia refratária, paralisia cerebral, autismo, TDAH (hiperatividade e déficit de atenção) e Síndrome de West (espasmos infantis).

Leia também: Medicamentos com alto grau de THC chegam com exclusividade ao Brasil

São patologias estas que reagem muito bem com o uso do CBD (Canabidiol), por ser um produto com ação anticonvulsivante. As crianças foram previamente selecionadas e muito em breve passarão pelos primeiros atendimentos, feitos diretamente pelo diretor técnico da Clínica, Dr. Pedro Pierro, neurologista e precursor no tratamento com Cannabis medicinal no Brasil.

O processo abrange ainda acesso ao SAC 24 horas para suporte pós-consulta. Além disso, receberão tratamento gratuito durante seis meses, incluindo acompanhamento clínico e os medicamentos. As famílias também contarão com suporte jurídico para buscar acesso continuado ao canabidiol.

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Ao todo seis empresas doaram o tratamento completo para as crianças, são elas: Central Pharma, Terra Cannabis, Korasana, Carmen´s Medical, CanTeraMed uma empresa do grupo OnixCann, The Human´s Secret´s e do Pacto Global das Organizações das Nações Unidas.

Leia matéria à respeito na Folha de São Paulo. CLIQUE AQUI.

Setor empresarial vê grande potencial de negócios a partir da permissão do cultivo e beneficiamento da Cannabis para fins industriais, com a criação de indústria totalmente nova, com vários players

Matéria previamente publicada no site Sechat https://sechat.com.br/cannabis-medicinal-e-canhamo-poderao-gerar-us-3-bi-em-investimentos/

Jaime Ozi, da OnixCann, e Werner Buff, da Verdemed, estão otimistas com os resultados que a aprovação do PL 399/2015 deverá gerar.
Jaime Ozi, da OnixCann, e Werner Buff, da Verdemed, estão otimistas com os resultados que a aprovação do PL 399/2015 deverá gerar

Os desdobramentos que podem surgir a partir da aprovação e sanção do projeto de lei que irá regulamentar o cultivo, processamento, pesquisa, produção e comercialização de produtos à base de Cannabis para fins medicinais e industriais são diversos, e em vários setores. O principal deles, obviamente, é na área da saúde. Os pacientes que utilizam o CBD para tratamentos terão o acesso facilitado aos produtos. Além disso, deverá haver melhorias na diversificação da produção e na redução nos custos, já que o cultivo e o beneficiamento poderão ser feitos no Brasil. 

Em segundo lugar, mas não menos relevante, até pela difícil situação econômica que o país enfrenta, está o desenvolvimento de novos negócios e a atração de investimentos externos. Se aprovado o projeto, o Brasil estará se inserindo num novo e promissor mercado mundial, tendo condições de se destacar como um dos principais expoentes, tendo competência e capacidade para desenvolver a Cannabis medicinal e as operações industriais a partir do cânhamo. 

A expectativa é que apenas nos três primeiros anos, os negócios propiciados pelo segmento possam atrair investimentos de pelo menos 3 bilhões de dólares. “O Brasil é um forte candidato para captar esses recursos, principalmente pelas condições de plantio que se tem aqui”, aponta Jaime Ozi, sócio e vice-presidente de Negócios da OnixCann, empresa voltada à produção de Cannabis medicinal. “Em nosso país, não temos problema com calor ou frio, há uma exposição solar bastante interessante ao longo do ano, e as restrições de terreno são pequenas. Temos abundância de água e um know-how agrícola invejável, com instituições como a Embrapa. Então, o Brasil tem, em todos os aspectos, condições de liderar esse processo.”

Ozi destaca que o principal avanço que traz o PL 399/2015 é no regramento para o cultivo e suas variantes, algo que ficou fora da norma RDC 327 da Anvisa, que criou a categoria especial de produtos para o Cannabis medicinal. “Isso traz ao Brasil a possibilidade de ter uma nova economia por meio do plantio da Cannabis, não só da planta mas também do cânhamo”, diz. “O estudo liderado pelos deputados (Luciano) Ducci e (Paulo) Teixeira foi a fundo na questão. Eles visitaram países como Colômbia, Uruguai e Canadá e levantaram na prática quais são as principais questões ligadas ao produto.”

