Apesar de não prescrito no Brasil para casos de osteoporose, o fitoterápico já é utilizado em outras partes do mundo para esse fim. Um estudo da Universidade de Edinburgh, na Escócia,  mostra que o sistema endocanabinoide é importante na regulação do metabolismo ósseo.

Osteosporose tratada com Cannabis Medicinal

A osteoporose é uma doença que enfraquece gradualmente os ossos e cujo nome se traduz, literalmente, como “ossos porosos”. Afeta 200 milhões de pessoas no mundo e pode ser incapacitante.

A doença aparece quando a formação do osso não é adequada e há deficiência de cálcio e vitaminas ou quando os ossos sofrem um desgaste excessivo. 

Essa deterioração pode ocorrer por alguns fatores: diminuição de hormônios, uso contínuo de alguns tipos de medicamentos, tabagismo, consumo de álcool, existência de algumas doenças específicas, e, finalmente, o desgaste natural.

Osteoporose. O que é a doença

“O osso corresponde à maior porção de tecido conjuntivo do corpo. Contém células que fabricam e mantém a matriz extracelular. Ela está fisiologicamente mineralizada com microcristais de fosfato de cálcio, que possuem carbonato”, explica o Dr. Thiago Bitar Moraes Barros, reumatologista.

Ou seja: os ossos estão preenchidos de cálcio, que os mantém densos e fortes. 

“Durante toda a vida eles se encontram em regeneração constante, como consequência de um processo conhecido como remodelação óssea”, continua.

Quer dizer que o tecido ósseo antigo é continuamente destruído e um novo é formado em seu lugar. A remodelação permite que os tecidos já gastos ou que tenham sofrido lesões sejam trocados por novos e sadios.

Cada parte do corpo tem um tempo diferente de remodelação. Por exemplo: as partes extremas do fêmur são substituídas a cada 4 meses; já os ossos da mão são completamente modificados todo o tempo. Esse processo também permite que o osso sirva como reserva de cálcio para o corpo.

Mas a doença modifica essa ação: “Na osteoporose há uma alteração da sequência de remodelação óssea; a reabsorção óssea é maior que a formação, aumentando a perda de massa óssea e o risco de fratura”, esclarece Bitar.

Por esse motivo, pacientes que têm osteoporose demoram mais para se recuperar de fraturas.

A quem atinge

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), depois dos 50 anos de idade, cerca de 30% das mulheres e 10% dos homens apresentam osteoporose. Geralmente se descobre a doença a partir de uma exame de densitometria óssea, que mede a massa do osso. Muitas vezes o exame é feito após uma fratura.

A densidade óssea aumenta até os 30 anos de idade e posteriormente começa a cair. Entre os 30 e os 80 anos, o cálcio total diminui aproximadamente 20%, porém esta queda é maior nos ossos da coluna, podendo chegar a 60%.

A herança genética determina em 80% o nível máximo de massa óssea que um indivíduo alcança na vida, assim como a taxa de perda da mesma. Pessoas de etnia negra possuem maior densidade óssea, alcançam maior massa óssea e a taxa de perda é menor se comparada com pessoas brancas e asiáticas.

Fraturas e outros sintomas da Osteoporose

A osteoporose provoca 2,4 milhões de fraturas todos os anos no mundo e atinge 10 milhões de brasileiros.

As fraturas, ao mesmo tempo que são um dos piores sintomas, levam ao maior número de diagnósticos, pois geralmente é a partir de um acontecimento atípico como esse que se parte para um exame mais detalhado.

Consequentemente, devido a descalcificação progressiva, que é um dos indicativos da enfermidade, os ossos tornam-se mais frágeis, por isso são mais suscetíveis a quebras. O fato da doença ser mais comum em pessoas de idade avançada aumenta as chances desse tipo de acidente acontecer.

Geralmente, durante uma queda ocorre uma contratura muscular que faz com que a força do impacto seja distribuída por uma superfície maior, o que preserva a segurança dos ossos.

Entretanto, nos idosos, a força muscular e a velocidade de reação estão menores, o que provoca uma alteração neste mecanismo de proteção ao osso, deixando-o mais exposto e sujeito à quebras.

Tipos mais comuns de fraturas

A osteoporose afeta de maneira diferente homens e mulheres, além disso, há ossos com maiores índices de fratura:

  • As fraturas por compressão vertebral acometem 20% das mulheres pós-menopausa
  • As fraturas de bacia aumentam exponencialmente após os 50 anos nas mulheres e 60 nos homens
  • Um terço de todas as mulheres com mais de 80 anos já sofreram uma fratura de bacia
  • São comuns as fraturas das vértebras por compressão, o que leva a problemas de coluna e à diminuição da estatura
  • Os punhos também são facilmente focos de quebras, pois num reflexo, leva-se as mãos a frente do corpo durante a queda. A maior incidência é em mulheres na pós menopausa

Além das fraturas, a enfermidade pode causar dor nas articulações, encurvamento da coluna e diminuição da altura em até três centímetros.