Ele considera que haverá um grande desenvolvimento do setor medicinal, mas outras áreas como a da indústria cosmética e da alimentícia também serão altamente beneficiadas, uma vez que os setores passarão a ter acesso, por meio da semente da Cannabis, a uma proteína de altíssima qualidade, rica em ômegas 3 e 6. Assim, haverá produtos disponíveis em áreas que não existem atualmente pelo fato de o cultivo ser proibido. “O pouco que existe hoje (no mercado) é importado. Agora teremos a possibilidade de ter uma indústria local se desenvolvendo.” 

Jaime Ozi, da OnixCann, diz que Brasil terá a possibilidade de ter uma nova economia, com produtos de qualidade e alto valor agregado (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Ele prevê que se o processo de liberação e plantio da Cannabis medicinal e do cânhamo for bem desenvolvido, possibilitará o desenvolvimento de uma agricultura familiar com alto valor agregado. Isso deverá gerar de um lado emprego, e de outro impostos para o governo. “Haverá um forte impacto social na geração de emprego e na maior fixação dos trabalhadores no campo”, destaca ele, lembrando que atualmente há um problema de baixa capacidade de valor agregado na produção agrícola em culturas de larga escala como soja e milho. Isso será diferente no caso da Cannabis. “Com pequenas áreas na agricultura familiar, vamos produzir um produto de alta qualidade e de valor agregado.”

Já para Werner Buff, advogado especialista em direito empresarial e chefe de assuntos legais da Verdemed, a aprovação e sanção do PL 399/2015 irá mudar não só o consumo e modo de acesso a produtos de saúde por parte dos pacientes que necessitam desses tratamentos, mas também no modo como a indústria se comporta. “Será criada uma indústria totalmente nova, com vários players”, projeta. 

Para Werner Buff, da Verdemed, haverá mudanças no consumo, no modo de acesso a produtos de saúde e também na forma como a indústria se comporta (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Na união europeia o cultivo da Cannabis já é regulamentado. Os EUA têm uma regulamentação por estado e caminham para uma regulação federal. Todos os países da América Latina têm regulamentações, onde já há uma indústria relativamente madura acontecendo. “Estaremos inseridos num mercado que já é global, que existe em diversos lugares, em diferentes níveis de maturidade. Isso permitirá que o Brasil possa fazer negócios com outros países, seja exportando matéria prima, seja exportando ou importando produtos semiacabados ou acabados, entrando nessa cadeia global da Cannabis medicinal.”

Buff elogiou a condução dos deputados Luciano Ducci (PSB/RS) e Paulo Teixeira (PT/SP) na formulação do substitutivo ao projeto 399/2015, respectivamente relator e presidente da Comissão Especial sobre Medicamentos Formulados com Cannabis, por terem ouvido todos os atores envolvidos no tema, como a indústria de modo geral –  incluindo a farmacêutica e a industrial -, os pacientes e os consumidores. “É um projeto muito centrado e equilibrado. Acho que para o momento que vivemos, é um projeto bastante redondo para as necessidades do Brasil e dos pacientes que consomem esses produtos. O presidente e o relator fizeram um trabalho espetacular.”

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Em entrevista, o fundador da CiiTECH, Clifton Flack, fala das pesquisas feitas pela empresa em conjunto com a Universidade Hebraica de Jerusalém e da PROVACAN, que chega ao Brasil pela OnixCann.

Redação Cannabis & Saúde – matéria previamente postada em https://www.cannabisesaude.com.br/clifton-flack-cannabis-obesidade-diabetes/

O britânico Clifton Flack entrou no mercado de Cannabis em 2014, trazendo consigo 25 anos de experiência em marketing corporativo e para consumidores. Flack ajudou a criar a CannaTech, a Conferência Internacional sobre inovação e investimento em Cannabis medicinal. Em 2017, Flack observou os desafios regulatórios do mercado e decidiu fundar sua segunda empresa de Cannabis, a CiiTECH, com foco na indústria de CBD regulada por suplementos alimentares no Reino Unido.

Cannabis & Saúde: Fale da sua carreira e sua trajetória até fundar a CiiTECH.

Clifton Flack: Antes da CiiTECH, fui co-fundador da CannaTech / Israel-Cannabis, que é um dos líderes em eventos de Cannabis medicinal e ecossistemas em inovação. Tendo sido empreendedor por um longo período, sabia que era importante ser parte de um movimento na direção de uma indústria propriamente regulamentada. Antes da Cannabis, eu passei alguns anos na McCann Erickson, uma agência de publicidade mundial, gerenciando algumas das marcas internacionais mais importantes. Direcionar a carreira para o mercado da Cannabis medicinal me permitiu o benefício de entender o processo de construir produtos de qualidade com o suporte de uma marca que os consumidores e pacientes podem confiar.

C&S: O que é a CiiTECH e o que a empresa oferece?

CF: A CiiTECH nasceu da necessidade de acelerar o acesso aos canabinóides. Em muitos países, o Brasil incluso, o governo foi lento ao estabelecer reformas e permitir que indústrias se desenvolvessem e crescessem. Quem perdeu foram os pacientes e pessoas de todas as idades para as quais o acesso à Cannabis foi muito restrito.

A CiiTECH foi criada há três anos para atender pacientes que precisavam de Cannabis não psicoativa. A lógica foi a de que nem todas as indicações precisam de THC, porque a verdade é que, na época, o THC estava impedindo um maior acesso regulamentado. Nossa missão primordial nas nossas atividades é o entendimento continuado e revelador do potencial dos tratamentos canabinóides, que é o que permeia nosso comprometimento ao investimento em pesquisas clínicas. 

Nós criamos o Provacan para ser o primeiro produto de CBD derivado do cânhamo, pronto para ser comercializado como um remédio de Cannabis medicinal em alguns lugares. 

C&S: Os produtos Provacan são importados no Brasil pela CanTera. Quais são os principais benefícios e diferenciais dos produtos?

CF: Todos os produtos foram pensados para os usuários. Nós temos acesso aos melhores cientistas do mundo, e profissionais médicos em Israel que trabalham em parceria conosco para criar produtos confiáveis e eficazes. Todos os produtos Provacan disponíveis no Brasil têm sido usado por consumidores no Reino Unido por três anos. Nossos clientes são fiéis e nos dão o feedback de como podemos melhorar nossos produtos em termos de formulação e de marca para assegurar o sucesso no uso.

Parceria com os melhores especialistas

C&S: Como é a parceria com a Hebrew University of Jerusalem e qual é o foco? 

CF: Em 2017, começamos a busca por um parceiro em Israel. Selecionamos a Hebrew University por vários motivos. Primeiro por ser a casa do professor Mechoulan e, subsequentemente, ter a maior quantidade de experts em Cannabis medicinal numa única instituição.  A universidade acabou de lançar o Multidisciplinary Center on Cannabinoid Research (Centro Multidisciplinar em Pesquisa Canabinóide), que a CiiTECH foi uma das primeiras empresas a apoiar. Um dos principais objetivos é fomentar colaborações entre os laboratórios participantes e vários outros grupos estabelecidos pelo mundo que estejam conduzindo pesquisas com canabinóides, endocanabinóides e Cannabis medicinal.

C&S: A CiiTECH tem duas linhas de pesquisas com a Hebrew University of Jerusalem. Por favor, fale sobre o Projeto 1.

CF: Cannabis R&D Project 1 – um estudo para identificar o possível efeito inibidor de um derivado do CBD em inflamações do trato respiratório / asma.

Nós começamos este estudo com o professor Mechoulam e professor Levi-Shaffer para investigar o potencial uso do CBD para tratar asma e outras COPD (grupo de doenças pulmonares que bloqueiam o uso do ar e dificultam a respiração). O interesse era o uso do composto sintético ácido éster metil canabidiólico criado pelo professor Mechoulan. Esse empolgante composto é difícil de isolar e trabalhar nos estudos botânicos, e tem potencial de entregar resultados interessantes.

C&S: Por favor fale sobre o segundo projeto.

CF: CANNABIS R&D PROJECT 2 – um estudo do efeito terapêutico do CBD para obesidade induzida pela NAFLD (gordura no fígado não alcoólico).

Liderado pelo Dr. Yossi Tam, chefe do Obesity and Metabolism no Hadassah Hospital em Jerusalém, este estudo feito com dois canabinóides isolados revelou os mecanismos genéticos de como o corpo humano absorve e processa gordura. Obesidade e diabetes matam milhões todos os anos com quase nenhum tratamento efetivo. Nós acreditamos que nesse estudo, tivemos uma revelação tecnológica que tem potencial para tratar as doenças que mais matam, a obesidade e o diabetes tipo 2.

C&S: O quão importante é a Cannabis para os tratamentos de doenças? E para quais?