Tratamentos para a Osteoporose

Para quase todos os casos de osteoporose, são indicados atividade física, fisioterapia, vitamina D e medicamentos específicos.

Mas segundo Bitar, “para o tratamento correto da osteoporose é necessário entender o processo de remodelação óssea”. Ele acrescenta que “idealmente a terapia deve diminuir a reabsorção de osso impedindo uma maior perda óssea e aumentar a formação óssea”.

Como não existe um tipo de tratamento que ao mesmo tempo iniba a reabsorção de osso e estimule a formação óssea, geralmente o paciente precisa tomar mais de um remédio.

Posso tratar osteoporose com CBD?

Apesar de não prescrito no Brasil para casos de osteoporose, o fitoterápico já é utilizado em outras partes do mundo para esse fim.

Um estudo de 2010 da Universidade de Edinburgh, na Escócia,  mostra que o sistema endocanabinoide é importante na regulação do metabolismo ósseo.

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Em testes feitos em camundongos com deficiência de CB1 e CB2, os principais receptores canabinoides ativados pela Cannabis medicinal, as cobaias apresentaram osteoporose relacionada com a idade como resultado de formação óssea prejudicada e renovação óssea em desequilíbrio.

Ainda não há comprovação científica de que a Cannabis medicinal possa realmente auxiliar os pacientes de osteoporose, mas acredita-se que, como o CBD estimula os receptores citados, consequentemente pode auxiliar no aumento da taxa de regeneração do novo tecido ósseo.

Outra hipótese é a de que o CBD pode auxiliar na prevenção da enfermidade, combatendo algumas de suas outras causas que não o desgaste natural. Por exemplo,  pode ser usado em alguns casos para desmame de corticoide e analgésicos, como auxiliar para abandono do tabagismo, do vicio no álcool, etc.

De qualquer maneira, se optar pelo uso do CBD para a doença, é importante ter um acompanhamento médico e seguir os demais protocolos de tratamento à risca.

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Matéria previamente publicada no Portal Cannabis & Saúde no link: https://www.cannabisesaude.com.br/cannabis-medicinal-no-tratamento-de-osteoporose/

Apaixonado pela Cannabis, Hélio Mororó ministrou aula para médicos sobre a planta, incluindo a história medicinal, funcionamento do sistema endocanabinoide, detalhes da farmacologia e aplicabilidade em diversas patologias.

Masterclass com Dr. Hélio Mororó. Tudo o que médicos precisam saber sobre Cannabis medicinal

No Masterclass da última quarta-feira, 14, o médico pernambucano Hélio Mororó Vieira de Mello apresentou a Cannabis medicinal ao público de médicos. Em rápida introdução, falou da história da planta, com sua “descoberta”, hostilização e renascimento. Falou dos principais fitocanabinoides, da farmacologia, aplicações clínicas e da importância da abordagem integrativa na medicina.

Mororó é médico pós-graduado em cardiologia, geriatria, nutrologia, saúde pública e medicina do trabalho. É doutorando em Genética pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), professor de Medicina da Universidade Católica de Pernambuco e mestre em Perícias Forenses. Médico há 26 anos, há cinco é estudioso e prescritor de terapia canabinoide. 

Entusiasta da Cannabis, Mororó busca em sua prática “levar conhecimento de qualidade, com embasamento científico e honesto, sem viés político”. Por isso, ele inicia a abrangente aula com a máxima: “Quanto mais estudo, mais me convenço que não sei de nada e que preciso saber mais”. 

História e contextualização

Logo no início, Mororó explicou que a Cannabis é a planta mais antiga de que se tem conhecimento. Os primeiros vestígios foram no Oriente Médio, de onde se espalhou pelo mundo, primeiro pelo leste da Europa e depois até a África, de onde partiu para as Américas.

Ele apresentou registros de pinturas rupestres de até 30 mil anos, indicando que a planta fazia parte de rituais e era usada como medicamento. Citou o exemplo importante da fitoterapia chinesa, o primeiro tratado de medicina feito pelo Imperador Shen Nung: para entrar neste tratado, uma planta precisava ser observada por pelo menos 400 anos, e a Cannabis já fazia parte dele.

Mororó lembrou que os ingleses tomaram conhecimento da Cannabis na Índia, e a rainha Victoria se beneficiou do tratamento para suas enxaquecas e cólicas menstruais. Lembrou ainda que a Cannabis já frequentou os livros de medicina ocidentais, em trabalhos científicos de mais de cem anos atrás, especialmente na América. No Primeiro Manual Merck de prática médica de 1899, aparecia a indicação de Cannabis para doenças neurológicas, digestivas e dor. 