CF: Potencialmente, a Cannabis pode abrir uma vasta gama de tratamentos efetivos para algumas das doenças mais prevalentes. Entretanto, há muito trabalho a ser feito para provar a segurança e eficácia. Agindo junto ao sistema endocanabinóide, a Cannabis tem potencial de garantir biodisponibilidade em quase qualquer e toda parte do corpo humano, física e psicologicamente.

Hoje nós vemos três caminhos para o acesso às terapias canabinóides. O primeiro é farmacêutico (Epidiolex, Sativex, Marinol), um longo e caro processo com muitas limitações na prescrição, variação na formulação e acesso fácil aos pacientes. O segundo, onde produtos onde a Cannabis medicinal natural, produzida sob condições GMP (Good Manufacturing Practices ou Boas Práticas de Manufatura) podem ser inclusas ou agregadas aos sistemas de saúde. A terceira são suplementos alimentares e cosméticos, onde produtos de consumo com baixos teores de Cannabis podem ser vendidos sem riscos para a saúde. 

Entre esses três caminhos, eu acredito que o futuro da Cannabis como terapia será difundido, regulado e acessível a todos. 

Cannabis no Brasil

C&S: O que o senhor acredita que o Brasil deveria fazer em termos de legislação para ter um mercado similar ao europeu, em particular o Reino Unido?

CF: Eu acredito que o passo sensível é seguir um dos 3 caminhos que mencionei. Cannabis farmacêutica: bem estabelecida mas limitada por orçamento e tempo de chegada ao mercado.

Cannabis terapêutica: prescrita por médicos sob uso compassivo e sanitário. Permitindo a supervisão de produtos não farmacêuticos pela indústria de cuidados pessoais.

Suplementos alimentares: baixas concentrações, não psicoativos e sem riscos para a saúde. Disponíveis em farmácias, lojas de produtos saudáveis, mercados e postos de gasolina.

C&S: Como o senhor vê o mercado brasileiro de Cannabis medicinal? Quais as nossas fortalezas e fraquezas?

CF: O Brasil tem uma oportunidade fantástica para se tornar o líder latino americano do setor. Adotando o uso compassivo, a Anvisa permitiu que seus profissionais médicos descubram, aprendam e se envolvam com a Cannabis de uma forma que seria impossível em outros países. O tamanho e a força do país permite que ele não só lidere em uso, mas mais importante, na produção local de uma grande variedade de produtos para a região.

C&S: Quais são os planos da CiiTECH para o futuro do segmento da Cannabis?  O que podemos esperar?

CF: Estamos sempre procurando melhorar a efetividade de nossos produtos e o tamanho do nosso alcance. Os canabinoides podem ser usado em tantos cenários, que hoje é nosso maior desafio não é a fórmula, mas o mecanismo de entrega para transportar o princípio ativo para o lugar de destino. Então, espere da CiiTECH mais em termos de equipamentos médicos e mecanismos de entrega inovadores. 

C&S: Na sua visão, qual foi a importância do Cannabis Medical Summit para o mercado de Cannabis medicinal no Brasil?

CF: Eu acredito que foi um dos mais importantes congressos da indústria. O programa de Cannabis medicinal brasileiro está expandindo num momento em que, por conta da Covi-19, o acesso dos pacientes a médicos foi severamente limitado, o que leva a um potencial efeito cascata em doenças no futuro.

Esse evento conectando médicos e pacientes via telemedicina traz importante inovação para o mundo da saúde. Tratar pacientes remotamente pode ser parte do novo normal, assim como este evento, e seu acontecimento pode ser crucial em garantir uma saúde positiva e bem estar do Brasil e seu povo. 

C&S: Que mensagem quer deixar para os mais de 22 mil inscritos no Medical Cannabis Summit?

CF: Seja forte, seja esperto. Por um número de anos, a Cannabis abriu os olhos de milhões de pessoas pelo mundo para o fato de que um novo modelo de saúde pode estar surgindo. Tanto para tratamentos como para prevenção, a Cannabis está mudando a vida das pessoas. Hoje, mais do que nunca, com a preocupação com a pandemia, nós precisamos colocar nossa saúde em primeiro lugar, da forma mais segura que pudermos. 

Espero que nossos produtos continuem a trazer alívio para nossos amigos no Brasil e, tanto eu quanto meu time estamos ansiosos para visitar seu país e aprender mais sobre sua incrível cultura e futuras necessidades em saúde.

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Empresa líder mundial em cannabis, CiiTECH, orgulha-se em anunciar que será o patrocinador Diamond da primeira edição do Medical Cannabis Summit, no Brasil. O evento será realizado pela empresa brasileira OnixCann, healthtech do ecossistema de cannabis medicinal, e o patrocínio deste evento singular dará à CiiTECH uma exposição mais ampla nos mercados sul-americanos.

Em dezembro de 2019, a Agência Brasileira de Regulamentação Sanitária (Anvisa) divulgou novas diretrizes em torno da prescrição e comercialização de cannabis medicinal.

Esta nova regulamentação no Brasil, acarretou uma transformação na dinâmica da indústria da cannabis medicinal no país e permitiu que empresas, como a OnixCann, ampliassem sua atuação.

No próximo mês, de 10 à 14 de agosto, a OnixCann está realizando o Medical Cannabis Summit, um evento inovador e singular, e a CiiTECH, estará patrocinando este evento. Juntando-se à representatividade da CiiTECH ao evento estará o Professor Mechoulam, líder e pioneiro na pesquisa de cannabis.

Conheça a CiiTECH

A CiiTECH, com sede em Israel, concentra-se em fornecer ao mundo, produtos e marcas inovadoras de cannabis com base científica, especificamente projetados para atender à crescente demanda dos consumidores, enquanto busca novas pesquisas para criar os produtos de cannabis mais respeitados e confiáveis do mercado.

O evento foi desenvolvido para promover os benefícios da cannabis medicinal tanto para médicos, como para pacientes em todo o Brasil.

Entenda o porque

Uma pesquisa recente da The New Frontier revelou que há uma estimativa de quatro milhões de pacientes no país que poderiam se beneficiar do tratamento canabinoide. Mas, atualmente apenas 0,2% dos médicos habilitados ao exercício da profissão no Brasil estão prescrevendo produtos derivados da cannabis.

E, para promover um debate entorno da medicina canabinoide o Medical Cannabis Summit irá:

  • Trazer informações de qualidade para os participantes. E, reduzir os preconceitos contra o tratamento e os produtos à base de cannabis;
  • Explorar doenças críticas, como o autismo, epilepsia, dor, doenças raras, insônia, depressão, stress, ansiedade, dentre outras. Incluindo como a cannabis medicinal pode ser usada para tratá-las;
  • Introduzir o módulo técnico de debate da Fitoterapia, bem como, proporcionar uma melhor compreensão desses produtos;
  • E, por fim, destacar as questões legais e regulamentares do país.

Um 2020 especial para a CiiTECH

Patrocinar o evento é outro destaque de um 2020 forte para a CiiTECH, como a empresa anunciou em maio, que tinha desenvolvido, pendente de patente, uma nova tecnologia revolucionária que foi desenvolvida em conjunto com Yossi Tam e a Universidade Hebraica de Jerusalém e que tem o potencial para tratar doenças hepáticas gordurosas não-alcoólicas (NAFLD), obesidade, além de uma série de outros distúrbios metabólicos.

O Medical Cannabis Summit patrocinada pela CiiTECH será totalmente online e gratuita para todos os inscritos.

Clifton Flack da CiiTECH acrescentou: “Estamos incrivelmente entusiasmados por ser o patrocinador Diamond da Medical Cannabis Summit. Porque o uso da cannabis terapêutica está em ascensão no Brasil, e estamos ansiosos para poder compartilhar nosso conhecimento e experiência na indústria, ajudando assim médicos e pacientes a entender o uso da cannabis e todos os benefícios que ela tem a oferecer”.

https://ciitech.co.il/ | https://ciitechlabs.co.il/

Para solicitações da imprensa, contatar: paulg@ciitech.co.uk

Organizado pela healthtech de Cannabis Medicinal CanTera, empresa do grupo OnixCann, e com objetivo de trazer informação qualificada sobre medicina canabinoide e saúde mental durante a Covid-19, Marcelo Moura, Executivo, Palestrante e especialista em inovação, conversou com o Dr. Wilson Lessa  e o Dr. Cristiano Fernandes  nessa edição gratuita do Webinário Saúde Mental e Cannabis Medicinal em tempos de coronavírus.

Dr. Lessa é psiquiatra, professor da Universidade Federal de Roraima, diretor científico da Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis e membro da Society of Cannabis Clinicians (SCC) e da International Cannabinoid Research Society (ICRS) e também diretor da Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis.