Ruderalis e indica

Cannabis ruderalis e a indica são variações genéticas da Cannabis sativa, ambas muito importantes na história da humanidade. O cânhamo era usado para produzir cordas, roupas, as velas das naus eram de cânhamo. Mororó lembrou do primeiro livro de Johannes Gutenberg, o inventor da imprensa, impressa em papel de cânhamo.

E puxou uma fala de Sidarta Ribeiro: “a Cannabis é o cachorro das plantas”. Explicou que, assim como o cachorro veio da sucessão de cruzamentos a partir do lobo, a Cannabis é a planta com mais manuseio genético de que se tem notícia. Com finalidades específicas, todos os tipos de Cannabis nasceram do cruzamento genético espontâneo.

A grande “descoberta”

Apesar disso, a planta foi hostilizada, execrada e afastada do convívio dos meios médicos, só retornando na década de 60 com Raphael Mechoulan: “foi o renascimento do fitoterápico”.

Mororó falou da descoberta do sistema endocanabinoide, “o maior, mais importante, complexo e completo sistema de homeostase do corpo humano”. É algo ainda recente e pouco citado nos cursos de medicina, apesar do impacto no metabolismo, função imunológica, processos inflamatórios, percepção da dor, sistemas de recompensa, resposta ao estresse, ação motora, crescimento ósseo, alterações do humor, entre outras coisas. 

Mororó explicou as funções do sistema endocanabinoide. Ele facilita a comunicação intercelular entre diversos tipos de célula atuando como sua base, na forma de  impulsos elétricos ou reações bioquímicas. “Com a comunicação certa, o organismo entra em equilíbrio, que é a grande busca da medicina”. 

Apesar da extensa lista de aplicações, Mororó alertou que a Cannabis não é o remédio mágico que vai curar tudo. “É o sistema mágico de informação que, bem cuidado e alimentado, vai dar respostas maravilhosas, voltadas para o bem estar e saúde”.

Assista na íntegra a Masterclass: Sistema endocanabinoide e a Cannabis medicinal. O que todo médico deveria saber.

THC, CBD e os outros fitocanabinoides

Mororó explicou que os fitocanabinoides atuam principalmente junto aos receptores CB1 e CB2, presentes no corpo todo. Acoplados à proteína G, são abundantes em regiões diferentes, mas estão sempre presentes nessa dupla.

CB1

Os receptores CB1 atuam mais no Sistema Nervoso. A esse respeito, Mororó trouxe um número impressionante: são dez vezes mais abundantes no cérebro do que os receptores opioides  (responsáveis pelo efeito da morfina). Além disso, o CB1 tem poucos receptores na função cardiorrespiratória do tronco cerebral, o que faz do tratamento da Cannabis muito seguro, sem riscos de depressão respiratória ao contrário dos receptores opioides. 

O receptor CB1 aparece tanto em neurônios inibitórios quanto em neurônios excitatórios. De acordo com Mororó, sabendo trabalhar com a substância, é possível tratar tanto paciente super excitado (hiperatividade, autismo, transtorno de déficit de atenção, epilepsia), quanto o inibido (depressão, astenia, fadiga).

CB2

Os receptores CB2 têm grande presença no sistema imunológico e gastrointestinal. E tem uma relação importante entre si: as imunoglobulinas IgAs são produzidas praticamente 100% no sistema digestivo. “Se eu tenho barreira gastrointestinal íntegra, eu tenho menos inflamação, menos estímulo constante e desencadeio menos patologias”. 

Aplicações

Sem esconder seu encantamento com a Cannabis, Mororó resume a atuação da planta da seguinte maneira: moduladora de inflamações, dor, resposta imunológica. A Cannabis é um medicamento com ampla gama de possibilidades na economia metabólica. Atua no sistema cardiovascular, respiratório, ósseo, reprodutivo, no fígado, nos rins, nos olhos.

As aplicações são vastas: doenças autoimunes, infecções (como o coronavírus), mediação de patologias alérgica (asma, dermatite atópica, psoríase). E não para por aí.

A Cannabis modula expressão gênica, ou seja, mexe no DNA. Na oncologia, atua na modulação da informação genética de células oncológicas, sendo ferramenta para usar menos quimioterapia e radioterapia. O resultado, segundo Mororó, é que ela modula os efeitos colaterais e cria ambiente favorável para a economia metabólica e um ambiente desfavorável para a multiplicação de células cancerígenas.  

Mororó seguiu o raciocínio dizendo que a base de todas as patologias é a inflamação, ou péssimo desempenho das mitocôndrias (mitocondriopatias). O CBD, THC e os demais fitocanabinoides agem na função e arquitetura das mitocôndrias. 