O Dr. Cristiano é co-responsável pela compilação dos prontuários médicos para tratamento e pesquisa envolvendo Cannabis Medicinal na CanTera, é médico graduado pela Universidade Federal de Uberlândia (1999), com mestrado em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia (2002), residência médica no Hospital Ipiranga (2004), Hematologia e Hemoterapia pela Faculdade de Medicina do ABC (2006). Membro da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), do Comitê de Ética Médica do Hospital Nove de Julho e hematologists no CCC, com extensa experiência e foco em neoplasmas hematológicos (Leucemia, Linfomas e Mielomas).

Os médicos iniciaram o Webinário explicando a dificuldade que todos nós estamos enfrentando nesse momento desconhecido. A incerteza de futuro, solidão, sensação de impotência, o risco de ficar sem renda e a perda de familiares e amigos podem desencadear efeitos colaterais como: insônia, ansiedade, estresse e depressão.

Lembrando que a classe médica e todos os profissionais de saúde  também estão  trabalhando no limite da saúde mental durante a Covid-19. Além, de pertencer ao grupo de maior exposição ao vírus, uma das tarefas mais difíceis, talvez seja providenciar a despedida dos familiares que perderam a vida para a pandemia.

O canabidiol é um aliado no combate a toda essa ansiedade que a Covid-19 está proporcionando, porém ainda pouco discutido. A Cannabis tem propriedades ansiolíticas comprovadas e resultados positivos em pacientes com problemas psicológicos, como depressão e transtorno de estresse pós-traumático. 

Enquanto não se descobre uma vacina ou droga de eficácia comprovada contra o coronavírus, o isolamento social ainda será a melhor metodologia para evitar o contágio e disseminação do vírus.

Ao longo do Webinário Dr. Lessa e o Dr. Cristiano responderam algumas questões relevantes, levantamos abaixo alguns dos principais tópicos discutidos.

Como manter a saúde mental durante o isolamento? (14’59”)

Dr. Lessa explica que, considerando as pessoas que estão cumprindo o isolamento em casa, crianças, jovens, adultos e idosos. As crianças, o ideal é que mantenham as atividades seguindo sua rotina “normal”, não está indo para a escola, tudo bem, mas pode fazer as atividades online. “É interessante inclusive colocar a camiseta do uniforme da escola”, comenta Dr. Lessa, para não perder a essência da rotina. “A rotina de certa forma alivia nossa ansiedade, traz uma sensação de segurança”, complementa.

“É importante que as pessoas em casa conversem”, Dr. Lessa explica que quando você usa sua casa apenas para dormir, trabalhando o dia inteiro fora, é uma coisa. A realidade da convivência diária precisa ser trabalhada, gera estresse, é preciso determinar espaços e horários, dialogar, buscar saídas para tornar a convivência mais leve.

Fazer exercícios físicos é muito importante. Muitos podem ser feitos dentro de casa. Inclusive existem várias aulas disponíveis na internet. Se for fazer na rua, mantenha a distância de 3 a 5 metros de outras pessoas.

É importante que as pessoas tomem sol, na janela, no quintal, se puder fazer isso, ajuda muito a manter a saúde em dia. “É você tentar “driblar” o momento, claro, respeitando as determinações estabelecidas, para manter a sensação de bem-estar.”

Mantenha uma rotina de leituras, assista série, filmes, mas não veja tudo de uma vez, isso é uma tendência do isolamento. Também não exagere na alimentação, é um dos reflexos da ansiedade. O ser-humano tem uma tendência pela compulsividade, e nesse momento isso pode ser potencializado.

Qual o impacto desse cenário na vida dos médicos e profissionais de saúde? (24’05”)

Dr. Cristiano Fernandes comentou que essa situação é bastante próxima do Transtorno de estresse pós-traumático. Os profissionais da saúde estão lidando diretamente com um medo diário, todos os dias você tem conhecimento de um colega que testou positivo, o médico fica com um medo constante na sua cabeça: “quando é que esse raio vai acertar em mim?”, todos os dias você vai para o trabalho pensando: “hoje é o meu dia, hoje vou testar positivo.”

“Hoje você ter o IgG Positivo virou uma questão de status entre os médicos”, explica Dr. Cristiano, “o status estou curado, estou protegido”, e ainda não é nada garantido. A própria Organização Mundial da Saúde ainda não considera o IgG Positivo uma garantia de segurança, existem relatos em Literaturas de Infecção, são basicamente 2 Sorotipos para o Covid-19, ou SarsCov2: o Sorotipo L e o Sorotipo H. Ainda não existe certeza de que esse título protetor adquirido pode proteger contra os dois Sorotipos (L e H), e principalmente, se é uma proteção prolongada e definitiva.

“A experiência de estar na linha de frente com pacientes com Covid-19 é uma sensação que muitos médicos vivenciam de forma intensa, tem crise de pânico, crise de ansiedade, sudorese nas mãos, descontrole emocional, você percebe que o profissional fica mais agressivo. Acredito que quem está na linha de frente se comporte muito próximo ao Transtorno de estresse pós-traumático, e quem está em casa tenha mais ansiedade, depressão, de acordo com o quadro endógeno de cada um”, explica Dr. Cristiano.

“E isso tem tudo a ver com a Cannabis. Um dos nossos endocanabinóides principais é a Anandamida, responsável por essa sensação de bem-estar, o desequilíbrio dos endocanabinóides leva a uma piora do quadro emocional”, complementa Dr. Cristiano.

Quais os impactos desse cenário de reclusão na vida dos pacientes que sofrem com PTSD, ansiedade, stress? (35’00”)

Dr. Lessa diz que boa parte desses pacientes pioram nessas situações, “a gente vê claramente que o suicídio diminui bastante, por conta do sentimento de sobrevivência que a gente tem. Agora, a ansiedade, os transtornos, obsessões com sujeira, compulsão por organização, essas patologias aumentam muito nesse momento.”

Dr. Wilson Lessa também revelou que está recebendo em seu consultório pessoas que nunca tiveram quadros de ansiedade e que estão desenvolvendo essa condição recentemente, “porque deixaram de fazer coisas que eram atenuantes do stress diário”.

Pacientes que não tinham determinada patologia, passaram a ter por outros motivos. “Eu atendo um paciente, idoso, faz mais de 5 anos, o prazer dele é ficar com os netos, e agora ele não pode mais fazer isso, o paciente vem apresentando um quadro de depressão crescente. Muitas vezes vou na casa dos pacientes, para eles não precisarem sair, este paciente sempre faz questão de ir ao consultório, para não se sentir ainda mais isolado”.

“Crianças autistas que fazem atividades na escola, na fonoaudiologia, agora precisam ficar em casa. Isso aumenta o estresse das mães também, é uma cadeia de situações que agravam tudo que a gente está passando, e a gente pode aprender muito com tudo isso”, explica Dr. Lessa. O Brasil tem uma característica muito forte de solidariedade, pessoas que se prontificam a ajudar outras que estão passando necessidade, isso motiva a gente, finaliza.

“Com relação à ansiedade, depressão, a Cannabis pode ajudar muito. A gente sabe fisiologicamente que o THC, a molécula psicoativa mais conhecida, em doses muito baixas, abaixo de 2,5 mg, tem uma atividade ansiolítica importante, uma preferência em fazer uma diminuição do disparo de neurônios do glutamato, que é um neurônio excitatório.

Em doses baixas, o THC diminui o disparo do glutamato; porém em doses altas, a gente tem o sistema GABA, que é o sistema inibitório, e ele acaba inibindo a inibição. Quer dizer, em dosagens maiores, ele tem ação ansiogênica, aumenta a ansiedade.

O canabidiol, por sua vez, por ter uma ação indireta, por aumentar os endocanabinóides, tem uma ação antagonista do receptor 5-HT1A, que é o receptor da serotonina. Fazendo esse antagonismo, ele tem uma ação ansiolítica muito significativa. Ele reduz a ansiedade. Isso já tem modelos pré-clínicos e em seres humanos também. Para ansiedade, O CBD é uma das principais medicações. O THC tem usos em alguns casos, mas o CBD é o ideal”, explica Dr. Lessa.

Qual a relação e o impacto deste momento com a Medicina canabinoide? (43’54”)

Dr. Cristiano respondeu que existe uma questão sobre a imunologia e a Cannabis Medicinal, mas existe muita controversa e muita fantasia. “É muito difícil avaliar o sistema imunológico de um indivíduo, a gente possui muito poucas doenças que deprimem o sistema imunológico, a maioria delas são doenças herdadas, fora isso, as baixas do sistema imunológico são muito poucas, é difícil inclusive de mensurar.”