Tratamentos do sistema nervoso

Mororó explicou que a Cannabis age na comunicação. Diferente de outros neurotransmissores endocanabinoides não há uma reserva de estoque. Precisam ser produzidos sob demanda. O uso de fitocanabinoides estimula este tipo de produção. Assim, consegue-se modular a informação que vai de neurônio a neurônio. “E tem neurônio no corpo todo. O paciente é todo um sistema, em que está tudo interligado”. 

Como professor, Mororó não deixa os alunos esquecerem de que as terapias integrativas têm importante papel: a microbiótica intestinal precisa ser avaliada, às vezes é preciso alterar a dieta.  Doenças neurológicas pedem um paciente hidratado, pelo menos um litro e meio de água por dia. 

Tratamentos do sistema imunológico 

A Cannabis atua com modulação, não com inibição. Isso faz diferença. É necessário um grau de inflamação para movimentar as células de defesa, para vasodilatação e aporte de nutrientes. Mas quando a inflamação vira patologia, precisa de controle para redução da da dor. Mororó explicou que gosta da substância amiloide, responsável por destruir neurônios velhos. Quando produzida em excesso, ou “sai destruindo tudo”, é nociva. E a Cannabis modula essa resposta. 

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Farmacologia do sistema endocanabinoide

Uma vantagem fundamental da Cannabis é seu nível de toxicidade baixíssimo. Segundo o Drug Enforcement Administration (DEA) americano, é mais segura que Aspirina. 

Mororó destacou esse fato durante a aula, para em seguida apresentar os tipos básicos de extratos, que compõem uma medicina especializada para cada indivíduo: 

  • Full spectrum – com todos os canabinoides da planta, apresenta o efeito entourage por ser mais completo, mas pode ser menos específico;
  • Extrato isolado – com apenas um canabinóide. Mororó ensina que, se for só com CBD, qualquer pessoa pode tomar, e atua como analgésico e anti-inflamatório. Ele lembra que o extrato isolado de CBD é liberado pelas Ligas Americanas de Basquete e de Futebol;
  • Extrato de espectro controlado – na proporção para determinadas patologias. 

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Formas de administração

Respiratório

Embora seja um fato razoavelmente conhecido, Mororó fez questão de ressaltar que a Cannabis não é aspirada fumando, mas por meio de vaporização, uma espécie de nebulização. Essa forma é indicada para dor ou convulsão, em especial nas emergências, por seu efeito rápido.

  • Efeito imediato a 5 minutos;
  • Duração do efeito: de 45 min a 3h.

Oral 

  • Efeito de 1m a 15 min;
  • Duração do efeito: de 2 horas a 9 horas.

Do ponto de vista médico, Mororó classificou o modo oral como o mais fácil de administrar, porque permite ajustes na dosagem por de gotas. Ele apontou a possibilidade de, depois de ajustado o tratamento, usar em forma de cápsula por ter sabor mais neutro. Como a absorção se dá pelo trato gástrico, a biodisponibilidade é maior e com efeito mais duradouro. 

Supositório

Apesar do preconceito com esta forma de administração, Mororó argumentou que é uma excelente opção para pacientes com dificuldades de deglutição. Além disso,por ser uma área altamente vascularizada, permite absorção eficaz e rápida.

  • Efeito em 15 minutos;
  • Duração do efeito de até 12 horas.

Tópicos

  • Aplicações: pancadas, psoríase, dermatite atópica, câncer de pele;
  • Efeito imediato;
  • Duração do efeito: de 30 minutos a 3 horas;
  • Sem biodisponibilidade sistêmica.

Aplicabilidade da Cannabis

Mororó apresentou um quadro com o resumo dos tratamentos possíveis com Cannabis: 

  • efeitos colaterais de quimioterapia;
  • efeitos anti-oxidantes;
  • efeitos neuroprotetores;
  • efeitos anti-inflamatórios;
  • insônia;
  • ansiedade;
  • psicose;
  • epilepsia;
  • doença cardíaca;
  • diabetes

Toxicidade

Apesar da baixa toxicidade da Cannabis, Mororó explicou que costuma alertar seus alunos médicos sobre as interações medicamentosas. Com exemplos, ressaltou que essas interações precisam ser acompanhadas de perto. E podem resultar em desmame de medicamentos ou melhoria da performance.

É preciso também cuidado com a função homeostática da Cannabis. Ela costuma interagir com a forma de resposta do corpo aos medicamentos, especialmente os listados a seguir:

  • anticoagulantes /  antiagregantes plaquetários
  • barbitúricos e depressores do SNC
  • álcool, paracetamol, anestésicos, teofilina
  • lovastatina, claritromicina, ciclosporina, diltiazem, estrógenos, indinavir
  • cetoconazol, anti-H2, bloqueadores do canal de cálcio, digoxina, corticosteróides, fexofenadina, loperamida

Mensagem final

“No trilho, o trem tem horário certo de sair e de chegar, e você não pode se desviar daquela linha de pensamento”, explicou. Para o médico, a melhor maneira de pensar é como uma trilha: “Uma orientação com flexibilidade para alterar seu caminho. Ir mais rápido, mais devagar, ir para outro lado, fazer pausas”.

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Matéria previamente publicada no Portal Cannabis & Saúde no link: https://www.cannabisesaude.com.br/conteudo-indispensavel-medicos-prescritores-cannabis/

Medical Cannabis Summit traz a medicina canabinóide na formação de médicos, doenças tratadas com a planta e a educação para o combate à desinformação e o preconceito

O Transformação Digital, ecossistema que conecta pessoas e empresas, e a OnixCann, healthtech brasileira que promove o acesso de pacientes à médicos prescritores de Cannabis medicinal, promovem entre os dias 10 e 14 de agosto, o Medical Cannabis Summit. O evento é 100% online e gratuito para médicos, pacientes e familiares que possam ser beneficiados com tratamentos à base da planta. A expectativa é que mais de 20 mil pessoas participem do evento, há 20 dias do evento, mais de 10 mil pessoas já se inscreveram.

Mais de 30 especialistas, das áreas da saúde e de direito, irão debater o uso medicinal da Cannabis e suas principais aplicações, além de aspectos legais. O objetivo é desmistificar o tema no âmbito clínico. Com quinze painéis ao longo da semana, transmitidos pelo site do evento e no Youtube do evento, Medical Cannabis Summit, disponibilizará aos inscritos interagirem via chat. 

Entre os nomes presentes estão o Phd Raphael Mechoulam, Marcelo Battistella Bueno, CEO do Grupo Anima Educação, referência universitária em cursos nas áreas de medicina e saúde, Marcelo Geraldi, CEO da Herbarium, renomada indústria farmacêutica 100% nacional com uma grande linha de fitoterápicos, Dr. Willian Dib, que foi presidente da Anvisa, Antoine Daher, fundador da Casa Hunter, instituição sem fins lucrativos com intuito de garantir soluções públicas e sensibilidade para os portadores de doenças raras. O deputado federal Paulo Teixeira, presidente da comissão especial da Câmara sobre remédios à base de Cannabis, também participará do evento, além de médicos e pesquisadores de relevância da medicina canabinoide. A lista com os participantes está em fase de conclusão e segue abaixo junto com a programação.

“Há 40 anos foi realizada a primeira pesquisa clínica que testou a Cannabis em pacientes e por coincidência aconteceu no Brasil. Isso ficou parado no tempo porque não houve interesse das grandes farmacêuticas em produzir mais pesquisas e comercializar produtos e medicamentos canabinóides, já que o processo de lucro se dá por patente, ou seja, com exclusividade das vendas por um determinado período. Com plantas, esse processo de exclusividade não acontece e consequentemente os grandes lucros também não. Porém, o que vemos hoje é que não se consegue mais parar a repercussão e o impacto positivo do uso deste medicamento em diversos tratamentos, no bem-estar e na qualidade de vida de milhares de pessoas do mundo todo”, destaca Marcelo Galvão, CEO da OnixCann.

Homem de terno e gravata sorrindo posando para foto Descrição gerada automaticamente

Em 1981, um grupo liderado pelo pesquisador Dr. Elisaldo Carlini (Unifesp) publicou no JclinPharmacol, respeitado periódico científico internacional, um estudo duplo cego, randomizado, incluindo uma pequena amostra de oito pacientes, comparados com sete controles, o efeito benéfico do CBD para controle de crises convulsivas. Desde então a Cannabis tem sido usada para tratamentos de várias doenças, como, por exemplo, dores crônicas, autismo, esclerose múltipla, epilepsia, depressão, estresse pós traumático, fibromialgia, Parkinson, Alzheimer, câncer (cuidados paliativos), enxaqueca e ansiedade.

“Vemos que existe um movimento positivo da sociedade, dos pacientes e de um pequeno rol de médicos e profissionais que atuam com a terapia canabinóide e que lutam todos os dias para democratizar os benefícios da planta. Hoje, em uma sociedade democrática de direito não podemos mais calar a voz da sociedade. Está na hora de quebrar o preconceito e abrir as portas do conhecimento, do acesso à informação para que todos conheçam que a Cannabis medicinal não é uma droga, mas sim uma substância que oferece benefícios inquestionáveis para aqueles que adotam ela como tratamento”, complementa Galvão.

O Summit conta com patrocinadores, Ciitech, Verde Med, Herbarium, Cantera, Tegra Pharma e MGC Pharma. Dentre os apoiadores estão Inspirali, Anima Educação, Centro de Excelência Canabinoide, Gravital Clínica Canábica, Reis, Souza, Takheshi & Arsuffi Advocacia Empresarial, Bandtech, Clube Medition 4 You, Abiquif, The Green Hub, Casa Hunter, Santa Cannabis, Sechat, Humanitas 360, Grupo Gaia e Centro Brasileiro de Referência em Medicina Canabinóide. Ainda, o Summit terá um veículo oficial de divulgação especializado no tema, Portal Cannabis & Saúde.