“O que a gente sabe é que existem algumas drogas que abaixam muito o sistema imunológico, é o caso dos corticoides. Hoje o paciente tem acesso ao corticoide sem receita médica na farmácia, ele não faz ideia do impacto do que ele está tomando, precisa ter acompanhamento médico, inclusive nesse momento de Covid-19 é muito discutido, entre os médicos cada caso, se vale realmente a pena você introduzir o corticoide no paciente”, complementa.

“O que eu quero dizer é que não existe nenhum trabalho científico que ateste que a Cannabis muda o sistema imunológico de um individuo ou não. A gente sabe que ele muda muito o humor, e isso já é muito importante nesse momento”, finaliza.

Dr. Lessa também explica que a ansiedade se manifesta nos momentos em que a gente sente sintomas psicológicos da doença, como falta de ar momentânea ou a sensação de nó na garganta. Nestes casos, é interessante procurar auxílio médico, e existem opções online de tratamento psicológico e medicamentoso.

Dr. Lessa afirma que está recebendo pessoas que nunca tiveram quadros de ansiedade e estão desenvolvendo, justamente porque deixaram de fazer coisas que funcionavam para aliviar o estresse diário. “Não é apenas a questão do isolamento, é deixar de fazer as coisas que te faziam bem, não pode”, finaliza. 

Ainda que existam riscos de acabar preso ou processado, em casos como fins medicinais as chances podem ser mais remotas. Uma decisão do STF ampliou a visão de que a importação de sementes não se enquadra como crime. Ainda assim os riscos existem.

 Marcus Bruno 

Patrícia Scheffer Schlumberger comprou 26 sementes de Cannabis, diretamente da Holanda. A encomenda acabou na Justiça. O Ministério Público entrou com uma denúncia por tráfico de drogas, uma vez que a mulher importou “através de remessa postal internacional, sem autorização legal ou regulamentar, matéria-prima destinada à preparação de drogas”.

Daí em diante, a denúncia andou pelos tribunais. O Na 7ª Vara Criminal de São Paulo, o juiz rejeitou a acusação. Ele classificou como “atípica a importação de sementes”.

“Isso quer dizer que a lei não prevê isso como crime, importar para consumo pessoal”, explica o advogado Rodrigo
Mesquita. Como as sementes não possuem THC, a substância psicoativa da planta, não se enquadra como droga – logo, não faria sentido processá-la por tráfico.

De lá, na segunda instância, o caso passou para o Tribunal Regional Federal da 3 ª Região (TRF-3), que o reavaliou – e, dessa vez, a denúncia foi aceita. Patricia recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça, que seguiu a decisão da turma do TRF-3, e manteve a ação contra ela.

Com mais um pedido de análise, os advogados entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal. Dessa vez, o caso ganhou repercussão nacional, em maio de 2019, ao ter a acusação rejeitada pelos ministros do STF. A conclusão era a mesma daquela tomada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo: “a mera importação e/ou a simples posse da semente de Cannabis sativa não se qualifica como fatores revestidos de tipicidade penal, essencialmente porque, não contendo as sementes o princípio ativo do tetrahidrocanabinol (THC), não se revelam aptas a produzir dependência física e/ou psíquica, o que as torna inócuas, não constituindo, por isso mesmo, elementos caracterizadores de matéria-prima para a produção de drogas.”

E agora? É possível afirmar que há uma brecha para importação de sementes? Não exatamente.

“Decisões como essa servem apenas como orientação para as autoridades, não são vinculantes. Para chegar a isso, deveria passar por um processo de consolidação da tese de súmulas vinculantes”, explica Mesquisa.

“Ou seja, se algum policial entender que aquilo é crime, ele pode abrir inquérito e o Ministério Público oferecer uma denúncia, como tráfico internacional ou contrabando”, diz o advogado.

Ainda que existam riscos de acabar preso ou processado, em casos como esse, as chances parecem mais remotas. A decisão do STF ampliou a visão de que a importação de sementes não se enquadra como crime. Ainda assim os riscos existem.

“Dentro deste quadro, não recomendo a ninguém que importe. Se o fizer que faça ciente de que há um risco”, defende Mesquisa.

“Em situações como tratamento médico fica muito mais fácil de se explicar, mas ainda assim é arriscado”, conclui.