SERVIÇO:

Evento: Cannabis Medicinal Summit

Inscrições gratuitas: www.medicalcannabissummit.com.br

Dias: 10 a 14 de agosto, segunda à sexta-feira

Horário: ao todo são 3 horários iniciando às 18h e indo até às 21h.

Lives em horários especiais a serem divulgadas mais adiante no site do evento.

Programação das 18h às 19h das transmissões do evento:

  • 10/08 Phd. Raphael Mechoulam. Abertura Oficial do Evento.
  • 11/08 – Cleusa Ladário e Mariana Lima – Conteúdo: História de pacientes, autismo e busca de recursos para tratamento.
  • 12/08 – Pedro Sabaciauskis Presidente Associação Santa Cannabis e Altair Lira, pai de uma jovem com doença falciforme e co-fundador da ABADFAL – Associação Baiana das Pessoas com Doenças Falciformes, co-fundador da FENAFAL – Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes. Conteúdo: Associações
  • 13/08 – Em fase de conclusão e confirmações.
  • 14/08 – Advogado Diogo Pontes Maciel e Advogada Ana Izabel Carvana de Holanda. Conteúdo: Tratamento de Cannabis pelo plano de Saúde/SUS.

Programação das 19h às 20h das transmissões do evento:

  • 10/08– Marcelo Bueno, CEO da Anima e Dr. Cid Gusmão CMO da CanTera. Conteúdo: A importância da educação como ferramenta para o acesso à cannabis medicinal.
  • 11/08 – Antoine Souheil Daher – Presidente Da Casa Hunter, Lívia mãe da paciente Gabriely, Dr. Pedro Pierro e Dr. Vinícius Barbosa. Conteúdo: Autismo, Epilepsia, Dor e Doenças Raras tratadas com cannabis medicinal. 
  • 12/08 – Marcelo Geraldi – CEO Herbarium, Dra. Jackeline Barbosa – CMO Herbarium, Dra. Ailane Araújo, Jaime Ozi, Sócio e Vice-Presidente de Negócios da OnixCann Conteúdo: Fitoterápicos – Vantagens e Benefícios no tratamento canabinoide.
  • 13/08– Dra. Ana Hounie, Dr. Guilherme Toshihiro Takeishi e Adriana Reis. Conteúdo: A medicina canabinoide para Ansiedade, Insônia e Stress, o impacto da pandemia e a troca eficiente dos psicotrópicos, remédios de tarja preta pelos produtos medicinais de cannabis e a legislação quanto a publicidade de medicamentos.
  • 14/08 –Deputado Federal Paulo Teixeira, Dr. Willian Dib, Patrícia Villela Marino, os advogados Dr. Arthur Arsuffi e Werner Buff e Marcelo Galvão – Fundador e CEO OnixCann | CanTera. Conteúdo: A legislação e o regulatório em torno da Cannabis Medicinal no Brasil – parte 1.

Programação das 20h às 21h das transmissões do evento:

  • 10/08– Dr Cristiano Fernandes, Dra. Patrícia Montagner e Prof. Dr. João Menezes UFRJ. Conteúdo: Educação – parte 2
  • 11/08 – Ana Gabriela Baptista, Dr. Marcos Prandine e Margarida SOS Cannabis. Conteúdo: Protocolos e escalas de funcionalidade paciente
  • 12/08 – Em fase de conclusão e confirmações.
  • 13/08 – Dr. Ricardo Ferreira e Dr. Eduardo Faveret. Conteúdo: A história de médicos precursores no tratamento canabinoide no Brasil.
  • 14/08 – Marcelo Galvão – Founder e CEO OnixCann | CanTera, Jaime Ozi – Partner e VP OnixCann | CanTera, Dr. Willian Dib – que foi presidente da Anvisa e o advogado Werner Buff, legal affairs da Verde Med. Conteúdo: A legislação e o regulatório em torno da Cannabis Medicinal no Brasil – parte 2.

Sobre o TransformaçãoDigital.com

O TransformaçãoDigital.com é um ecossistema que conecta pessoas e empresas à transformação digital, com o objetivo de simplificar e democratizar o futuro. Fundada em 2017, a empresa catarinense busca, através de ferramentas digitais, eventos e treinamentos, entre outras iniciativas, auxiliar na transformação do negócio e da estratégia de empresas que buscam maneiras de reinventar o modelo de negócio de olho nas tendências de uma sociedade cada vez mais conectada por meio da tecnologia.

Sobre a OnixCann

A OnixCann é uma healthtech brasileira de Cannabis medicinal que conecta pacientes com médicos, seguindo protocolos clínicos e padrões internacionais de qualidade. Com uma equipe clínica e científica altamente qualificada, a OnixCann traz para o Brasil o que existe de mais moderno no ecossistema global de Cannabis medicinal. Dentro desse ecossistema, a OnixCann atua estrategicamente em 4 importantes segmentos – educação, farmacêutico, tecnológico e conteúdo digital, com o compromisso de transformar a qualidade de vida e contribuir com a saúde dos pacientes e a formação de médicos e profissionais de saúde no país.

Médico é uma referência no combate ao câncer no Brasil e nos últimos anos tem se dedicado às terapias com canabinoides. Nesta entrevista ao portal Cannabis & Saúde, Gusmão fala sobre as descobertas da ciência no uso da planta pela oncologia.

O oncologista Dr. Cid Buarque de Gusmão tem um currículo extenso na pesquisa do câncer no Brasil. Foi presidente de entidades como a Sociedade Paulista de Oncologia Clínica e o Instituto Brasileiro de Pesquisa em Câncer (IBPC). Também coordenou o departamento de Oncologia Mamária do Instituto do Câncer de São Paulo. Nos últimos anos, o médico passou a pesquisar o uso da Cannabis no tratamento dos sintomas paliativos do câncer. Atualmente Gusmão é diretor médico da OnixCann, healthtech brasileira de Cannabis medicinal, e tem ministrado cursos sobre o assunto a profissionais de saúde.

Em entrevista ao portal Cannabis & Saúde, Gusmão destacou o papel da planta no combate aos sintomas paliativos do câncer, como náuseas, vômitos, insônia falta de apetite, e na dor  O médico salientou também que, ao complementar o tratamento com óleo, o paciente pode vir a reduzir o uso das medicações tradicionais utilizadas no tratamento destes sintomas e seus efeitos colaterais.

“Às vezes, o paciente está tomando três remédios para o controle da dor e passa a precisar de um ou dois, além de menos doses de cada. Consequentemente, além da melhora clínica, ele tem menos efeitos colaterais”.

Além dessa redução de remédios, chamada de polifarmácia, Gusmão destaca outro benefício: a redução da toxicidade financeira.

“Quer dizer, se ele pode tomar menos medicação, ele tem uma redução de gasto financeiro importante”.

O que hoje a gente tem comprovado pela ciência sobre o uso da Cannabis no tratamento do câncer?

Os estudos recentes têm mostrado impacto na qualidade de vida do paciente através da melhora do controle dos sintomas da doença e dos efeitos colaterais do tratamento. Já existem estudos recentes, bastante robustos neste sentido. Aliás, foi a primeira liberação para Cannabis nos Estados Unidos.

O Dronabinol foi aprovado no final de década de 80 pelo FDA (a Anvisa dos EUA) para controle de náusea e vômitos causados pela quimioterapia. Mais recentemente, em 2006, a Nabilona foi aprovada pelo FDA para o auxílio no controle da náusea e vomito causados pela quimioterapia

Hoje, estudos mostram o benefício potencial do uso da cannabis medicinal para vários outros tipos de sintomas da doença e do tratamento, como por exemplo, na melhora da neuropatia periférica induzida por alguns quimioterápicos, na melhora do apetite, na dor oncológica, na anorexia (falta de apetite), no sono, levando a uma melhora do estado geral em termos de qualidade de vida.

Na área do câncer, são vários os estudos que mostram que os indicadores de qualidade de vida durante o tratamento melhoram com o uso da Cannabis. Já é utilizada largamente por oncologistas no mundo inteiro, principalmente nos países onde já era liberada a comercialização.

No Brasil o uso sempre foi um pouco menor, pois dependia de liberação de importação pela Anvisa. O uso tende a aumentar bastante agora com a portaria que liberou para registro de medicações de Cannabis no país. 

E que tipo de medicamentos são esses usados nos cuidados paliativos? São ricos em CBD, THC?

Depende da indicação. Tem indicações que você utiliza CBD exclusivamente. Tem medicações que você utiliza o CBD e o THC, que são aquelas apresentações full spectrum e as conhecidas como blend.

A diferença serão as concentrações de CBD e THC presentes na medicção. Existem ainda, indicações onde são necessárias maior concentração de THC do que CBD. Nesse último caso, é necessário um cuidado maior na dose, por causa dos efeitos colaterais relacionados a psicoatividade que o THC pode dar. 

Hoje no Brasil o que a gente tem de estudo nessa área?

Neste momento, o País não possui nenhum estudo clínico aberto. Existem sim, estudos clássicos, antigos, de relevância internacional, realizados no Brasil coordenados pelo Dr. Elisaldo Carlini, na UNICAMP e pelo o Dr. Renato Filev, da Escola Paulista de Medicina.

Até este momento a autorização para a realização de um estudo clínico relacionado a cannabis era bastante complexa. Por não ser uma medicação liberada no país, e estando dentro da legislação de substâncias proibidas, isto tornava a liberação destes estudos bastante complexa em termos de autorização pelos comitês de ética em pesquisa e pelas agências regulatórias. 

Mas agora, com a mudança da legislação referente a cannabis medicinal, no ano de 2021 nós já devemos começar a ver estudos clínicos serem instituídos no País.

Hoje para um paciente oncológico ter acesso a essa medicação, qual é o procedimento que ele deve ter?

Ainda é necessária a liberação de importação liberação pela Anvisa, até que tenhamos a medicação comercializada nas farmácias. Essa liberação estava em 45 dias, mas já temos pacientes conseguindo essa autorização em 20 dias. Facilitou bastante, porque agora só precisa da prescrição médica, não é mais necessário relatório, aquela análise toda envolvida anteriormente.

A expectativa da comunidade médica é que no segundo semestre já tenhamos remédios disponibilizados nas farmácias. A medicação será disponibilizada com receita controlada, semelhante a uma prescrição de antibiótico. E para medicações contendo THC, a receita a ser realizada é a mesma da utilizada para as medicações opioides. De qualquer forma, muito mais simples, facilitando bastante o acesso dos pacientes a medicação.

Quais são os medicamentos tradicionais que a Cannabis substitui?

Muitas vezes, não é que ela substitua. Por exemplo: um paciente está com dor, ele está usando uma quantidade grande de opioides, analgésicos e antidepressivos. Você introduz a Cannabis e, na grande maioria das vezes, consegue diminuir essa polifarmácia do paciente, além de diminuir os sintomas.

Ou seja: diminui a dose das medicações que ele toma, tradicionais, e muitas vezes, retira algumas medicações. Às vezes, o paciente está tomando três remédios para controle da dor e passa a precisar de um ou dois, e menos dose de cada um. Consequentemente, além da melhora clínica, ele tem menos efeitos colaterais. Esse raciocínio vale para as outras indicações, para náusea e vômito, melhora do sono, ansiedade.

Então, a questão não é nem a substituição em si, mas a redução da polifarmácia. E você tem outro benefício que é reduzir a toxicidade financeira, que temos que levar em conta. Ou seja, se o paciente passa a utilizar menos medicação, ele acaba por ter uma redução de gasto financeiro importante.

E com relação à possibilidade da Cannabis de fato matar células cancerígenas, o que se tem de comprovação?

Em seres humanos neste momento, nenhuma. É uma coisa comum de acontecer na Medicina, que é o hype, uma expectativa exacerbada, causada por notícias colocadas antes da hora e fora do contexto.

Existem estudos iniciais de células em laboratório, em células tumorais.  Para isso passar a ser utilizado no ser humano, tem que passar por várias fases, que envolvem estudos em modelo animal, após estudos de segurança e toxicidade, estudos de eficácia e somente após, se comprovados, liberado para uso clínico. 

Estamos ainda no passo um, no laboratório, na célula. Até chegar as pessoas, existe ainda um longo caminho a ser a ser percorrido.

Para encerrar, a gente está falando em cuidados paliativos, mas qual é a forma de vida ideal para a gente evitar o câncer?

O câncer é uma mistura de fatores genéticos com fatores ambientais, onde agentes externos levam a mutações nas células, causando alterações no DNA células e fazendo com que as células passem a receber instruções erradas para suas atividades. A minoria dos tumores é causada por alterações genéticas hereditárias, a maior parte decorre destas interações com o meio externo. Assim, o mais importante para diminuirmos nosso risco de desenvolver o câncer é a prevenção. São medidas simples de alteração de comportamento e hábitos de vida, que podem reduzir em cerca de um terço o número de novos casos de câncer.

Por exemplo, o cigarro possui mais de 4.700 substâncias cancerígenas e a grande maioria, cerca de 90% dos tumores de pulmão ocorrem nos pacientes fumantes. Cigarro também está associado a câncer de pâncreas, bexiga, fígado, colo de útero, esôfago, rim, laringe, cavidade oral, faringe, estomago. Sedentarismo e obesidade também estão associados a vários outros tumores: mama, cólon, endométrio. Quer dizer: ter uma vida ativa, não ser sedentário também diminui o risco de câncer.

Da mesma forma, ter uma alimentação saudável, evitando alimentos super processados, principalmente os embutidos, como bacon, hambúrguer, presunto, evitar uma dieta excessiva de carboidratos, procurar comer mais fibras e vegetais. Fazendo isto, você irá diminuir seu risco, por exemplo, de desenvolve um câncer de cólon, de intestino.

Não quer que você não possa comer um hambúrguer, mas é óbvio que você não deve comer x-bacon todo dia. Só essas mudanças de hábitos na sua vida reduzem o risco de câncer em um terço. E isto é tão ou mais importante do que descobrir remédios.